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sábado, 9 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Morre o Presidente Hugo Chávez aos 58 anos de idade



 Presidente venezuelano lutava contra um câncer na região pélvica desde meados de 2011.

O presidente venezuelano Hugo Chávez, de 58 anos, que lutava contra uma severa infecção respiratória após ter passado por uma delicada quarta cirurgia contra um câncer, não resistiu e morreu nesta terça-feira (5) em Caracas. A morte do polêmico e midiático líder lança uma nuvem de incertezas na política do país, já que Chávez não chegou a ser empossado para seu quarto mandato presidencial, que começou em janeiro deste ano. O país deverá convocar novas eleições em um mês.

Chávez esteve à frente do governo venezuelano por quase 14 anos, período em que reduziu as desigualdades sociais no país, com uma forte política assistencialista, baseada nas maiores reservas de petróleo do mundo.

Por outro lado, deixa um país com violência e inflação em alta, além de uma sociedade radicalmente dividida entre militantes apaixonados e opositores enfurecidos.

Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em 28 de julho de 1954, no Estado interiorano de Barinas. O jovem ativista entrou para a carreira militar em 1971 e, em 1975, formou-se na Academia Militar da Venezuela como subtenente, especialista em comunicações, além de ter estudado ciências políticas na Universidade Simón Bolívar.

Em 1982, ele criou o Exército Bolivariano 200, que, em 1989, passou a se chamar MBR-200. Em 1990, chegou à patente de tenente-coronel.

O MBR-200 esteve à frente da tentativa de golpe de Estado realizada em 4 de fevereiro de 1992, na chamada Operação Zamora. O golpe não foi bem-sucedido e Chávez foi preso.
Mais de uma vez Chávez declarou em público que o período na cadeia foi fundamental para a formação do chamado movimento bolivariano.

Em 1994, o presidente da Venezuela à época, Rafael Caldera, concedeu perdão a Chávez, mas proibiu este e outros participantes do MBR-200 de voltarem ao Exército. Era uma tentativa de impedir que o grupo organizasse outro golpe.

Presidência
Chávez se engajou na vida política e saiu pela América Latina para angariar apoio político. Em 1997 fundou o partido Movimento 5ª República, a fim de disputar a eleição presidencial em 1998.

Ele assumiu o poder em 2 de fevereiro de 1999 para seu primeiro mandato, encerrando o chamado Pacto de Punto Fijo, em que dois partidos venezuelanos dominaram a cena local por cerca de 40 anos.
Logo ao assumir, Chávez levou ao Congresso a proposta de um referendo para uma reforma constitucional. Entre as principais alterações estavam o aumento do mandato de presidente de cinco para seis anos; a limitação a dois mandatos; e a mudança do sistema legislativo, de duas casas (Senado e Câmara dos Deputados) para uma única (a Assembleia Nacional). A nova carta magna destaca ainda mais poderes ao Estado, além de direitos a povos indígenas.

A elite do país — com destaque para empresários e acadêmicos — sentiu que o novo governo, a partir da nova Constituição, tirava dela o poder que exercia. Chávez foi acusado de tentar concentrar o poder. Apesar disso, Chávez é eleito novamente em 2000 para seu primeiro mandato, segundo o novo texto constitucional, com mandato de seis anos e apenas uma reeleição.

Reeleição
Nesse governo, as forças de oposição ganharam expressão, com o empresário Pedro Carmona à frente.

O governo começa a enfrentar uma série de greves, em especial do setor petrolífero, nas mãos de empresas privadas.

Em 2002, o governo de Chávez sofre um golpe: entre 11 e 13 de abril, o líder foi tirado do poder e levado para uma ilha militar.

Enquanto Carmona assume a Presidência, uma revolta de militares conduz Chávez novamente ao poder no dia 14, restabelecendo a ordem democrática no país.

O golpe de 2002 foi um marco na história política da Venezuela, com enfrentamentos e mortes nas ruas, acirrando de vez os conflitos entre chavistas e opositores.

Chávez então passa a enfrentar greves pelo país, em um processo que culminou com um referendo em agosto de 2004 para definir a permanência, ou não, do presidente.

A vitória no referendo confere ainda mais poder ao presidente, que fica ainda mais popular e, em 2006, fatura a reeleição para mais um mandato de seis anos.

Chávez toma posse em janeiro de 2007, contando com uma Assembleia sem oposição, já que, um ano antes, os opositores haviam abandonado as eleições legislativas acusando o processo de fraudulento — o que não ficou provado.

Com um congresso sem resistência, Chávez consegue aprovar grande parte de seus projetos, além de controversas leis, como a Habilitante, que outorgava ao presidente o poder de governar por decreto.
Sua tentativa de mudar a Constituição da Venezuela no final de 2007 e permitir a reeleição indefinida não é aprovada em referendo popular. Mas o assunto voltou à pauta em 2008, sendo aprovado em novo referendo.

Política externa
Nos últimos anos, Chávez expulsou da Venezuela o embaixador de Israel, rompeu relações com os Estados Unidos, se alinhou ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e se aproximou da Coreia de Norte e da China. O presidente americano George W. Bush (2001-2008) incluiu o venezuelano no chamado "Eixo do Mal" — nome dado ao grupo de países que traziam risco à política externa norte-namericana.

Na América Latina, Chávez se tornou uma voz forte. Rafael Correa, no Equador, Evo Morales, na Bolívia, Cristina Kirchner, na Argentina, Daniel Ortega, na Nicarágua, além do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo e dos irmãos Castro em Cuba, se alinharam a suas posições ideológicas.
Durante o seu governo, a Venezuela passou por uma crise diplomática com a Colômbia por causa das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e os dois países quase entraram em guerra. Os militantes colombianos estariam se abrigando na Venezuela sob a tutela do governo, ato condenado pelos colombianos.

Hugo Chávez e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram boas relações durante seus mandatos. Alguns meses depois de Dilma Rousseff tomar posse, Chávez veio ao Brasil e disse que queria ter com a presidente a mesma amizade que teve com Lula.

Doença

Depois de uma viagem ao Brasil em junho de 2011, Chávez foi ao Equador e a Cuba para uma visita oficial. No entanto, no dia 11 de junho daquele ano, o então ministro das Relações Exteriores e hoje vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que o líder venezuelano havia sido operado na véspera com urgência por causa de um abscesso pélvico, um acúmulo de secreção na parte inferior do abdômen.

Maduro leu um comunicado que foi transmitido pela emissora estatal VTV, no qual explicou que o presidente estava se recuperando.

A intervenção cirúrgica foi realizada em Havana e obteve "resultados satisfatórios para a saúde do comandante", que já se encontrava em processo de recuperação "em companhia de seus familiares, equipe médica e parte da equipe de governo".

O governo venezuelano confirmou que a doença era um cãncer, mas nunca detalhou a exata localização e gravidade do tumor.

Com isso, vários boatos surgiram desde que o líder começou o tratamento contra a doença.
Desde então, Chávez viajou diversas vezes a Cuba para realizar o tratamento. Em dezembro de 2011, o líder declarou que estava livre do câncer.

No entanto, em fevereiro de 2012, Chávez retorna a Cuba para duas novas cirurgias para retirada de lesões na mesma região do tumor.

No meio do ano passado e em meio ao processo eleitoral, o presidente venezuelano mais uma vez anuncia estar livre do câncer.

Mostrando o vigor habitual, Chávez sobe ao palanques para enfrentar o mais duro opositor até então, Henrique Capriles Radonski, governador do Estado de Miranda, o mais populoso do país.
Chávez vence as eleições em 7 de outubro para seu terceiro mandato de seis.

Mas, em 10 de dezembro, Chávez anuncia que terá de retornar a Cuba para uma quarta cirurgia na região pélvica. A gravidade é tamanha que o presidente indica o vice Nicolás Maduro como o sucessor de seu movimento bolivariano.

Após a complicada cirurgia, Chávez passou mais de dois meses se recuperando em Havana, e, em 18 de fevereiro, foi transferido para a Venezuela. O presidente não resistiu a uma nova e severa infecção e morreu em um hospital em Caracas.

sábado, 2 de março de 2013

Presidente Dilma afirmou que indústria dá claros sinais de retomada

Presidente Dilma afirmou que indústria dá claros sinais de retomada

Um dia após a divulgação do crescimento de 0,9% da economia brasileira no ano passado, a presidente Dilma Rousseff criticou neste sábado (2) os “mercadores do pessimismo”, que, segundo ela, questionam as medidas do seu governo. Dilma discursou durante a convenção do PMDB em Brasília.

“Os índices de desemprego estão baixos. A inflação, sob controle. Agora, neste início de 2013, a indústria começa a dar claros sinais de retomada. [...] Ninguém pode dizer que o Brasil não tem suas finanças sob controle. Mais uma vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Como perderam quando previam o racionamento de energia [no começo deste ano]”, afirmou. “Mais uma vez, os que apostam todas as fichas no fracasso do país vão se equivocar.”

A economia brasileira fechou 2012 com um crescimento de 0,9%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º). O resultado – que ficou muito longe dos 4% esperados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no final de 2011, apesar das várias medidas de estímulo anunciadas ao longo do ano – foi o pior desde 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB) havia registrado recuo de 0,3%.

Durante o discurso em que também endossou parceria entre PT e PMDB, Dilma citou números positivos da economia brasileira e ações de seu governo como a redução da tarifa de energia elétrica, redução de juros e mudanças na remuneração da poupança.
“Muito me orgulha, promovemos a maior redução de tarifas de energia, a maior redução de que se tem notícia na nossa história”, afirmou.

Ainda no discurso, Dilma voltou a criticar os adversários políticos, sem citar nomes. “Fizemos muito, o que era difícil, o que parecia impossível. Fizemos o que nossos adversários políticos, quando puderam, não souberam ou não quiseram fazer”, completou.

Dilma destacou que, logo no começo de seu governo, atuou para a continuidade da política de valorização do salário mínimo, iniciada segundo ela pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e estabeleceu metas de reajuste até 2015. “Eu tenho certeza que todos vocês sabem de uma coisa: torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil.”

Ela disse que tem como “obsessão” que o Brasil mantenha seu caminho rumo ao desenvolvimento. "O povo percebe que sabemos o que tem que ser feito e estamos fazendo. Percebe que estamos preparados para enfrentar qualquer dificuldade.”

Crise
Em sua fala, a presidente citou ainda a crise econômica internacional, mas disse que o Brasil, apesar de sofrer seus efeitos, conseguiu manter o crescimento.
“Seria impossível escapar de uma crise dessa dimensão, mas mantivemos o país gerando emprego, distribuindo renda e melhorando a vida dos brasileiros”, afirmou. “Não faz tempo que crises menores do que essa quebravam o país, levavam o país a bater na porta do Fundo Monetário Internacional pedindo, de joelhos, recursos e dólares.”

Dilma destacou que as medidas por ela tomadas são possíveis graças ao trabalho iniciado pelo ex-presidente Lula. “Nesses dez anos, estamos construindo um novo Brasil, sob a batuta de um grande maestro, Luiz Inácio Lula da Silva”, finalizou.
Ela citou ainda as medidas na área social que devem levar ao fim da pobreza extrema entre as famílias cadastradas pelo governo. “Porque nós não abandonamos nosso povo, a pobreza está nos abandonando.”

Abaixo do esperado
Nesta sexta, Mantega admitiu que o crescimento foi abaixo da expectativa, mas acrescentou que isso se deve aos efeitos da crise financeira internacional.

"Em momentos de crise, você tem um desempenho fraco. É inevitavel que a economia desacelere. A maioria dos países teve crescimento fraco ou desaceleração do crescimento [no ano passado]", declarou Mantega a jornalistas.

No fim de 2011, ele estimava uma expansão superior a 4% para o PIB do último ano e chegou a dizer, em meados do ano passado, que uma expansão de 1,5% para 2012 (prevista pelo Credit Suisse naquele momento) seria uma "piada".

PM investiga incêndios que ocorreram em SC nesta sexta-feira

Criminosos tentaram atear fogo a veículos nas regiões Norte e Oeste.
Em Criciúma, foi preso suspeito de articular atentados no Sul do estado.

A equipe de inteligência da Polícia Militar investiga casos de incêndio que ocorreram na noite desta sexta-feira (1) nas cidades de São Francisco do Sul e Chapecó. No Norte do estado, por volta das 21h30, a PM foi informada de que dois homens saíram do meio do mato na SC-415 e arremessaram uma garrafa de coquetel-molotov em direção a um ônibus que passava pelo local. Já na região Oeste, às 23h, um veículo foi parcialmente queimado após um adolescente jogar gasolina sobre o veículo.

Em São Franciso do Sul, os criminosos não conseguiram atingir o ônibus e, segundo a Polícia Militar, o fogo atingiu um terreno baldio sem causar danos materiais ou atingir alguém. Até as 9h40 deste sábado (2), os homens não haviam sido localizados.

 Na cidade de Chapecó, o fogo que atingiu o carro no bairro Santo Antônio foi contido por moradores da região. De acordo com a Polícia Militar, testemunhas afirmaram que o suspeito aparentava ser uma criança, que fugiu.

 Até as 9h40 deste sábado (2), a Polícia Militar não confirmava relação das ocorrências com os atentados que ocorreram em Santa Catarina no último mês. Segundo a corporação, desde 30 de janeiro, o estado registrou 113 atentados em 37 municípios.

Prisão 

 Ainda na tarde de sexta-feira (1), a Polícia Militar prendeu um suspeito de envolvimento nos últimos ataques. O homem, de 29 anos, foi abordado em uma rua do bairro Santa Augusta, em Criciúma, e a polícia constatou que ele tinha mandado de prisão em aberto. Segundo dados da Polícia Civil, o homem é suspeito de articular ataques ocorridos na região Sul do estado. Na residência dele, foram encontrados 20 gramas de crack. O homem foi conduzido a uma delegacia de polícia, onde foi lavrado flagrante.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Polícia busca provas que esclareçam morte de vereador eleito Lúcio do Nevada de Niterói

Buscas ocorrem nos bairros de Icaraí e Sapé.


Outras pessoas haviam sido presas, entre elas o suplente do político.

Policiais civis realizavam, na manhã desta quinta-feira (28), uma operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão de provas que esclareçam o assassinato do vereador eleito de Niterói Lúcio do Nevada em outubro do ano passado. Segundo o órgão, as ações são realizadas nos bairros de Icaraí e Sapé, no município da Região Metropolitana do Rio.

Os presos nas ações realizadas anteriormente, incluindo o vereador Carlos Alberto Macedo, que seria mandante do crime, tiveram a prisão preventiva prorrogada por mais 30 dias pela Justiça, conforme informou o delegado responsável, Paulo Guimarães.

Além do vereador, foram presos a chefe do gabinete de Carlos Macedo, que teria sido a contratante dos dois executores, que "terceirizaram" a morte do vereador a dois guardas municipais de Magé, também na Região Metropolitana, um deles Marco Antonio Titoneli, que está foragido.

Segundo o delegado, a motivação do crime foi a cobiça de Carlos Macedo pelo cargo de Lúcio da Nevada, já que Macedo era o suplente do vereador eleito, que tomaria posse em janeiro de 2013.

O veículo utilizado na execução foi a primeira pista na investigação. Com documentação irregular, o carro era utilizado para crimes de estelionato. A prisão desta quarta é temporária e os indiciados poderão ser julgados por homicídio qualificado.

Operações
Uma operação foi realizada no início do mês, que terminou com a prisão de Carlos Macedo e do policial militar Damião Washington da Silva Ferreira.

Outra ação para prender envolvidos no caso foi realizada no dia 29 de janeiro, quando os agentes prenderam três suspeitos do assassinato, entre elas, a chefe de gabinete do vereador Carlos Macedo, Mariana Soares Queiroz da Silva. Além dela foram presos o guarda municipal de Magé Renato de Souza Valente e Jair Martins de Souza Neto, do 12º BPM (Niterói). Ambos são suspeitos de terem disparado contra o político.

Na ação, os agente também prenderam José Carlos Alves Júnior, preso em flagrante no local onde policiais cumpriam mandados de busca e apreensão. Ele não estava envolvido diretamente no caso, mas estava com documento falso e arma.

Vereador foi morto após ser eleito
Lúcio do Nevada, do Partido Republicano Progressista (PRP), havia se candidatado sete vezes antes de ser eleito e foi assassinado na porta de casa no dia 25 de outubro. Ele foi atingido por ao menos quatro tiros, no bairro Santa Bárbara.

Segundo testemunhas, Lúcio estava a bordo de sua camionete, quando foi baleado. O para-brisa do veículo tinha seis marcas de tiro. Ainda de acordo com vizinhos do vereador, os disparos teriam sido feitos por ocupantes de um carro Fiat Palio.

Foto de foragido
A polícia ainda está atrás de Marco Antônio Titoneli Barbosa, um dos suspeitos de participar da morte do vereador Lúcio Nevada, na porta de sua residência, no bairro de Santa Bárbara. Ele é o único dos acusado que continua foragido. A Polícia Civil divulgou a foto de Marco Antônio.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ladrão tenta assaltar lanchonete e fica entalado em chaminé


Um homem de 24 anos passou a engrossar a lista de ladrões trapalhões após ficar entalado na chaminé de uma lanchonete após tentativa de roubo. O caso aconteceu em Balneário Piçarras, Santa Catarina.

O Copo de Bombeiros foi acionado para dar suporte à Polícia Militar e encontrou o jovem no chão, enrolado na estrutura de alumínio. Para cortar o material, foi usada uma ferramenta hidráulica. O rapaz foi atendido no hospital e depois encaminhado para a Delegacia de Polícia.

Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Justiça determina a Igreja Universal do Reino de Deus devolver dízimo


Estadão Conteúdo

Uma mulher entrou na Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus e conseguiu receber de volta seus dízimos. De acordo com uma publicação do jornal “Extra”, a mulher recebeu uma grande quantia de dinheiro após realizar um serviço e foi induzida pelo pastor a reverter o montante para a instituição religiosa. Pouco depois o homem fugiu da igreja, resultando em um processo de depressão na fiel, que ficou sem emprego e na miséria.

O processo, acompanhado pela 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou a sentença, determinada pela 9ª Vara Cível de Brasília. Nela, a Igreja Universal do Reino de Deus deverá devolver os R$ 74.341,40 doados à antiga frequentadora, além de acrescer juros de mora de 1% ao mês.

A doação foi realizada a partir de dois cheques compensados em dezembro de 2003 e janeiro de 2004. Entretanto, a mulher decidiu acionar a Justiça somente em 2010, quando sua situação financeira já estava seriamente prejudicada. 

Apesar de ter recorrido, a Igreja Universal do Reino de Deus não conseguiu cancelar a decisão. A igreja ainda chegou a afirmar que a mulher era uma empresária e que tinha rendimentos para poder se sustentar caso doasse o montante, na tentativa de se defender.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Punição em Santa Maria - RS


               
                  Por Irakli Naleva  
            
             A tragédia que abalou Santa Maria, o Brasil e o Mundo, com a morte  de 234 jovens  que divertiam-se na Boate Kiss, não tem dia nem hora para terminar.
             É a segunda maior tragédia em ambientes fechados no mundo. Nem o incêncio nos edifícios Andraus e Joelma em São Paulo, matou tanta gente. A dor e o luto não terão fim, principalmente para as famílias e amigos dos mortos. Países de todos os continentes manifestaram condolências e em alguns casos doaram pele humana para transplante.
                  Após o enterro das vítimas, surge o sentimento coletivo de justiça e é neste momento que o Rio Grande do Sul e o Brasil esperam de todos os profissionais que acompanham o caso, que ajam com total isenção, com coragem, severidade, honestidade e profissionalismo, pois os olhos do mundo estão voltados para Santa Maria e o Rio Grande do Sul, esse Estado que saiu na frente de tantas outras situações, nas revoltas, desenvolvimento, na criação de leis, inovação, educação e principalmente no visível sentimento coletivo de união que é uma marca do povo gaúcho.
                  O delegado Marcelo Arigony, que coordena as investigações sobre o incêndio, terá uma enorme responsabilidade nas conclusões do inquérito que irá apontar as causas e os responsáveis pela tragédia ocorrida na Boate Kiss.
                Este poderá ser o ponto de partida para uma condenação exemplar, coisa que geralmente não acontece em nosso país. Quem sabe a partir daí, autoridades municipais, estaduais e federais, nos poderes executivo, legislativo e  judiciário, empresários e a população em geral levem o Brasil um pouco  mais a sério e passem a investir efetivamente no planejamento e  execução de medidas que realmente possam dar segurança a todos os brasileiros e brasileiras, tanto nos momentos de trabalho, educação, saúde e lazer.
           Delegados, Promotores de Justiça e Juízes, o Brasil espera dos senhores um exemplo de investigação e punição de todos os culpados da Boate Kiss. Todos!!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Fotos de Xuxa nua

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu a favor do Google no processo movido por Xuxa Meneghel, informa o jornal "Folha de S. Paulo".

A apresentadora entrou com um processo na Justiça contra a empresa em outubro de 2010, pedindo que as cenas em que ela aparece nua ou em atos sexuais fossem retiradas dos resultados.

O pedido de Xuxa incluía o bloqueio de todos os resultados relacionados à busca feita pelo nome da apresentadora seguido das palavras "pedofilia" e "pornografia". Essas palavras levam ao filme "Amor Estranho Amor", de 1979, no qual ela aparece em cenas de sexo com um menino de 12 anos.

Para o STJ, o Google não é culpado pelo conteúdo contido na internet, sendo somente um buscador online. A liberação se estende também para outras companhias do Google, como o YouTube.

A decisão, no entanto, não é definitiva e a apresentadora ainda pode recorrer.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Porque a grande imprensa não publica os escândalos da oposição?

Filha condena Álvaro Dias em caso de R$ 16 milhões

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como reagir ao xeque do Supremo

 


Por Ronald Lobato

Caros amigos

Quero me apressar a sugerir uma linha de abordagem para enfrentar o facciosismo da maioria eventual do STF contra este governo e alguns de seus líderes, bem como de um dos maiores partidos que lhe dá sustentação, o PT, apesar de outros 4 estarem envolvidos.

1 - É preciso deixar claro que a situação dos 3 deputados condenados pelo STF não tem a menor importância neste contencioso. O processo foi legítimo, ressalvados a falibilidade dos julgadores e o processo ainda remanescente de avaliação de embargos e outros instrumentos que ainda ocorrerão.
Neste sentido o parlamento deverá, como reza a constituição, avaliar a cassação destes parlamentares que foram condenados por corrupção, mas também por terem atentado contra a higidez do sistema republicano, conforme diversas declarações políticas pronunciadas ao longo do julgamento. Diversas delas de forma abertamente preconceituosas e prejudiciais aos réus. Sugiro inclusive que os deputados requeiram afastamento da função e/ou o parlamento, depois do processo formal, declarem extintos os mandatos destes deputados.

Isso é importante porque o objetivo dos facciosos é instalar, na linha da atual orientação da CIA, um judiciário acima dos demais poderes para poderem usá-lo na concretização de golpes, considerando que no voto a direita não tem ganho e eles estão desesperados.

2 - Este posicionamento facilita a tentativa de obter maioria no congresso para deixar ainda mais clara a letra da constituição a respeito desta questão, enquadrando o STF nos seus limites legais. Deve-se inclusive utilizar o fato de que os ministros são escolhidos - não eleitos e não representam politicamente ninguém - da forma que conhecemos e podem, em diversas circunstâncias montar maiorias facciosas que intervirão negativamente no processo democrático.

3 - Para provar o facciosismo, entre as diversas ocorrências que caracterizam este desvio, sugiro, além de apontar todos os discursos de manifestação polítoco, ideológico e faccioso, concentrar em :
a) o Ministro Marco Aurélio de Mello afirmou em entrevista recente que o golpe de 64 foi um mal necessário, o que significa seu nenhum compromisso com a República e com a democracia. Acredito que se ele tivesse sido honesto a este respeito, não teria sido indicado ao STF.

b) o Ministro Celso Mello foi contraditório com seu próprio voto anterior que reconhecia o direito do parlamento ser a instituição certa para cassar mandatos.

c) o Ministro Fux defendeu a interpretação de que a letra da constituição pode ser considerada à luz da evolução da opinião pública e, implicitamente, defendeu a tese de que os membros do STF podem ser os intérpretes desta evolução, por mais que nunca tenham sido objeto de representação popular.

d) o Ministro Gilmar Mendes não só absolveu como interrompeu processos de acusados de crimes tão ou mais graves do que os considerados no processo 470.

e) o Ministro Joaquim Barbosa que incorporou a função de promotor voltado à condenação e não ao esclarecimento dos fatos e que, ao final do espetáculo que propiciaram, alegou que esta forma de julgamento juntando muitos réus que poderiam ser julgados em diferentes instâncias não deve mais acontecer, caracterizando, como tudo indica, este julgamento como um caso de exceção.

4 - Finalmente, existem 6 casos de parlamentares condenados em última instância que continuaram e continuam, conforme o caso, no cumprimento de seus mandatos eleitorais. Confirmando de forma expressiva que a atual maioria do STF está agindo de forma facciosa e copntraditória conforme a filiação política dos acusados ser a favor ou contra o governo eleito pela sociedade.

Não convém declarações que isolem as hostes democráticas e republicanas afirmando apenas a defesa dos condenados e dando menor ênfase à questão do golpismo embutido nestas decisões e argumentações do STF.

Este assunto não pode ser tratado de forma atabalhoada e amadorista. Trata-se do risco de organização de futuros golpes contra a representação popular, numa recidiva de que o povo não sabe votar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um mergulho no Tietê

Os rios de São Paulo são conhecidos pela tonalidade cinza e pelo mau cheiro, estando entre os mais poluídos do mundo. José Leonídio Rosendo dos Santos tem uma profissão inusitada: sua função é mergulhar nos rios Tietê e Pinheiros. Sua história de vida virou reportagem no jornal americano The New York Times.

Santos mergulha nos rios de São Paulo há mais de 20 anos. Ele é responsável por ajudar a despoluir os rios da capital. Para mergulhar em águas tão sujas, ele usa uma roupa especial e é chamado pelos pedestres de "super-herói japonês" por conta da vestimenta. Ele jura ter visto um homem nadando em São Miguel Paulista sem roupas de proteção.

A roupa é feita de PVC e produzida nos Estados Unidos. Ao contrário do que se pensa, a roupa é leve e fina: "tem 1 a 2 milímetros de espessura", afirma Santos. Ele ganha entre R$ 2 mil e R$ 5 mil - varia conforme o número de dias que ele mergulha nos rios de São Paulo.

Sofás, geladeiras, pneus, armas de fogo, faca e maletas são alguns dos milhares de objetos encontrados por Santos no fundo dos rios paulistanos. Certa vez, ele achou uma bolsa com US$ 2 mil - ele é obrigado a devolver os achados para o governo paulista.

"Depois disso, qualquer mala que puxavam do rio, o pessoal pulava para ver se era dinheiro. Numa dessas tinha uma mulher esquartejada. Você identifica pelo cheiro: quando sai da água e bate o sol, fica um fedor incrível. Tivemos de ir até a delegacia. Há uns 8, 10 anos, quase todo dia tirávamos um corpo de lá. Agora melhorou, é mais raro", diz Santos.

Reprodução/AE

domingo, 16 de dezembro de 2012

Corinthians campeão do mundial de clubes no Japão

Bando de loucos comemoram no Japão o bi-campeonato mundial de clubes, com uma vitória de 1x0 sobre o Chelsea.
O gol foi feito pelo camisa 10 Guerrero.
Parabéns ao Corinthians!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ZÉ DE ABREU APONTA TRAMA PARA VALÉRIO FALAR E INCRIMINAR LULA

ATOR ZÉ DE ABREU APONTA TRAMA PARA VALÉRIO FALAR E INCRIMINAR LULA

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Acordo de R$ 17 milhões teria convencido o empresário a envolver o ex-presidente Lula no 'mensalão', de acordo com o ator; dinheiro teria sido reunido por grupo de empresários, políticos, além de Roberto Civita, dono da Veja; condição era que declarações saíssem primeiro na revista da Abril, que em setembro deu capa com Marcos Valério.


Declarações de um advogado feitas na madrugada desta sexta-feira revelaram que um acordo de R$ 17 milhões teria convencido o empresário Marcos Valério a envolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do 'mensalão'. A conversa, que teria acontecido num restaurante de Brasília, foi noticiada nesta manhã pelo ator e ativista político José de Abreu, via Twitter.
Ao 247, Abreu não deu mais informações sobre quem seria o advogado, mas garantiu que não se trata de Marcelo Leonardo, representante do publicitário mineiro na Ação Penal 470, da qual seu cliente foi condenado com uma pena que passa dos 40 anos. Marcelo Leonardo sequer teria concordado com o acerto. Quanto à fonte que lhe revelou o diálogo, ele se limitou a dizer: "É um político da oposição".
"Estou repassando o que me contaram, foi nessa madrugada. Uma pessoa ouviu do advogado, que começou a falar mais alto num restaurante de Brasília. Era um lugar menos nobre, não era tipo um Piantella", descreveu José de Abreu, em referência ao famoso ponto de encontro de políticos da capital federal. Segundo ele, há ainda prometido ao empresário dois apartamentos nos Estados Unidos, um em Miami e outro em Nova York, "FORA o pagamento de TODAS as multas financeiras a que MV foi condenado".
O acerto teria sido feito sob a condição de que as revelações contra Lula sairiam primeiramente na revista Veja. Em setembro, uma reportagem de capa intitulada "Os segredos de Valério" traz frases atribuídas a interlocutores próximos ao empresário apontando o ex-presidente como chefe do 'mensalão'. Segundo o advogado, o dinheiro para pagar Marcos Valério teria vindo de uma "composição financeira" envolvendo empresários, políticos e o próprio dono da semanal, Roberto Civita, responsável pela organização da 'vaquinha'.
Posteriormente à publicação da reportagem, foi levantado um debate na imprensa e nas redes sociais que questionava a veracidade das denúncias e a existência de um áudio que comprovasse a entrevista. O colunista do jornal O Globo, Ricardo Noblat, liderou a defesa à revista, garantindo que havia, sim, uma "fita" com as revelações de Valério. Procurada pelo247 para comentar as denúncias, a assessoria de imprensa da Editora Abril não respondeu até a publicação dessa reportagem.
Futuro dos filhos
A intenção de Marcos Valério seria "deixar bem os filhos", postou o responsável pelas revelações. Ao 247, o ator acrescentou que há psiquiatras e psicólogos envolvidos e que o publicitário não passa bem. "Cada imóvel teria sido colocado em nome de cada filho de MV. A saída de casa, a "farsa da separação" segundo o advogado bêbado, fazem parte", escreveu José de Abreu, em referência ao acordo. Valério andava muito deprimido e não queria deixar a família sem garantias quando ele fosse para a prisão, conta Abreu.
Falou, tem que provar
As denúncias, porém, teriam de ser provadas. "Uma parte da grana só seria paga se MV conseguisse que abrissem processo contra Lula", escreveu José de Abreu no microblog. Depois de três meses da reportagem publicada por Veja, o jornal O Estado de S.Paulo revelou, nesta semana, parte de um depoimento do empresário à Procuradoria Geral da República feito em 2003, com mais revelações sobre o ex-presidente.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Nelson Mandela melhora e deixa o hospital

Nelson Mandela. (AP Photo/Schalk van Zuydam, File)

PRETORIA - Após mais um dia hospitalizado no hospital de Pretória, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela teria deixado de falar. De acordo com o jornal sul-africano "The Sunday Times", uma pessoa próxima à família confirmou a informação e disse que ele não está "com uma cara boa e claramente algo o está incomodando".
Neste domingo, o presidente Jacob Zuma visitou Mandela, de 94 anos, segundo um informe oficial, que informou que "ele está confortável". No sábado, o gabinete de Zuma havia declarado que não havia motivo para alarme e que o tratamento médico que Mandela está recebendo no hospital militar é "compatível com sua idade".
Mandela havia sido hospitalizado em 2011 por problemas respiratórios, e novamente em fevereiro desse ano por dores abdominais. Na ocasião, ele foi liberado no dia seguinte depois que exames não detectaram nenhum problema sério.

O caso FHC e Miriam

Os bastidores da incrível história do filho de FHC que não é filho de FHC (ou quando todos erramos juntos)

FHC e um equívoco que durou 19 anos

No início de 1994, quando o então presidente Itamar Franco indicou como sucessor seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, Brasília passou a respirar dilemas. Que tratamento FHC daria, na campanha eleitoral, à história do filho que tivera fora do casamento? A imprensa devia ou não divulgar a história? E se algum adversário de Fernando Henrique abordasse o assunto na TV, ao vivo, num debate eleitoral?
Já naquele ano, na capital federal, até os paralelepípedos da Praça dos Três Poderes sabiam que Fernando Henrique era pai de Tomás, de 2 anos, filho da jornalista Miriam Dutra, da TV Globo. Mirian revelara o caso para amigos, e a história se espalhara. Enquanto FHC foi senador e ministro (Relações Exteriores e depois Fazenda), todos consideraram o assunto como sendo da esfera privada, mas na condição de candidato a presidente a coisa mudava de figura.
Não foi fácil para FHC. Ele se preparou para a eventualidade de, na campanha, ser obrigado a falar em público sobre caso. Pior: sua mulher, a antropóloga Ruth Cardoso, foi obrigada a fazer o mesmo.
As redações também se mexeram. Com receio de serem furados pela concorrência, os principais jornais e revistas do país mandaram repórteres à rua para fazer a reportagem do filho de FHC. Porém, nenhum deles publicou a história.
A apuração era apenas de uma medida profilática. A assessoria de Fernando Henrique havia costurado um pacto com os donos dos maiores meios de comunicação para garantir o silêncio durante a campanha. Um pacto que, a princípio, parecia ter dado certo. Além de nenhum veículo de comunicação ter dado a história, os adversários de FHC, por sua vez, evitaram abordar o tema durante o período da eleição.
No início de 1995, eleito presidente, FHC levou consigo os dilemas para o Palácio do Planalto. E eles haviam crescido.
Para proteger FHC, a TV Globo transferiu Miriam Dutra para Portugal. Foi a forma encontrada para “esconder” o problema do presidente da República, já que Lisboa era – e continua sendo – uma praça que gerava pouca notícia. Assim, Miriam Dutra sumiu de cena e da telinha.
A operação, contudo, deixou ainda mais evidente que Fernando Henrique tinha um calcanhar de Aquiles.
Alguns jornalistas de Brasília – e eu me incluo entre eles – passaram as pressionar as chefias para dar a reportagem do filho do presidente. O argumento era simples: como o presidente da República estava sendo socorrido pela TV Globo (uma empresa privada que detém concessões públicas), o caso tinha saído da esfera privada e evoluíra para uma perigosa ação entre amigos. Uma coisa era o cidadão Fernando Henrique Cardoso ter um filho fora do casamento, outra era o presidente da República socorrer-se com a maior TV do país para resolver um delicado problema pessoal.
As pressões foram em vão. A grande imprensa se recusava a dar a história do filho de FHC.
Em abril do ano 2000, segundo ano do segundo mandato de Fernando Henrique, o silêncio foi quebrado pela revista Caros Amigos. “Por que a imprensa esconde o filho de 8 anos de FHC com a jornalista da Globo” era o título de uma matéria de capa assinada por Palmério Dória, João Rocha, Marina Amaral, Mylton Severiano, José Arbex Jr. e Sérgio de Souza. Um repórter da revista localizou Miriam Dutra na Espanha, para onde ela havia sido transferida, e conversou rapidamente com ela. “Eu não vou falar nada sobre essa história”, disse Miriam ao jornalista de Caros Amigos. “Eu não sou uma pessoa pública. Se vocês têm algo para perguntar, não é para mim. Perguntem para a pessoa pública”, afirmou ela.
Nenhum grande jornal, revista ou TV repercutiu a reportagem de Caros Amigos.
Em 2003, FHC deixou a Presidência. E a história do filho parecia ter voltado para a esfera privada.
Em 2009, contudo, um ano após a morte de Ruth Cardoso, Fernando Henrique reconheceu a paternidade de Tomás, conforme noticiou em primeira mão a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo. O caso então passou a ser tratado abertamente na imprensa. O tabu não existia mais.
Na semana passada, uma nova reviravolta. A coluna Radar, da Veja, informou que, pressionados por filhos que FHC tiveram com Ruth Cardoso, o ex-presidente e Tomás, hoje com 19 anos, finalmente se dispuseram a fazer um teste de DNA. O primeiro exame deu negativo. O segundo, também. Para espanto de todos, inclusive de ambos, Fernando Henrique não é o pai de Tomás.
Todos, sem exceção, estávamos errados

Fonte: Blog do Lucas Figueiredo (28-06-11)

Chaves fará nova cirurgia contra o cancer

José Luis Paniagua.

Caracas, 9 dez (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, volta a enfrentar o ressurgimento do câncer e viaja neste domingo para Cuba para se submeter a uma nova cirurgia que o levou a contemplar pela primeira vez um cenário no qual ele não esteja presente e a nomear o vice-presidente, Nicolás Maduro, como seu sucessor.
De surpresa, e sem aviso prévio, o presidente apareceu no sábado à noite em cadeia de rádio e televisão, vestido de azul e acompanhado por vários de seus colaboradores mais próximos para informar aos venezuelanos que o câncer voltou e que deverá se submeter à quarta cirurgia em 18 meses em Cuba.
"Decidimos com a equipe médica antecipar exames, antecipar uma nova revisão exaustiva. Infelizmente, nessa revisão exaustiva surge a presença na mesma área afetada de algumas células malignas novamente", disse o presidente com tom firme e rodeado de alguns de seus mais próximos colaboradores.
"É absolutamente necessário, é absolutamente imprescindível submeter-me a uma nova intervenção cirúrgica e isso deve ocorrer nos próximos dias", acrescentou.
O presidente assinou perante as câmeras a solicitação à Assembleia Nacional da permissão para se ausentar do país durante mais de cinco dias e imediatamente indicou que o vice-presidente, Nicolás Maduro, ficará a cargo do Governo, apontando-o como herdeiro e sucessor no caso de algo lhe acontecer.
"Em todos estes processos há risco, toda operação deste tipo e contra este mal implica um risco (...) isso é inegável", assinalou o presidente olhando para seus ministros.
"Devo dizer uma coisa que, embora soe difícil, mas eu quero e devo dizê-lo, se como diz a Constituição se apresentasse alguma circunstância que me desabilite de seguir à frente da Presidência, Maduro deveria concluir o período atual", declarou o presidente.
O atual período termina no dia 10 de janeiro com a chegada do novo mandato para o qual o próprio Chávez foi eleito em 7 de outubro.
"Nicolás Maduro não só nessa situação deve concluir como manda a constituição o período, mas minha opinião firme, plena como a lua cheia, irrevogável absoluta, total, é que nesse cenário que obrigaria a convocar eleições presidenciais vocês elejam Nicolás Maduro como presidente", acrescentou.
O artigo 233 da constituição indica que em caso de "falta absoluta do presidente eleito ou presidente eleita antes de tomar posse, se procederá a uma nova eleição universal, direta e secreta dentro dos 30 dias consecutivos seguintes", da mesma forma que acontece se há uma falta absoluta do presidente nos primeiros quatro anos do período constitucional.
É a primeira vez que Chávez contempla um final fatal desde que em junho do ano passado foi-lhe diagnosticou em Cuba um câncer do qual só se sabe que está na zona pélvica, mas não sua localização exata nem seu grau.
"Alguns companheiros me diziam que não era preciso (...), mas eu acho que o mais importante, o que desde minha alma, desde meu coração me dita a consciência, do mais importante que eu vim aqui, fazendo o esforço da viagem para retornar amanhã, me seja concedida a permissão", indicou.
O presidente venezuelano revelou que os médicos lhe recomendaram operar na sexta-feira ou neste fim de semana, mas assinalou que ele quis antes vir à Venezuela a fazer seu anúncio à população.
Depois Chávez pediu a "unidade" das forças populares, das forças revolucionárias e de toda a Força Armada e disse que a Venezuela já não é um país sem pátria e sem povo como era há 20 anos.
"Assim são as circunstâncias da vida, eu, no entanto, aferrado a Cristo, aferrado a meu senhor, aferrado à esperança e à fé espero, assim o peço a Deus, espero dar-lhes boas notícias nos próximos dias e que possamos juntos continuar construindo o que agora temos (...)", acrescentou.
"Com o favor de Deus como nas ocasiões anteriores sairemos vitoriosos", disse Chávez, antes de partir para o que denominou como esta "nova batalha".

Cachoeira novamente preso

Na véspera do Dia Mundial de Combate à Corrupção, dia 9 de dezembro, o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, passou um dia de
solidão neste sábado na carceragem da Polícia Federal, em Goiânia.

Preso e condenado a 39 anos e oito meses de prisão por cinco crimes, incluindo peculato, formação de quadrilha e corrupção ativa, em processo relacionado à Operação Monte Carlo, Carlinhos Cachoeira não conseguiu ver sua mulher, Andressa Mendonça, almoçou sozinho numa cela vazia, e ficou à espera da transferência para Casa de Prisão Provisória (CPP) em Aparecida de Goiânia (GO).

Silenciosa e cabisbaixa, Andressa apareceu às 12h10min. Deixou uma sacola com roupas para o futuro marido - se casam no dia 22 - e evitou as câmeras e as entrevistas. Os advogados de Cachoeira também evitaram falar sobre o assunto, embora já se saiba que buscam um habeas corpus para livrá-lo da cadeia.

Além de Carlinhos Cachoeira, tido como chefe da máfia dos Caça-Níqueis em Goiás, outras sete pessoas também foram condenadas pelo mesmo processo.

Na sentença a Cachoeira, o juiz Aderico Rocha Santos entendeu que "o réu colocou em risco a ordem pública de tal forma que sua liberdade se constitui na desmoralização das instituições públicas, que foram controladas pelo mesmo e utilizadas em seu benefício para a prática de crime".

Diante da existência de "risco ponderável e concreto" de repetição de ação delituosa, o juiz decretou a prisão preventiva de dois anos, mais cautelar de fiança no valor de R$ 10 milhões. "É que o referido acusado já permaneceu preso por quase nove meses e a prisão por mais dois anos é o suficiente para afastar o sentimento de impunidade", escreveu.

Assessora de Assad no Brasil

Bussaina Shaaban, principal assessora pessoal do presidente sírio, Bashar Assad, esteve secretamente em São Paulo, no Rio e em Buenos Aires, no fim de novembro. Não cumpriu nenhuma agenda oficial, nem com o governo brasileiro, nem com os diplomatas sírios, nem com as entidades que representam a comunidade síria no Brasil. Ela conversou com grandes empresários sírios no Brasil sobre a possibilidade de transferir pessoas e grandes quantidades de dinheiro da Síria para cá.
A missão secreta de Bussaina coincide com a notícia, publicada pelo jornal israelense Haaretz, de que o vice-chanceler sírio, Faiçal Mekdad, esteve na semana retrasada em Cuba, Venezuela e Equador, averiguando a possibilidade de Assad exilar-se em um desses países.

Duas fontes, uma de oposição e outra favorável ao regime, confirmaram ao Grupo Estado a vinda secreta de Bussaina. De acordo com a fonte que apoia Assad, a assessora do presidente veio fazer tratamento médico em São Paulo. O que não explicaria por que ela esteve também no Rio e em Buenos Aires.

Os movimentos de Assad e aliados na direção de uma fuga da Síria coincidem com avanços do Exército Sírio Livre (ESL) sem precedentes em 21 meses de rebelião na Síria, que resultam numa asfixia econômica do governo e num cerco militar das forças leais. Segundo um economista sírio, resta a Assad apenas US$ 1 bilhão em reservas em moeda forte - ante US$ 22 bilhões, no início do conflito. Esse último bilhão poderia ser gasto em seu esforço de salvar a própria pele.