
Após um dia de muitas especulações, o ministro do Esporte, Orlando Silva, permaneceu no cargo, ocupado por ele desde março de 2006.
Acusado por um policial militar de receber propina e de coordenar um suposto esquema de desvio de verbas que funcionaria no Ministério do Esporte, ele ganhou uma nova chance nesta sexta-feira (21) após se reunir, no Palácio do Planalto, com a presidente Dilma Rousseff, que voltou de uma viagem à África.
Durante o encontro, que durou cerca de uma hora e meia, o ministro apresentou a Dilma um relatório no qual contestou, ponto por ponto, as denúncias feitas pelo policial João Dias Ferreira. As acusações do oficial foram veiculadas pela revista Veja em sua última edição, que foi para as bancas no fim de semana passado.
- Nós conseguimos provar a atitude correta que temos no Ministério do Esporte.
Silva disse que “quer transparência máxima” e colocou à disposição do governo federal seu sigilo bancário, fiscal e telefônico. Tudo para provar sua inocência.
De acordo com o ministro, a presidente sugeriu a ele agir com serenidade e paciência. A parte final da reunião entre os dois foi dedicada a assuntos do ministério.
Dilma aceitou as explicações do auxiliar e renovou o voto de confiança em seu trabalho no ministério, responsável por preparar o país para receber a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
No fim do dia, a Presidência da República divulgou nota dizendo que a presidente optou por não demitir Orlando Silva por entender que não há provas que o incriminem.
De acordo com o comunicado, Dilma disse que o governo “não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência”.
Fonte: Portal R7

01:46
Jeferson da silva figueiredo
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