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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tom Jobim, vida e música


Antônio Carlos Jobim (1927-1994) 







Tom Jobim tinha 14 anos quando deparou-se pela primeira vez com um piano. Era um Bechstein alugado por sua mãe para que Helena, irmã mais nova do compositor, aprendesse a tocar. A atração veio logo nas primeiras notas, combinadas de brincadeira. Não demorou muito para que Tom começasse a ter aulas com o alemão Hans Joachim Koellreytter, com quem aprendeu os princípios básicos do instrumento e as primeiras noções de harmonia e composição. Em seguida, foi introduzido nos clássicos de Bach, Beethoven, Chopin, Ravel, Debussy e Villa-Lobos pelas mãos de Lúcia Branco. Nessa época, aprendera a tocar também violão, flauta e harmônica de boca. Formou um conjunto de gaitistas com aquele que seria seu primeiro parceiro e grande companheiro da Bossa Nova, Newton Mendonça.

Nascido em 1927 no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim mudou-se ainda pequeno para um areal pouco habitado na Zona Sul da cidade, conhecido por Ipanema. Passou lá os primeiros anos da infância e transferiu-se em seguida para Copacabana. 

Criado pela mãe, o avô e os tios maternos, Tom tinha apenas um ano quando os pais se separaram pela primeira vez. O casamento se desfez definitivamente após uma curta reaproximação em 1931, quando nasceu Helena. A família voltou a transferir-se para Ipanema, e foi morar numa casa com fundos para um terreno baldio frontal à Lagoa Rodrigo de Freitas. Foi ali que Tom encontrou o ambiente perfeito para aliar duas paixões: música e natureza.

O compositor casou-se com Thereza Otero Hermanny em 1949 e decidiu prestar vestibular para arquitetura. Foi aprovado, mas não completou o primeiro ano de faculdade. De volta à música, conseguiu um emprego como pianista na Rádio Clube do Brasil e tocava à noite no Bar Michel. Era o início da fase em que passaria pelas principais casas noturnas do Rio de Janeiro, tocando um repertório embalado por sambas, boleros, foxes, rumbas, canções francesas e tangos. Não demorou muito para deixar a vida noturna e se aprofundar nos estudos de harmonia e orquestração. Seu exercício era decorar os arranjos de Glenn Miller nos 78 rotações que colecionava. Estudava “Os princípios de Orquestração”, do russo Rimsky-Korsakov, e passou a ter aulas com Leo Peracchi e Tomás de Terán. Conseguiu um emprego na gravadora Continental, onde fez arranjos para Dalva de Oliveira, Orlando Silva, Elizete Cardoso e Dick Farney. Foi lá que conheceu o arranjador oficial da gravadora, Radamés Gnatalli, pianista, regente e compositor que o adotou prontamente como afilhado musical.
Tom Jobim estreou em disco como compositor, em abril de 1953, com o samba-canção “Incerteza” (parceria com Newton Mendonça e gravado por Mauricy Moura). O primeiro sucesso, no entanto, só veio um ano depois com “Tereza da Praia” (parceria com Billy Blanco). A essa altura, ele já despontava como grande promessa de sua geração. No final daquele ano, foi eleito o segundo melhor arranjador pelo crítico Ary Vasconcellos, dividindo a posição com músicos como Pixinguinha e Renato de Oliveira.

O ano de 1956 reservou ao compositor o fato precioso de conhecer Vinícius de Moraes, que procurava alguém para fazer a música da ópera “Orfeu da Conceição”. Era a primeira obra de uma das duplas mais duradouras e importantes da música popular brasileira. Sucesso de crítica e público, o trabalho foi para o cinema com o nome “Orphée Noir” (Orfeu Negro). 

Dirigido pelo francês Marcel Camus e repudiado por Vinícius, o filme ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1959 e foi eleito o melhor filme estrangeiro pelos membros da Academia de Hollywood.
Em 1957, Tom Jobim reencontrou um baiano que havia conhecido anos antes no Rio de Janeiro e acabara de chegar de Salvador. Era João Gilberto, que foi logo mostrando duas novas composições, “Bim-Bom” e “Oba-lá-lá”. A batida diferente do baiano, inspirada nos “quindins* das lavadeiras de Juazeiro”, chamou a atenção de Tom. Ele percebeu que aquele jeito de tocar era o que faltava para nascer a Bossa Nova. O trabalho de parto começou no ano seguinte, quando o compositor carioca lançou um disco gravado por Elizete Cardoso com “Chega de Saudade” (em parceria com Vinícius de Moraes). A canção voltaria a ser gravada por João Gilberto, em álbum que apresentava também o samba-manifesto “Desafinado”. O disco chegou às lojas em março de 1958. E a Bossa Nova veio à luz.

O segundo disco de João Gilberto trazia três músicas de Tom Jobim, entre elas “Samba de uma nota só”, que se transformaria em um dos hinos do novo estilo. Já era 1962 quando um show memorável, batizado de “Encontro”, apresentaria outros cinco clássicos da Bossa Nova: “Só Danço Samba”, de Tom e Vinícius; “Samba do Avião”, de Tom; “Samba da Benção” e “O Astronauta”, de Baden Powell e Vinícius; e o maior sucesso da dupla Tom-Vinícius, “Garota de Ipanema”, que arrebanhou uma legião de fãs e conquistou vários intérpretes mundo afora. A Bossa Nova se tornou então uma vitrine da música brasileira no exterior e chamou a atenção de jazzistas americanos de peso, como o saxofonista Stan Getz e o guitarrista Charlie Byrd. No mesmo ano em que o show foi apresentado, Getz e Byrd gravaram o LP “Jazz Samba”, que permaneceu nas paradas por diversas semanas. Uma das faixas trazia uma versão instrumental de “Desafinado”, que ganhou novos intérpretes do quilate de Lalo Schifrin, Quincy Jones, Coleman Hawkins e Dizzy Gillespie. A porta do mercado americano estava aberta, e os brasileiros não perderam a oportunidade de entrar.

Em novembro de 1962, a turma da Bossa Nova fazia sua primeira apresentação no Carnegie Hall, em Nova York. A desorganização do show frustou os participantes, mas a cidade ganhou novos hóspedes. E Tom Jobim não foi o único. João Gilberto e Sérgio Ricardo também ficaram nos Estados Unidos, e conheceram os maiores templos do jazz da cidade. Foi nessa época que Tom Jobim gravou seu primeiro disco americano, “Antonio Carlos Jobim — The Composer of Desafinado Plays”, para a gravadora Verve. Participou ainda de álbuns primorosos como “Jazz Samba Encore!” (com Stan Getz, Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo) e “Getz/Gilberto” (com Getz, João Gilberto e Astrud Gilberto). Quando 1964 chegou ao fim, Tom recebeu três prêmios Grammy pela autoria de “Desafinado” e “Garota de Ipanema” e pelos arranjos de “Brazil’s Brilliant João Gilberto”.

De volta ao Brasil, o compositor tomava um chope com os amigos quando recebeu o telefonema mais inusitado de sua carreira. Era Frank Sinatra lhe dizendo que queria gravar um LP só com músicas suas. No final de janeiro de 1967 começaram as primeiras gravações de “Albert Francis Sinatra & Antonio Carlos Jobim”, eleito pela crítica americana o álbum do ano. Nas vendas, o disco perdeu apenas para “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. O segundo trabalho dos dois, “Sinatra & Company”, com arranjos de Eumir Deodato, sairia dois anos depois.

Além de Vinícius de Moraes, outro grande parceiro brasileiro de Tom Jobim foi Chico Buarque. O primeiro trabalho da dupla, “Retrato em Preto e Branco”, aconteceu em novembro de 1967. No mesmo ano, a dupla venceu o III Festival Internacional da Canção com “Sabiá”. Mas eles se afastariam logo em seguida por causa da situação política no Brasil. A ditadura vivia um de seus momentos mais truculentos quando Tom boicotou o festival de 1968 e entrou definitivamente para a lista negra dos militares. Preso em 1970 para prestar depoimento, o compositor encontrou uma saída para escapar do cerco militar: escrever músicas para o cinema, incluindo produções estrangeiras. Naquele mesmo ano, compôs a faixa “Chovendo na Roseira” para o filme “Os Aventureiros”. Era o início da fase ecológica de Tom, que duraria cerca de quatro anos. Nesse período, ele gravou outro clássico, “Águas de Março”, dessa vez com Elis Regina.

Em meados dos anos 70 o compositor conheceu e se apaixonou pela fotógrafa Ana Beatriz Lontra, então com 19 anos. O namoro começou somente depois da separação com Thereza e marcou uma fase de temporadas pelo Brasil, Europa e Estados Unidos. No final da década, Tom acrescentou ao seu repertório preciosidades como “Você Vai Ver” e “Falando de Amor”. Gravou ainda os álbuns “Miúcha & Tom Jobim”, o duplo “Terra Brasilis”, que reatou sua parceria com Chico Buarque, e dividiu um disco com Edu Lobo, (“Tom & Edu, Edu & Tom”). 

No começo da década de 80, o músico voltou a compor para a televisão e para o cinema. A valsa Luíza foi tema da telenovela “Brilhante” e Passarim esteve na trilha de “O Tempo e o Vento”. Escreveu ainda a valsa Eu te amo, em parceria com Chico, para o filme homônimo de Arnaldo Jabor. Em obras como “Gabriela” (1982), “Para Viver um Grande Amor” (1983) e “Fonte da Saudade” (1985) sua participação foi muito além do tema principal. Ganhou seu primeiro disco de ouro com o LP “Passarim” e escreveu “Anos Dourados” para a minissérie da Rede Globo. É nessa época que surgiu também a Banda Nova, composta pelo cantor e flautista Danilo Caymmi, o filho Paulo Jobim, o baixista Tião Neto e o baterista Paulo Braga. Tom Jobim dispensou os metais, substituindo-os pelas vozes femininas de Ana e da filha Beth Jobim e Simone, mulher de Danilo. O grupo ganhou ainda o violoncelo de Jaques Morelenbaum e participações de sua mulher, Paula, e Maúcha Adnet.

Tom Jobim voltou ao Carnegie Hall em março de 1989 para celebrar o jubileu de prata da gravação de “Garota de Ipanema”. Em 25 anos, a música ultrapassara as 3 milhões de execuções em emissoras de rádio e televisão e fez do compositor o segundo autor estrangeiro mais executado nos Estados Unidos. Mas as homenagens não ficaram restritas aos palcos internacionais. Em 1992, ele foi o tema do samba-enredo da Mangueira, “Se todos fossem iguais a você”. No ano seguinte, um tributo à sua obra no Free Jazz Festival reuniu estrelas como Herbie Hancock, Shirley Horn, Ron Carter, Joe Henderson, Gonzalo Rubalcaba, Jon Hendricks e Oscar Castro Neves. A temporada foi encerrada com disco novo, “Antonio Brasileiro”. Mas esse foi também o último de sua carreira. Em 15 de setembro, três dias após gravar sua parte no segundo dueto com Frank Sinatra, viajou até Nova York para submeter-se a uma angioplastia e fazer uma avaliação do sistema circulatório. Os médicos detectaram um tumor maligno na bexiga e marcaram uma cirurgia para o dia 6 de dezembro, no Mount Sinai Medical Center. No dia 8, enquanto convalescia da operação, Tom Jobim teve uma parada cardíaca às 8h. A segunda, duas horas depois, provocada por uma embolia pulmonar, lhe seria fatal. O corpo desembarcou no Rio de Janeiro no dia 9 e foi enterrado no cemitério de São João Batista.

Fonte: Folha de S. Paulo; Site oficial de Tom Jobim

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Minha querida Ideli. Uma Senadora, uma mulher

Sou Jeferson da Silva Figueiredo, marido da Senadora Ideli Salvatti, candidata a Governadora pela Coligação A Favor de Santa Catarina.


Sirvo no Exército Brasileiro e lá atualmente sou 1º Sargento e músico. Sou Bacharel em Direito e nas horas vagas pratico o Triatlhon. Já completei o Ironman 4 vezes. Sou autodidata no idioma russo e em 2006 fui convidado para morar e estudar na Universidade de Samara, na Rússia. Quando retornei ao Brasil, trouxe na bagagem muita experiência, conhecimento e o domínio do idioma russo, falado e escrito.


Quero compartilhar com você algumas coisas que revelam uma Ideli que a mídia não mostra. Histórias que são exemplos do que de fato move esta mulher guerreira.


Lembro da ansiedade dela, no dia da votação da Lei de sua autoria, que aprovou o fim da DRU, que trocando em miúdos é o fim do desvio do dinheiro que deveria ser destinado à educação e estava sendo usado pra outros fins, inclusive para pagamento de dívidas. Um dos objetivos desta Lei, ao garantir mais dinheiro para a educação,  é assegurar o direito à Educação Básica gratuita para a faixa etária de 4 a 17 anos.


Quando ela chegou em casa, ela me disse emocionada que este foi um dos dias mais felizes de sua vida de parlamentar e professora. Como parlamentar, por ser uma luta de muitos anos; como professora, por lembrar de seus alunos e saber que continuava ajudando crianças e jovens a terem um futuro melhor.


Vou contar outra história. Uma vez, no início da noite, quando eu cheguei do trabalho, encontrei Ideli muito pensativa, com os olhos cheios de lágrimas, dando comida ao peixinho que temos em casa. Ela parecia conversar com ele. Na verdade estava pensando e refletindo em voz alta sobre como poderia agir rapidamente para resolver os problemas das pessoas atingidas pelas enchentes de 2008.


No outro dia, ela estava com o presidente Lula pedindo para liberar o FGTS integralmente. Logo em seguida Lula veio a SC e atendeu ao pedido para que os atingidos pela tragédia pudessem ter dinheiro para usar na recuperação das suas casas.


É por isso, pela paixão que ela tem pela população catarinense, pela vontade de trabalhar, pela garra, pela coragem de enfrentar os lobos em pele de cordeiro, que peço o seu voto e  o seu apoio para que Ideli seja a nossa próxima governadora.


Por tudo que conheço da Ideli, tenho a mais absoluta certeza de que ela vai transformar Santa Catarina no melhor Estado para se viver, elevando os índices de saúde, dando escolas para todas as crianças, jovens e adultos, trazendo de volta a segurança que tínhamos há alguns anos, com mais policiais nas ruas, com mais qualificação, cumprindo as Leis, como a do Piso Salarial dos professores, a Lei da Anistia aos Policiais Militares, a revisão no plano de carreira dos servidores, criando políticas públicas para todos e com atenção especial no tratamento dos dependentes químicos, principalmente aqueles viciados no crack.


Depois de termos uma senadora atuante, agora é a vez de termos a primeira mulher Governadora do Estado, que realmente pense nas pessoas pobres, naqueles que vivem dificuldades, nos professores e professoras, nos doentes. Uma pessoa que invista na saúde, educação, segurança, esporte, cultura, infra-estrutura, respeitando e incentivando todas as regiões de SC, que traga investimentos para o Estado, que aplique recursos nas pesquisas científicas, na tecnologia, que una as polícias militares e civis, que promova a geração de emprego ao jovem e ao idoso, uma pessoa que acima de tudo tenha sensibilidade, amor e respeito pelo ser humano. Só uma pessoa que vive tão perto dela sabe que Santa Catarina só tem a ganhar votando e elegendo Ideli Salvatti 13  Governadora de Santa Catarina.


Por estes motivos, hoje venho fazer um pedido especial a você.


VOTE 13, VOTE IDELI SALVATI GOVERNADORA