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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Conheça Caltech, a universidade que bateu Harvard em ranking

Disparada a menor universidade entre as avaliadas pelo ranking britânico Times Higher Education das 200 melhores do mundo, a norte-americana Caltech (Califórnia Institute of Tecnology) conseguiu tirar a mais antiga instituição dos Estados Unidos do topo da lista pela primeira vez em oito anos. Com ares de colégio, o instituto localizado em Pasadena, a 11 quilômetros de Los Angeles, tem cerca de 900 alunos de graduação e 1.200 de pós-graduação, mas um trunfo que desbancou Harvard: investimento em pesquisa.

Fundada em 1891, a Caltech tem seis divisões acadêmicas com forte ênfase em Ciência e Engenharia. Com uma proporção de três alunos para cada professor, 31 de seus pesquisadores já ganharam o prêmio Nobel. Além disso, muitos membros do corpo docente são associados a instituições como a Howard Hughes Medical Institute (HHMI) – uma das maiores de pesquisa médica dos EUA – e a NASA.

Infraestrutura e pesquisa científica



O recifense Pedro Coelho, de 24 anos, é um dos cinco brasileiros que atualmente estudam no Instituto. Formado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, onde também fez mestrado na área de Química, está no terceiro ano do doutorado em Bioquímica. “Eu optei pela Caltech na semana em que vim conhecer o campus. Eu fiquei muito impressionado com as pessoas, com o ambiente, com o clima. Como só tem Ciência, o lugar respira Ciência, então as pessoas estão o tempo todo falando dos experimentos, tirando dúvidas, para um cientista é um ambiente único”, declara.

O fato de ser uma universidade especializada também motivou o carioca Thiago Gonçalves, de 30 anos, a se candidatar a uma vaga de pós-graduação. O brasileiro, que acabou de concluir o doutorado em Astrofísica, tinha sido aceito na também reconhecida Princeton, mas optou pela Caltech porque oferecia mais recursos em astrofísica observacional. “Eu tinha computador de ponta, laptop, todas as conferências pagas, e passava 10 noites por ano no Havaí observando no telescópio Keck, atualmente o maior do mundo. Isso é mais ou menos a metade do tempo que o Brasil inteiro tem em um telescópio semelhante, o Gemini, e era dedicado exclusivamente para o meu projeto de tese”, explica. “Na verdade, tudo isso, incluindo meu salário, era pago pela NASA, que financiava o trabalho do meu orientador lá. Na Caltech a disponibilidade de verbas para pesquisadores é monstruosa, e isso é um tremendo diferencial”, completa.


Como só tem Ciência, o lugar respira Ciência, então as pessoas estão o tempo todo falando dos experimentos, tirando dúvidas, para um cientista é um ambiente único
Outro estudante brasileiro que foi atraído pela infraestrutura do instituto de Pasadena é o paulistano Ariel Settom, de 18 anos, que tinha sido aceito nas universidades de Princeton e Columbia.“Optei pela Caltech porque tinha mais a ver com os meus interesses profissionais. Aqui na universidade os recursos são muito amplos. Há várias bibliotecas que você pode usar e o acesso aos laboratórios não é restrito, o que é uma característica daqui mesmo. Outro diferencial que é muito importante é que os estudantes de graduação podem fazer pesquisa ajudando algum professor desde o comecinho do curso”, declara. Ariel está na universidade há um mês, mas já se inscreveu para o programa Surf - Summer Undergraduate Research Fellowships, desenvolvido durante o verão com o objetivo de introduzir os estudantes ao processo de pesquisa em laboratório com a orientação de experts da Caltech. Os selecionados recebem um salário de U$S 5 mil por 2 meses



Investimento em pesquisas em altaO incremento em pesquisas, aliás, foi o fator decisivo para a determinação do primeiro lugar no ranking britânico. De acordo com Phil Baty, editor do Times Higher Education World University Ranking, apenas alguns décimos separaram o primeiro do segundo lugar da lista. “A diferença entre Harvard e a Caltech no ano passado foi minúscula. O que aconteceu este ano foi que a Caltech teve um aumento de 16% em sua receita de pesquisa. Harvard também teve um aumento, mas foi mais discreto, no mesmo patamar das demais universidades”, explicou.

Para o presidente da Caltech, Jean-Lou Chameau, essa ampliação dos investimentos só foi possível graças aos doadores. “Esse apoio dá à Caltech a capacidade de investir em novas ideias muito antes que elas sejam elegíveis para as oportunidades de financiamento público. E esse modelo de parceria público-privada faz com que os nossos fundos de pesquisa possam ir mais longe”, disse em nota oficial. A Caltech está na lista das 10 universidades norte-americanas com mais dinheiro em caixa, com U$S 1,7 bilhão.

Como estudar na Caltech
Segundo estimativas da própria universidade, apenas 13% do total de estudantes que se candidatam a uma vaga são aceitos pela Caltech. Aproximadamente 12% dos alunos de pós e 37% dos de graduação são estrangeiros.
O processo para os brasileiros começou através do site da universidade, onde eles preencheram a ficha de inscrição, e é composto por diversas fases que incluem análise de currículos e entrevistas presenciais em algumas cidades do Brasil como Rio de Janeiro e São Paulo. Para os candidatos a doutorando, depois de uma pré-seleção há também entrevistas presenciais no câmpus da Caltech, com as despesas pagas pela universidade. As inscrições no site da universidade geralmente se iniciam em novembro e o resultado sai em janeiro. Os estudantes também têm que comprovar proficiência em inglês e prestar o GRE (espécie de vestibular específico de cada área).

“Ao todo levei pelo menos uns três meses para separar toda a documentação, mas o processo todo chega a uns seis meses”, explica o brasiliense Guilherme de Freitas, de 29 anos, que há três faz doutorado em Economia na instituição. Casado com a professora de violoncelo Melissa, que é sul-africana, e pai de Leonardo, de sete meses, ele recebe, como todos os alunos de doutorado, uma bolsa de estudos que cobre uma anuidade de U$S 31 mil. “Eles oferecem até assistência para pagar a babá para o meu filho. É uma estrutura que eu consigo me manter e cuidar da minha família”, conta.

Os doutorandos também recebem um salário de pesquisador que varia entre U$S 25 e U$S 30 mil por ano e a rotina de aulas depende do programa que o aluno decide cursar. O paulista Fernando Ferrari de Góes, de 27 anos, que cursa doutorado em Ciência da Computação desde 2009, explica que teve que fazer 15 disciplinas nos dois primeiros anos além de um exame oral no final do primeiro ano.
“Completando esses créditos, você não é obrigado a cursar mais matérias e se dedica exclusivamente à pesquisa”, completa.




“Se você for bom, mesmo que você não tenha o dinheiro para pagar você não vai ficar sem estudar. Eles valorizam muito o seu talento

Para os alunos de graduação, é um pouco diferente. Os custos anuais são bem maiores, podendo chegar a U$S 54 mil, incluindo taxas, material didático e acomodações nas casas da universidade dedicada aos estudantes. “Geralmente eles costumam olhar a sua estrutura familiar, o quanto você pode pagar por mês, então eles te dão uma bolsa de estudos no valor excedente”, explica o paranaense Alex Takeda, de 20 anos. “Se você for bom, mesmo que você não tenha o dinheiro para pagar você não vai ficar sem estudar”, afirma.

Cerca de 60% dos estudantes de graduação moram nas acomodações oferecidas pela universidade em um complexo de oito casas divididas pelo câmpus. “É como se fosse uma coisa meio Harry Potter, tem as casas, as cores, as regras. Você tem quartos individuais e duplos, que ficam localizados na parte superior das residências e na área térrea ficam a cozinha e áreas comuns, que incluem um refeitório e uma sala de convivência”, explica Ariel Settom. No subsolo das casas há ainda um complexo de salas de estudo, de música e bibliotecas para permitir a interação entre os alunos, que também podem criar clubes de discussões e estudos sobre temas específicos, como ficção científica, por exemplo.

Já para os alunos de pós-graduação, a Caltech oferece um complexo de apartamentos mobiliados para 1, 2 ou 4 pessoas.

Planos para o futuro
Ao que tudo indica, os estudantes brasileiros já estão com o futuro garantido após terminarem os seus respectivos cursos na Caltech. Enquanto Pedro quer voltar ao Brasil e seguir carreira na área de Biotecnologia, Guilherme e Fernando pretendem ser professores acadêmicos, mas ainda não sabem se em terrar brasileiras.



Já os alunos de graduação, Alex e Ariel, ainda não decidiram em qual área vão atuar, apesar de já terem uma vaga ideia (na Caltech os graduandos só definem a área de estudo no terceiro ano). “Independente do curso que eles seguirem, com certeza só pelo fato de estarem aqui, respirando esse ambiente, já dá um empurrão muito grande na carreira. É como se eles fossem absorvendo as coisas por osmose”, compara Pedro.

Já Ariel diz estar muito satisfeito com o andamento do curso. “Com certeza eu só posso dizer aos estudantes brasileiros que tiverem oportunidade para virem se arriscar fora do país. O conhecimento que você adquire é inexplicável”, diz. “O Brasil tem muitos estudantes no perfil da Caltech, que não se candidatam porque não sabem da existência do instituto. Quem sabe isso muda agora com a maior divulgação desse ranking, né?”, completa.

Para o veterano Thiago, que atualmente está cursando pós-doutorado na UFRJ, o melhor conselho para os alunos mais novos é arriscar. “Se eu pudesse dizer alguma coisa aos alunos mais novos seria: saiam pra fazer doutorado fora. O Brasil está passando por um excelente momento de expansão em ciência e tecnologia, e a experiência adquirida em um doutorado no exterior ao mesmo tempo contribui para o desenvolvimento aqui e oferece um diferencial na hora de conseguir emprego. Eu mal terminei meu doutorado e já consegui as duas bolsas de estudo que almejava”, finalizou.

Fonte : Último Segundo

Cartão informa local errado do Enem a 1.120 candidatos




Cartões de confirmação de 1.120 candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram entregues com erros no endereço do local de prova. Os organizadores do concurso afirmaram que já entraram em contato por telefone com todos os estudantes para corrigir a informação.

O documento enviado aos candidatos pelo correio indicava que deveriam fazer a prova no câmpus da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), no número 296 da Avenida Pasteur - onde funcionam a reitoria e os cursos de Nutrição e Enfermagem. O único prédio da instituição que receberá o exame, no entanto, será o edifício 436, que abriga das faculdades de Música, Artes Cênicas e Letras.

A distância entre os dois prédios é de apenas 200 metros. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação que realiza o Enem, informou que um fiscal estará no prédio do número 296 nos dias de prova para orientar os candidatos a procurar o local correto.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aprovado o Projeto de Lei Nº 862/2011 - Ensino religioso nas escolas públicas do RJ

Por Jeferson da Silva Figueiredo




Parafraseando o mestre Gilberto Gil “O Rio de Janeiro continua lindo”, mas está prestes a enfrentar uma nova polêmica. Isto poderá acontecer caso o Prefeito Eduardo Paes(PMDB)sancione o projeto de Lei recém aprovado pela Câmara que prevê a contratação de até 600 professores para ministrarem aulas de religião nas escolas municipais.
O questionamento gira em torno do efeito que a aplicação da lei causará na formação das crianças que frequentam o ciclo fundamental.

O projeto de lei 862/2011 que é de autoria da própria prefeitura, prevê que professores formados em teologia, história, sociologia ou filosofia façam parte do quadro de docentes e que certamente seguirão as orientações de seus representantes religiosos. Isto significa que poderão ser ministradas aulas baseadas em fundamentos de quaisquer das religiões existentes em nosso país, desde o catolicismo, espiritismo, budismo, ubanda, candomblé, protestantismo e outras não mencionadas.

O Brasil é um país com Estado laico, segundo a Constituição Federal de 1988, no seu art. 19, inc. I que garante liberdade de culto religioso, havedo portanto a separação entre Estado e Igreja.

A palavra Laico tem origem no latin laicus que significa leigo, que não sofre infuência ou controle da igreja.

Também conhecido como Estado Secular, o Estado Laico é aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos. Geralmente, o Estado laico favorece, através de leis e ações, a boa convivência entre os credos e religiões, combatendo o preconceito e a discriminação religiosa.

Pontes Miranda refere-se a liberdade Religiosa como “liberdade de ter ou não ter uma crença”.

O fato de crianças serem disciplinadas em religião nas escolas, pode pressupor a indução a esta ou aquela corrente religiosa e isto certamente não será de bom grado no seio da família que tenha um posicionamento religioso diferente daquilo que é ensinado nas escolas.

A constituição de 88 estabeleceu o ensino religioso no ciclo fundamental, portanto o prefeito Eduardo Paes estará absolutamente amparado legalmente caso sancione a lei. Resta saber qual será a reação dos pais e priincipalmente das crianças que obrigatoriamente poderão receber doutrinas totalmente anversas àquelas aprendidas em casa e praticadas nas suas igrejas ou em seus locais de culto.

Este é um debate que está aberto e possivelmente não será decidido com uma simples canetada. O que está em jogo é o futuro das crianças e isto não pode ser maior que nenhum interesse eleitoral ou do seguimento religioso.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Copa pode ter tribunal especial para analisar casos do evento

 
 
 
 
 
 Se aprovado, cidadãos serão julgados por regras diferentes
 

Lídice da Mata diz que Fifa tem posturas exageradas e impõe ao Brasil uma camisa de força
lídice da mata - 300x395 
O Brasil pode ter tribunais especiais para julgamento de incidentes jurídicos durante a Copa do Mundo no país, em 2014. A instalação de juizados especiais, varas, turmas ou câmaras especializadas para a análise de questões relacionadas ao evento é uma exigência da Fifa (Federação Internacional de Futebol) e pode ser viabilizada pela Lei Geral da Copa, em tramitação no Congresso Nacional.

Com a criação desses tribunais, os cidadãos seriam julgados por regras diferenciadas e não pelo sistema comum da Justiça brasileira. A lei como chegou ao Congresso não fala de tribunais, mas como ocorreu na África do Sul, esse pode ser o próximo passo da federação.

A ideia não tem agradado os brasileiros. Esses "tribunais de exceção" criaram polêmica na Copa do Mundo da África do Sul no ano passado e, para alguns especialistas, é uma forma de ataque à soberania nacional.

Em 2010, a experiência africana revelou situações jurídicas consideradas aberrações durante o campeonato mundial, como penas exageradas para pequenos furtos e tratamento diferenciado para estrangeiros brancos e negros que cometeram o mesmo crime.

Um dos casos foi de dois africanos do Zimbábue que roubaram jornalistas em uma quarta-feira durante a Copa, foram presos no dia seguinte e, na sexta-feira, já tinham sido condenados a 15 anos de prisão.

Camisa de força

Para a presidente da Subcomissão Temporária da Copa 2014, Olimpíada e Paraolimpíada 2016 no Senado Federal, Lídice da Mata (PSB-BA), a Fifa têm tido posturas exageradas e imposto ao Brasil uma camisa de força.

- A Fifa precisa compreender que o Brasil é um país onde não cabe certas posturas exageradas e intolerantes. Obviamente os direitos da federação de exploração da marca devem ser respeitados, mas condenar a prisão alguém por pixar um muro com a marca ou coisas desse tipo não é correto.

A senadora acredita que a Câmara dos Deputados precisa avaliar com calma a Lei Geral da Copa enviada e os contratos feitos precisam ser estudados com calma. De acordo com a presidente da subcomissão, quanto mais o Brasil se debruça sobre as condicionantes do contrato firmado, mais perplexa a população fica com algumas "situações abusivas".

Inconstitucional

A legislação aprovada com criação de leis muito diferentes do que o país possui e tribunais especiais pode tornar a Lei Geral da Copa inconstitucional. É o que acredita o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Alexandre Camanho de Assis.

- Somos um país com estatuto jurídico avançado. É preciso tomar cuidado para não fazer dos tipos penais uma coisa isolada, fora da medida do que é uma pena no direito brasileiro. Uma tipificação para casos isolados pode ser seriamente inconstitucional.

O procurador reforça que é preciso discutir muito a legislação que será criada e medir força com a Fifa, se for preciso. O judiciário brasileiro, de acordo com ele, já tem previsão para todo tipo de incidente que possa ocorrer.

Para Camanho, é no mínimo exótico que uma federação de futebol se sinta no direito de exigir a criação de órgãos judiciais no Brasil.

- É intolerável pensar que um punhado de pessoas possam se ajoelhar aos reclames da Fifa assim. A Fifa que precisa se adaptar e considerar que está negociando com um estado democratico de direto com regras pré-estabelecidas.

Garantias contempladas

O Ministério dos Esportes informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que oficialmente ainda não recebeu a demanda por tribunais especiais.

- O governo entende que as garantias que foram feitas à Fifa ou que a Fifa pediu já estão contempladas na Lei Geral da Copa.

A reportagem do R7 tentou contato com a Fifa, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno.

Crimes

Entre os crimes que a Lei Geral da Copa prevê estão, por exemplo, a reprodução, imitação ou falsificação indevida de quaisquer símbolos oficiais de titularidade da Fifa.

 
Para alguns, o texto dá entender que seriam punidos, por exemplo, pixadores que usassem a logomarca da federação durante a Copa. A pena prevê detenção de três meses a um ano, ou multa.

Fonte: R7

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Projeto obriga filho de político a estudar em escola pública



Projeto obriga filho de político a estudar em escola pública











Tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o projeto de lei 480/07, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que obriga filho de político a estudar em escola pública.

Não se melhora a qualidade da escola pública por medidas estapafúrdias e obrigatórias. A obrigatoriedade, para se ter uma escola pública de qualidade, deveria partir da disposição da classe política, sem matiz partidária, em exigir sempre dos governos investimentos substantivos em educação e cultura, para que todos tivessem um ensino público de alta referência.

Gasta-se dinheiro da nação com mordomias públicas imorais, e vejam o que representa a manutenção de um inoperante e inchado Congresso Nacional, com 81 senadores e 513 deputados federais, cujos planos de saúdes dos congressistas e familiares são bancados pelos contribuintes nacionais. E falta dinheiro para educação e cultura.

A nossa dívida pública interna anda na casa de 1,653 trilhão de reais, que o governo não combate, mas que não se trata de montante decorrente de investimento em educação e cultura! Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo e um sistema público de saúde deficiente. E não se sabe onde o nosso imposto é aplicado.

O senador Cristovam Buarque é um idealista da educação e não podemos negar. Deveria ser o nosso eterno ministro da Educação, mas foi injustamente defenestrado por quem não tinha competência educacional e estava comandando o país. Pois bem, não obstante a proposta do senador seja nobre, ela, entretanto, carrega consigo a marca da inconstitucionalidade, porque obriga cidadãos ou grupos a ter tratamento desigual no campo da liberdade democrática.

O projeto dele desrespeita a igualdade de tratamento (Art.5º constitucional). Por outro lado, o próprio Art.209, da Constituição, diz: "O ensino é livre à iniciativa privada (...)". Ora, se os colégios particulares são autorizados a funcionar, nenhum cidadão pode ficar impedido de optar pela escola particular, só porque esteja exercendo mandato político. Isso é inadmissível. Estamos numa democracia com liberdade de viver, de escolher etc., observados os limites constitucionais.

A preocupação do senador com uma boa escola pública de qualidade é nobre, mas não podemos atropelar os direitos constitucionais de ninguém, mesmo porque é obrigação do dos governos proverem a sociedade de escolas públicas de qualidade. E os nossos parlamentares, por outro lado, não podem negligenciar o seu dever de fiscalizar a ação do Estado no cumprimento da Constituição.


Fonte : Jornal do Brasil

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Enem 2011: consulta aos locais de prova já está disponível no site do Inep




RIO - Depois de algum suspense, além do receio por conta da greve dos Correios, os estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 podem ficar tranquilos: já é possível consultar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) os locais de realização da prova. Para acessar, o candidato deve ter em mãos a senha obtida no ato da inscrição para o Enem e o CPF.
O Enem 2011 será aplicado nos dias 22 e 23 de outubro. Na semana passada, começaram a ser entregues os cartões de confirmação. Em entrevista exclusiva ao site do GLOBO, a presidente do Inep, Malvina Tuttman, garantiu que a greve dos carteiros não prejudicaria os estudantes. Em nota, os Correios também informaram que a paralisação não afetaria a logística do exame.

Fonte: O Globo



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Apesar da greve, Correios dizem que cartões do Enem chegam nesta semana



Apesar da greve, Correios dizem que cartões do Enem chegam nesta semana













Cartões de confirmação de locais de prova chegam até próxima semana

Os Correios confirmaram nesta terça-feira (27) que há uma operação especial dedicada a entrega dos cartões de confirmação com os locais de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Apesar da greve, de acordo com o órgão, "não haverá problemas na distribuição". Segundo nota enviada à imprensa, "os cartões vão começar a chegar nesta semana no interior dos estados e da próxima semana nas capitais".

Eles também garantem que o mesmo vale para as provas, pois os exames também são distribuídos pelos Correios. O Enem está marcado para o próximo dia 22 e 23 de outubro.

Serão aplicadas quatro provas objetivas com 45 questões de múltipla escolha cada, mais uma redação. As questões cobradas serão de quatro áreas: ciência da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagem, código e suas tecnologias e matemática. O exame será dividido em dois dias – o primeiro com quatro horas e meia de duração e, o segundo, com cinco horas e meia. O início das provas está marcado para as 13h e recomenda-se chegar com uma hora de antecedência, às 12h, quando abrem os portões.

É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto - RG, certificado de reservista, passaporte ou carteira nacional de habilitação.

De acordo com o edital, o estudante só poderá começar a prova após ler as instruções contidas no caderno de questões, no cartão-resposta e na folha de redação. Só será permitido o uso de caneta preta fabricada em material transparente.


Edson Lopes Jr./R7


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Escola pública mais bem colocada no Enem em MS investe em tecnologia

 

Colégio Militar conseguiu a melhor pontuação entre as escolas públicas.
Este ano, todas as salas de aulas foram equipadas com lousas interativas.



 

Aula no Colégio Militar, em Campo Grande (Foto: Hélder Rafael/G1 MS) 
Salas de aula do Colégio Militar contam com lousas digitais (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
saiba mais

    O Colégio Militar de Campo Grande conseguiu a melhor pontuação entre as escolas públicas de Mato Grosso do Sul no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010. Com a 3ª colocação no ranking, o colégio foi a única instituição pública entre os dez melhores colocados no Enem no estado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (12) pelo Ministério da Educação (MEC). Como estratégia para melhorar cada vez mais o ensino na instituição, todas as salas de aulas foram equipadas com lousas interativas neste ano.
    O MEC mudou o critério de divulgação das notas por escola do Enem. Foram criadas quatro categorias de acordo com a porcentagem de participação no Enem 2010:
    Grupo 1: de 75% a 100% (17,8% das escolas);
    Grupo 2: de 50% a 74,9% (20,9% das escolas);
    Grupo 3: de 25% a 49,9% (33% das escolas);
    Grupo 4: de 2% a 24,9% (27,4% das escolas);
    De acordo com a nota técnica divulgada pelo MEC, não se deve misturar as categorias para comparação de desempenho entre as escolas. As escolas que tiveram menos de 2% de participação não foram consideradas. A média de participação dos estudantes no Enem 2010 foi de 56,4%, segundo o órgão.
    Coronel Rolim, do Colégio Militar de Campo Grande (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)Coronel Rolim, diretor de ensino do Colégio Militar
    (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
    85% são filhos de militares
    O colégio foi criado em 1993 e possui aproximadamente 18 mil metros quadrados. De acordo com o diretor de ensino, coronel Gil de Melo Esmeraldo Rolim, são 1.086 alunos que estão distribuídos em 32 salas de aulas, sendo que 85% deles são filhos de militares. Os outros 15% conseguiram ingressar na instituição através de um processo seletivo que já chegou a ter uma concorrência de 500 alunos por vaga, segundo Rolim.
    A instituição pública esteve no topo das listas dos melhores colocados do Enem no estado nos últimos anos. Segundo Rolim, para manter a qualidade do ensino e os bons números no Enem, a instituição investiu parte dos recursos federais que recebe anualmente em tecnologia, como a implantação de lousas interativas nas salas de aulas.
    “As lousas podem projetar imagens, textos, reproduzir arquivos em powerpoint, vídeos e conteúdos da internet. Após as aulas, o conteúdo é enviado para os e-mails dos alunos”, explicou Rolim ao G1.
    O coordenador das turmas de 3º ano da instituição, capitão José Leôncio Eusébio Filho, afirma que as aulas ficam mais “atrativas” com a utilização de recursos audiovisuais. “Com as lousas, os alunos ganham mais tempo para tirar dúvidas, já que não precisam copiar as matérias Os jovens estão cada vez mais midiáticos e nós precisamos acompanhar essas evoluções”, analisou o coordenador.
    Luiz Henrique Kobayashi, estudante do Colégio Militar (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)Luiz Henrique Kobayashi está no 3º ano e quer
    cursar medicina (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
    Tradição
    O diretor de ensino afirmou ainda que o bom desempenho dos alunos no exame se deve ao aprendizado de valores herdados da tradicional cultura militar, como disciplina e respeito hierárquico. Isso também influencia para que os alunos tenham um bom desempenho, diz Rolim.
    O aluno do 3º ano, Luiz Henrique Kobayashi, tem 17 anos e quer fazer o curso de Medicina. Ele entrou no colégio em 2005 através do processo seletivo. “As noções de disciplina que aprendi no colégio me ajudaram a organizar meus estudos e a ter foco no meu objetivo, que é entrar na universidade”, afirmou o estudante.
    Dificuldades
    O Colégio Militar de Campo Grande conta atualmente com 90 professores, sendo 48 civis e os demais, militares. O diretor de ensino afirma que entre a maior dificuldade enfrentada pela instituição é a falta de professores e técnicos. “Muitos professores do colégio se aposentaram e outros estão para se aposentar. Temos laboratórios para algumas disciplinas, mas não conseguimos contratar técnicos”, relata Rolim.
    Ainda segundo o diretor, o problema se deve principalmente à falta de concursos públicos para a contratação de novos profissionais.
    Fonte:Tatiane Queiroz Do G1 MS

    'Não há como o ensino público não ter melhorado', diz Haddad sobre Enem

    O Ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (12), ao comentar os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010, que “não há como o ensino público não ter melhorado”. Segundo ele, é “praticamente impossível ter piorado a qualidade da educação na escola pública".
    O MEC divulgou nesta segunda-feira as notas das escolas que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio no ano passado. Somente 13 escolas públicas aparecem na lista das cem melhores instituições de ensino do Enem 2010.

    As notas por escola foram divididas pela porcentagem de participação dos estudantes no exame. No grupo principal, com mais de 75% de participação, o "top 100" é formado por 87 escolas particulares e 13 públicas. Aumentando o universo para as mil escolas com mais de 75% de participação que obtiveram melhor desempenho no exame, o Enem tem 926 privadas e apenas 74 públicas.

    De acordo com Haddad, “o Brasil, na média, melhorou, isso nós sabemos. E para o Brasil ter melhorado, como 88% da matrícula é de ensino médio público, não há como o ensino púbico não ter melhorado”. A nota média nas provas objetivas passou de 501,58 pontos para 511,21 pontos em 2010.

    “Não teríamos um incremento de dez pontos, como tivemos, se a rede pública não tivesse melhorado seu desempenho. Agora resta saber se as desigualdades diminuíram, é isso que nós vamos estudar neste momento”, completou o ministro.
    Fonte:G1

    Presidente do Inep diz que órgão não se preocupa com 'ranking' do Enem

    Para Malvina Tuttman, resultado do Enem 2010 'não foi uma surpresa'.
    Divisão do ranking em grupos de participação foi decisão técnica, diz ela.



    A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, afirmou nesta segunda-feira (12) que o desempenho das escolas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010 "não é uma surpresa" e que o órgão “não se preocupa com a questão do ranking” das escolas no Enem.

    Em entrevista à Globo News (veja ao lado), Malvina disse que a preocupação do Inep é encontrar a melhor forma de divulgar os resultados. As notas do Enem mostraram que apenas 13 escolas públicas aparecem entre as cem melhores do exame entre as instituições com mais de 75% de participação dos alunos na prova. "O resultado não é uma surpresa se analisarmos a educação do país. Ela vem evoluindo, há investimentos importantes, mas temos de avaliar os resultado no contexto geral da educação brasileira", disse Malvina.
    Segundo ela, as escolas devem evitar fazer comparações com os concorrentes. "Toda escola deve usar estes dados comparando com o seu resultado no Enem anterior. O importante é verificar qual o esforço que cada escola está fazendo para melhorar o seu processo educativo", ponderou a presidente do Inep.
    O Ministério da Educação mudou o critério de divulgação das notas por escola do Enem. Foram criadas quatro categorias de acordo com a porcentagem de participação no Enem 2010: de 75% a 100% (17,8% das escolas); de 50% a 74,9% (20,9% das escolas); de 25% a 49,9% (33% das escolas); e de 2% a 24,9% (27,4% das escolas)
    De acordo com a nota técnica divulgada pelo MEC, não se deve misturar as categorias para comparação de desempenho entre as escolas. As escolas que tiveram menos de 2% de participação não foram consideradas. De acordo com o MEC, a média de participação dos estudantes no Enem 2010 foi de 56,4%.
    Segundo Malvina, a mudança no critério de divulgação das notas essa divisão foi considerada com o objetivo de dar ao público em geral a possibilidade de visualizar a posição das escolas de acordo com o número de estudantes que fizeram a prova.
    "O Inep não se preocupa com a questão do ranking". "A gente procura verificar qual é a melhor forma de divulgar os resultados. Consideramos importante subdividir em quatro categorias, para termos a possibilidade dos pais, alunos e pesquisadores poderem realizar uma análise mais técnica e científica dos dados."
    As notas por escola foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação e divididas pela porcentagem de participação dos estudantes no exame. No grupo principal, com mais de 75% de participação, o "top 100" é formado por 87 escolas particulares e 13 públicas. As escolas têm até 30 dias para recorrer das notas obtidas no exame.
    Evitar distorções
    Escolas com menos de 2% de participação não foram consideradas. Segundo o MEC, por causa da diversidade na taxa de participação no Enem, não é possível tecnicamente estabelecer comparações entre os resultados dos diferentes grupos. O ministério optou por criar as quatro categorias para evitar comparações equivocadas e a criação de rankings distorcidos. Como o Enem não é obrigatório, uma escola poderia selecionar seus melhores alunos e obter uma média alta, número que seria diferente se todos os seus estudantes participassem. Devido a esta nova forma de divulgação o MEC atrasou a divulgação das notas, que estava prevista para julho.
    Colégio WR tem por média 55 alunos por sala de aula (Foto: Humberta Carvalho)Alunos do ensino médio de escola particular de Goiás
    (Foto: Humberta Carvalho)
    Nenhuma escola estadual ou municipal aparece entre as cem primeiras do Enem. As escolas públicas que se destacaram são colégios de aplicação de universidades, colégios militares, escolas federais e escolas técnicas. Aumentando o universo para as mil escolas com mais de 75% de participação que obtiveram melhor desempenho no exame, o Enem tem 926 privadas e apenas 74 públicas.
    O desempenho dos alunos melhorou em relação ao Enem anterior. A nota média geral das escolas subiu de 501,58 em 2009 para 511,21 em 2010 e a participação dos alunos que concluíram o ensino médio regular no ano anterior passou de 45,8% em 2009 para 56,4% em 2010. A participação no Enem dos alunos que concluíram o ensino médio regular aumentou de 45,8% em 2009 para 56,4% em 2010.
    Enem não avalia qualidade, dizem educadores
    O resultado de determinada escola no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não deve ser o único critério para que pais decidam matricular seus filhos nela, afirmam especialistas em educação ouvidos pelo G1. De acordo com os educadores, a comparação entre escolas não dá pistas sobre a qualidade do ensino, e o uso do Enem como "vestibular" não mede os desafios que o estudante enfrenta no aprendizado durante o ensino médio.
    Ocimar Munhoz Alavarse, professor de avaliação e política educacional Faculdade de Educação da USP, diz que “o Enem a cada ano mais está se transformando num grande vestibular” e, por isso, “derivar a qualidade da escola [a partir do ranking do Enem] é questionável”.
    A coordenadora de psicopedagogia da PUC de São Paulo, Neide Noffes, afirma que “a competição e a comparação [entre escolas] não dá pistas”, porque só mostra as notas, mas “não elenca os atributos dessas escolas”. Escolher a escola ideal para os filhos, segundo ela, é uma tarefa que precisa levar em conta outros critérios.

    Colégio São Bento, do Rio: primeiro colocado no ranking nacional do Enem (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Colégio de São Bento, do Rio: primeiro colocado no
    Enem (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
    Colégio do RJ tem a maior média
    Os colégios particulares dominam o topo da lista do Enem. O Colégio de São Bento, do Rio, obteve a maior média, com 761,7 pontos. Em segundo lugar aparece o Instituto Dom Barreto, de Teresina (PI), seguido pelo Colégio Vértice, de São Paulo; Colégio Bernoulli e Colégio Santo Antônio, de Belo Horizonte; Colégio Cruzeiro, do Rio; e Educandário Santa Maria Goretti, também de Teresina. A melhor escola pública da lista é o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (MG), que aparece em oitavo lugar no geral.
    Entre as 13 escolas públicas que aparecem na lista das cem com melhores médias no Enem, sete são ligadas a universidades públicas (Coluni - Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa-MG, Colégio de Aplicação da Uerj, Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, Escola do Recife FCAP Universidade Estadual de Pernambuco, Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria-RS e Colégio de Aplicação da UFRJ); quatro são colégios militares (CM Belo Horizonte, CM Campo Grande, CM Juiz de Fora e CM Porto Alegre), uma é escola técnicas (ETE de São Paulo) e uma é escola federal (Colégio Pedro II, do Rio).
    Escola aparece na pior colocação de SP em um dos grupos estipulados pelo MEC (Foto: Juliana Cardilli/G1)Escola indígena de Bertioga (SP) teve a pior média
    entre as com 75% de presença no Enem (Foto: Juliana
    Cardilli/G1)
    Escola indígena teve pior desempenho
    As escolas públicas dominam a lista das escolas com pior desempenho entre as que tiveram mais de 75% de participação no Enem 2010. Das mil piores, 704 são públicas e 296 são privadas. Entre as que tiveram de 50% a 74,9% de participação, a diferença é ainda maior: 987 são públicas e 13 são particulares.
    A escola com pior desempenho das que tiveram mais de 75% de participação é a Escola Estadual Indígena Txeru Ba' e Kua, no município de Bertioga (SP), com média de 430 pontos. Em seguida estão a E.E.E.F.M. José Roberto Christo, localizada em Afonso Cláudio (ES), e a Escola Municipal Francisco José dos Santos, de Santa Rosa do Piauí (PI).
    13 estados não aparecem entre as cem melhores
    Dos 27 estados, 14 têm escolas representadas na lista das cem com melhor desempenho nas provas e que tiveram maior participação dos alunos no exame. Outros 13 estados ficaram de fora desta "elite". Os estados com maior número de escolas entre as cem primeiras são Rio de Janeiro (35 escolas), Minas Gerais (28) e São Paulo (15). Estes três estados concentram 78% das escolas do "top 100". Em seguida vem o Piauí (5). Também estão representados os estados de Mato Grosso do Sul (3), Pernambuco (3), Goiás (2), Maranhão (2), Rio Grande do Sul (2) , Amazonas (1), Bahia (1), Ceará (1), Distrito Federal (1) e Paraná (1).
    Alunas do Instituto Dom Barreto estudam na biblioteca (Foto: Divulgação)Alunas do Instituto Dom Barreto, Teresina (PI), que
    obteve a segunda melhor média (Foto: Divulgação)
    Na lista das cem piores escolas deste grupo com mais de 75% de participação no Enem aparecem 31 colégios do Espírito Santo.
    Em seguida estão as escolas do Ceará (16), Maranhão (11), Amazonas (9), Bahia (4), Minas Gerais (4), Piauí (4), Paraná (3), Rio Grande do Sul (3), Sergipe (3), Tocantins (3), São Paulo (2), Goiás (1), Mato Grosso (1), Pernambuco (1), Rio Grande do Norte (1), Roraima (1), Rondônia (1) e Santa Catarina (1).
    Entenda o Enem
    O Enem foi criado em 1998 pelo MEC com o objetivo de avaliar as habilidades e competências dos estudantes concluintes do ensino médio. Em 2009, o exame foi reformulado e passou a ser usado como processo seletivo para instituições de ensino superior. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. Estudantes também podem usar o resultado do Enem para solicitar a certificação de conclusão do ensino médio.
    Em 2010, 4.626.094 estudantes fizeram o Enem. O exame foi composto por redação e provas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemáticas e suas tecnologias. A média total da escola é calculada pela média do número de participantes que fizeram as provas objetivas e pelo número de participantes que fizeram a redação.
    A próxima edição do Enem será realizada nos dias 22 e 23 de outubro. Mais de 5,3 milhões de estudantes se inscreveram. Em 2012, o MEC vai realizar duas edições do exame, a primeira será nos dias 28 e 29 de abril e a segunda será no segundo semestre, provavelmente em outubro.
    Fonte: G1