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domingo, 13 de março de 2016

Economia

sábado, 12 de março de 2016

O CRIME ORGANIZADO E O GOLPE.

IRAKLI NALEVA O crime está organizado sim. Ele tem pessoas infiltradas em todos os poderes. O crime organizado não tem pressa, porque sabe como conquistar cada terreno do inimigo. Ele tem em suas mãos a mídia de um país, ele usa estratégias de Sung Tsú, ele avança cada passo calculadamente. Todos os atos são combinados com os poderes, inclusive o quarto poder. O crime organizado utiliza as armas sujas do pré-conceito, da pré-condenação e seleciona em quem atirar. Ou será que alguém de uma quadrilha organizada vai eliminar os seus, para também serem eliminados ? O crime organizado seleciona fragmentos de instrução em processo judicial e simplesmente ‘’vaza’’ para a imprensa aquilo que interessa para atingir um líder, um governo ou seus generais. Se o objetivo do crime é derrubar um governo, é preciso ser organizado e é preciso colocar a população contra este governo, deturpando suas ações e políticas públicas. O crime organizado monta esquemas internacionais para enfraquecer a economia do país e castiga fortemente suas melhores Instituições Estatais ou não. Uma vez instalados o caos e o desemprego, tem-se o cenário perfeito para a fuga de capitais para o exterior. Os que comandam a quadrilha do crime organizado tem fontes milionárias e inesgotáveis no seu país e no exterior. Não é necessário serem amigos nem se conhecerem. Basta seguirem a cartilha do crime. Todas as políticas públicas direcionadas aos excluídos e pobres, precisam ser entendidas como esmola e injustas para os que delas não necessitam. Pobre tendo acesso aos mesmos privilégios de uma classe dominante é uma ameaça. O crime organizado faz isso. Ele conta com a simpatia de militares criminosos também, ele conta com a participação de juízes, promotores, advogados, empresários, enfim, possui ramificações e tentáculos abrangendo todas as camadas sociais, camuflados de uma casca chamada “moralidade”. O crime organizado não se corrompe. Seus membros sim, são todos imundos, sujos, corruptos, mas precisam passar para a população, a imagem de que eles são imaculados e estão do lado do povo. Eles avançam muito. Ele tem defensores nas escolas e igrejas. Seus líderes, mesmo que pedófilos ou corruptos são fortes e imaculados. O crime organizado possui programas espiões de celulares e sabe de tudo o que acontece nas reuniões dos desorganizados. Ele invade a casa ou o gabinete qualquer chefe de governo e nenhuma ação se moverá contra isso, porque estão infiltrados nos poderes. Edward Snowden explica. Cooptação e traição, são verbos importantes no crime organizado, eles cooptam seus inimigos e os usam como arma na traição. Cooptam de políticos influentes e aliados até o mais humilde serviçal. Por isso, se no seu país algo acontece parecido, una as suas forças contra o crime organizado, porque se ele vence a guerra, os derrotados serão amassados como latinhas em um rolo compressor. Para os que não acreditam no crime organizado, fiquem ligados porque ele pode invadir o seu país e derrubar qualquer regime legitimo e democraticamente eleito. Isto pode ser combatido e reversível ? Sim! Qual o antídoto ? O Estado dialogando com o povo, a união total ideológica e desprendida de vaidades, o recomeço, a esperança, a luta e a fé!!

sábado, 2 de março de 2013

Presidente Dilma afirmou que indústria dá claros sinais de retomada

Presidente Dilma afirmou que indústria dá claros sinais de retomada

Um dia após a divulgação do crescimento de 0,9% da economia brasileira no ano passado, a presidente Dilma Rousseff criticou neste sábado (2) os “mercadores do pessimismo”, que, segundo ela, questionam as medidas do seu governo. Dilma discursou durante a convenção do PMDB em Brasília.

“Os índices de desemprego estão baixos. A inflação, sob controle. Agora, neste início de 2013, a indústria começa a dar claros sinais de retomada. [...] Ninguém pode dizer que o Brasil não tem suas finanças sob controle. Mais uma vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Como perderam quando previam o racionamento de energia [no começo deste ano]”, afirmou. “Mais uma vez, os que apostam todas as fichas no fracasso do país vão se equivocar.”

A economia brasileira fechou 2012 com um crescimento de 0,9%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º). O resultado – que ficou muito longe dos 4% esperados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no final de 2011, apesar das várias medidas de estímulo anunciadas ao longo do ano – foi o pior desde 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB) havia registrado recuo de 0,3%.

Durante o discurso em que também endossou parceria entre PT e PMDB, Dilma citou números positivos da economia brasileira e ações de seu governo como a redução da tarifa de energia elétrica, redução de juros e mudanças na remuneração da poupança.
“Muito me orgulha, promovemos a maior redução de tarifas de energia, a maior redução de que se tem notícia na nossa história”, afirmou.

Ainda no discurso, Dilma voltou a criticar os adversários políticos, sem citar nomes. “Fizemos muito, o que era difícil, o que parecia impossível. Fizemos o que nossos adversários políticos, quando puderam, não souberam ou não quiseram fazer”, completou.

Dilma destacou que, logo no começo de seu governo, atuou para a continuidade da política de valorização do salário mínimo, iniciada segundo ela pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e estabeleceu metas de reajuste até 2015. “Eu tenho certeza que todos vocês sabem de uma coisa: torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil.”

Ela disse que tem como “obsessão” que o Brasil mantenha seu caminho rumo ao desenvolvimento. "O povo percebe que sabemos o que tem que ser feito e estamos fazendo. Percebe que estamos preparados para enfrentar qualquer dificuldade.”

Crise
Em sua fala, a presidente citou ainda a crise econômica internacional, mas disse que o Brasil, apesar de sofrer seus efeitos, conseguiu manter o crescimento.
“Seria impossível escapar de uma crise dessa dimensão, mas mantivemos o país gerando emprego, distribuindo renda e melhorando a vida dos brasileiros”, afirmou. “Não faz tempo que crises menores do que essa quebravam o país, levavam o país a bater na porta do Fundo Monetário Internacional pedindo, de joelhos, recursos e dólares.”

Dilma destacou que as medidas por ela tomadas são possíveis graças ao trabalho iniciado pelo ex-presidente Lula. “Nesses dez anos, estamos construindo um novo Brasil, sob a batuta de um grande maestro, Luiz Inácio Lula da Silva”, finalizou.
Ela citou ainda as medidas na área social que devem levar ao fim da pobreza extrema entre as famílias cadastradas pelo governo. “Porque nós não abandonamos nosso povo, a pobreza está nos abandonando.”

Abaixo do esperado
Nesta sexta, Mantega admitiu que o crescimento foi abaixo da expectativa, mas acrescentou que isso se deve aos efeitos da crise financeira internacional.

"Em momentos de crise, você tem um desempenho fraco. É inevitavel que a economia desacelere. A maioria dos países teve crescimento fraco ou desaceleração do crescimento [no ano passado]", declarou Mantega a jornalistas.

No fim de 2011, ele estimava uma expansão superior a 4% para o PIB do último ano e chegou a dizer, em meados do ano passado, que uma expansão de 1,5% para 2012 (prevista pelo Credit Suisse naquele momento) seria uma "piada".

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Conta de luz cai 20% em 2013, diz o ministro Mantega

 


Por Tiago Pariz
 
O governo garantirá a planejada redução média de 20 por cento na conta de luz no ano que vem mesmo que algumas empresas elétricas não façam a renovação antecipada de concessões do setor, assegurou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Mantega disse que o governo tem "urgência" em promover a redução das tarifas para dar competitividade à economia brasileira, em um momento em que outros países estão reduzindo seus custos.
"Tenho certeza que a maioria esmagadora (das empresas elétricas) vai optar por ter a oportunidade de renovar as concessões. A minoria quer tarifa alta e renovar a concessão, mas vão chegar à conclusão que é melhor ter agora mais 30 anos de rentabilidade e lucratividade", afirmou o ministro em entrevista coletiva para tratar especificamente do assunto.
O plano para a redução das tarifas de energia elétrica, anunciado em setembro pela presidente Dilma Rousseff, prevê a renovação antecipada e condicionada da concessões que vencem entre 2015 e 2017.
O governo impôs uma redução de cerca de 70 por cento das receitas das concessionárias na proposta de renovação, ao retirar da conta os investimentos já amortizados e alterar o cálculo do custo de manutenção e operação de ativos. E se comprometeu a indenizar as empresas elétricas em 20 bilhões de reais pelos ativos não depreciados.
Algumas empresas, como Cemig, Cteep e Cesp, estão resistindo em aceitar as condições do governo, por considerarem baixo o valor das indenizações e das receitas.
Mantega, no entanto, buscou minimizar as ameaças dizendo que o objetivo do plano será cumprido.
"Mesmo se uma ou outra não entrar, não vai alterar significativamente os 20 por cento de redução. O importante é garantir os 20 por cento", sustentou o ministro.
O titular da Fazenda disse que a resistência deve-se ao desejo das empresas do setor de garantir a renovação mantendo o atual valor de remuneração.
"As empresas gostariam de ter as duas coisas: o ovo hoje e a galinha amanhã, ter a renovação e manter a remuneração elevada", disse. "Não dá para ter as duas coisas, é privilégio que a minoria quer impor e que vai gerar perda à grande maioria da população brasileira", emendou.
O ministro afirmou ainda acreditar que as empresas do setor elétrico estão olhando apenas para o momento imediato, sem vislumbrar a vantagem de se ter a concessão renovada por mais 30 anos.
O governo tem defendido que a renovação antecipada é um bom negócio para as concessionárias e calcula que a rentabilidade das empresas do setor que aceitarem os termos do acordo será de cerca de 10 por cento. Além disso, acredita que as indenizações darão liquidez necessária para novos investimentos.
Apesar disso, o ministro indicou que o governo está aberto para discutir, junto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os cálculos das indenizações.
"É claro que nós poderemos fazer os cálculos com as empresas. Elas podem questionar e discutir se fizemos o cálculo adequado. Elas vão discutir com a Aneel (...) podem ir discutir, mostrar e ver se é aquilo mesmo", afirmou Mantega.
O ministro ressaltou, no entanto, que a discussão tem que levar em conta os termos estabelecidos pelo governo e que não há quebra de contrato na renovação antecipada e condicionada das concessões.
 
PERDA DE ARRECADAÇÃO
 
O governo já indicou que poderá usar 3,3 bilhões de reais de receitas da hidrelétrica binacional Itaipu para compensar as perdas esperadas na arrecadação de impostos federais que incidem sobre a conta de luz e foram extintos ou reduzidos.
Os Estados também estão reivindicando compensação pela queda da arrecadação do ICMS, que poderia chegar a 5,5 bilhões de reais por ano.
Para Mantega, a perda de arrecadação dos impostos incidentes sobre a conta de luz será pontual e compensada pela crescimento econômico.
Ele afirmou também que não serão necessários esforços adicionais do Tesouro Nacional para garantir a queda das tarifas de energia.
 
ELETROBRAS
 
A Eletrobras está entre as empresas mais afetadas pela proposta do governo, pois será ressarcida em 14 bilhões de reais, menos da metade dos 30 bilhões de reais do valor contábil não amortizado no balanço da holding e que era pleiteado pela companhia.
Mesmo assim, a diretoria da empresa, que tem o governo federal como acionista majoritário, recomendou que os acionistas aprovem a renovação das concessões. O representante dos acionistas minoritários no Conselho de Administração e ex-presidente da empresa, José Luiz Alquerés, renunciou do cargo e disse em sua carta renúncia que medidas do governo têm destruído "brutalmente" o valor da Eletrobras.
O ministro da Fazenda disse que poderá capitalizar a Eletrobras para viabilizar novos investimentos, numa ação que, segundo ele, não tem relação com a renovação da concessão.
"Se formos capitalizar, não será por esse motivo, será para viabilizar expansão da empresa. Não muda nada a filosofia sobre a Eletrobras", disse.
As ações da Eletrobras acumulam queda de 30 por cento desde 12 de setembro, quando Dilma anunciou detalhes do plano para reduzir a conta de luz. Já o índice de ações de empresas elétricas na Bovespa tem queda de 13 por cento no período.

Greve Geral abala a Europa

Greves gerais e parciais contra cortes impostos pela União Europeia paralisaram o continente, de Portugal à Bélgica, da Grécia à Alemanha. Houve violência entre polícia e manifestantes na Itália e Espanha.
Os protestos e paralisações desta quarta-feira (14/11) contra as medidas de austeridade na Europa marcaram uma onda de greves transnacionais de dimensões inéditas no continente.
A Confederação dos Sindicatos Europeus (CES) conclamara a protestos contra a política de cortes nos gastos públicos em face da crise, declarando a quarta-feira como dia de solidariedade entre os trabalhadores da União Europeia.
Manifestações resultaram em confrontos violentos em várias cidades da Itália e da Espanha. Em Roma, os repórteres falaram em cenas de guerrilha: estudantes lançaram pedras, garrafas e explosivos contra a polícia, que investiu com veículos blindados.
Em Turim, três agentes de segurança ficaram feridos durante os distúrbios, um deles gravemente. Em Milão, estudantes demoliram as vitrines de bancos e do conglomerado de energia Enel. Em Nápoles, os manifestantes ocuparam durante algum tempo os trilhos da estação central.
Na Espanha, mais de 40 pessoas ficaram feridas, entre as quais 18 policiais. Cerca de 110 grevistas foram detidos após choques com as forças de segurança. Na capital, Madri, a polícia usou balas de borracha e cassetetes contra um grupo de manifestantes que resistira à prisão de um adepto do Movimento 15-M, também intitulado "Indignados".

Polícia prendeu 110 manifestantes na EspanhaPolícia prendeu 110 manifestantes na Espanha
 
Greve de trabalho e de consumo

As greves gerais de 24 horas coordenadas entre Espanha e Portugal deixaram paralisados ambos os países. Os meios de transporte público foram reduzidos ao mínimo, escolas e repartições públicas ficaram fechadas. Em cerca de 120 cidades, as paralisações foram acompanhadas de passeatas, nas quais a população deu vazão a sua revolta contra as medidas de austeridade.
Antecipando as greves, centenas de voos foram cancelados. As grandes companhias aéreas da Espanha suspenderam a metade das conexões planejadas, e em Portugal a TAP cancelou 45% de seus voos. O tráfego aéreo na Alemanha também foi afetado, pois diversos aeroportos do país participavam de operações anuladas na Península Ibérica.
A produção de montadoras multinacionais como Volkswagen, Seat, Opel e Nissan ficou praticamente parada na Espanha. Os sindicatos calculam que cerca de 80% dos trabalhadores espanhois tomaram parte na greve geral.
As grandes associações sindicais espanholas Confederação Sindical de Comissões Operárias (CCOO) e União Geral de Trabalhadores (UGT) não só conclamaram à paralisação do trabalho, como também a uma "greve de consumo", sob o slogan: "Os espanhois não devem comprar absolutamente nada neste dia".
Depois das paralisações em março, a atual greve geral contra os cortes do governo em Madri é a segunda no mesmo ano – fato inédito na história recente da Espanha. O primeiro-ministro Mariano Rajoy expressou a preocupação de que a greve possa prejudicar a imagem do país no exterior e afetar o setor de turismo. A oposição socialista, em contrapartida, apoia as manifestações.

Piquete de grevistas no estaleiro Mitrena, próximo de LisboaPiquete de grevistas no estaleiro Mitrena, próximo de Lisboa
 
Contra o orçamento e Passos Coelho

Em Portugal, os focos da greve foram o setor de transportes e o funcionalismo público. Em Lisboa, o metrô não circulou, trens e ônibus ficaram parados em todo o país. Também os correios, hospitais e instituições de ensino suspenderam suas atividades.
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) espera, através da greve geral, impedir a aprovação do controverso orçamento de 2013. A decisão final será tomada pelo Parlamento português em 27 de novembro.
Além disso, os sindicatos pretendem forçar a renúncia do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Segundo o presidente da CGTP, Armênio Carlos, o atual governo de centro-direita seria responsável pela recessão, com retração da economia em 3% e taxa de desemprego de quase 16%.
Certos estudos apontam que a crise econômica deverá se agravar muito, sobretudo nos países do sul do continente, devido aos drásticos programas de austeridade adotados. Em setembro, o desemprego na zona do euro alcançou o novo recorde de 11,6%, cabendo a maior quota à Espanha, onde um em cada quatro trabalhadores não encontra ocupação.

Passeata em Marselha, FrançaPasseata em Marselha, França
 
Solidariedade da Grécia à Bélgica

Também na Bélgica os ferroviários participam das ações de greve. Funcionários da operadora SNCB iniciaram na noite desta terça-feira uma paralisação de 24 horas.
O tráfego ferroviário do país ficou praticamente suspenso, e o internacional, seriamente comprometido, com a suspensão do tráfego dos trens de alta velocidade da empresa Thalys entre a Alemanha e a Bélgica, e atrasos nas rotas para Paris, Amsterdã e Londres. Na capital Bruxelas, bondes e ônibus não saíram da garagem.
Ações de protesto contra a política de cortes nos gastos públicos também foram realizadas em outros países da União Europeia. Na Grécia, dezenas de milhares de trabalhadores, sobretudo do setor público, cruzaram os braços durante três horas. Uma passeata reuniu milhares no centro de Atenas, onde se viam faixas com os dizeres: "O pacote de austeridade prejudica seriamente a saúde".
Também na França milhares de opositores apoiaram as greves – em Paris, sob a palavra de ordem: "A favor do emprego e da solidariedade – contra medidas de contenção". Diante do Portão de Brandemburgo, em Berlim, cerca de 250 pessoas se reuniram em protesto. Estavam anunciadas manifestações também na Polônia.


Revisão: Francis França

sábado, 7 de julho de 2012

Inflação cai pelo 2º mês e chega ao menor nível desde 2010

RIO - A inflação oficial desacelerou pelo segundo mês consecutivo em junho, informou nesta sexta-feira o IBGE. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 0,08% no mês passado, a menor taxa registrada desde agosto de 2010, quando subiu 0,04%. Em maio, o índice ficara em 0,36%.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses também caiu em junho: era de 4,99% em maio e agora está em 4,92%. É a menor variação acumulada desde setembro de 2010, quando a alta ficou em 4,70%.

O IPCA veio um pouco mais brando do que esperavam os economistas do mercado financeiro. Analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters esperavam alta de 0,11% no mês passado, acumulando em 12 meses ganho de 4,95%. Para a variação mensal, as projeções ficaram entre 0,09% e 0,17%.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bancos repassam corte da Selic e juro do crédito é o menor da história no Brasil

Juro médio de pessoa física e de empresas é o menor da série do BC.
Com isso, 'spread bancário' tem recuado neste ano, informa instituição.



Os cortes feitos pelo Banco Central na taxa básica de juros, a Selic, estão chegando ao consumidor. Segundo dados do próprio BC, os bancos repassaram as reduções, e as taxas médias de juros das operações de crédito para pessoas físicas atingiram em maio o menor patamar de toda a série histórica, de 38,8% ao ano.

Até o momento, a menor taxa da série, que começa em julho de 1994, havia sido registrada em novembro de 2010, de 39,1% ao ano.

Os dados mostram ainda que os bancos foram além dos cortes na Selic, reduzindo também o chamado "spread bancário" (que é a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados dos tomadores finais do crédito). Isso porque, enquanto o juro pago pelos bancos recuou 3,5 pontos percentuais desde agosto de 2011, a queda no juro cobrado pelas instituições recuou mais: 7,4 pontos percentuais.
Juros médios das pessoas físicas atingiram menor patamar da série histórica do BC, iniciada em julho de 1994; até o momento, a menor taxa fora registrada em novembro de 2010: 39,1% ao ano

O movimento de corte mais agressivo dos juros bancários coincide com propagandas das principais instituições financeiras. O primeiro anúncio aconteceu em 4 de abril, por parte do Banco do Brasil, e foi seguido pela Caixa Econômica Federal e por bancos privados, como Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander, entre outros.

"Em maio, a queda dos juros bancários foi pronunciada. Não vemos queda nesse nível desde 2003", informou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel.
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Taxa média de inadimplência bate recorde histórico em maio, diz BC

'Spread bancário'
O corte dos juros bancários com intensidade maior do que o recuo da taxa básica, definida pelo Banco Central, tem gerado redução do chamado "spread bancário". Em agosto do ano passado, estava em 34,4 pontos percentuais nas operações para pessoas físicas. Em maio deste ano, somou 30,5 pontos percentuais.

O alto nível do "spread bancário" no Brasil tem sido duramente criticado pela presidente da República, Dilma Rousseff, e por integrantes da equipe econômica, como o ministro da Fazenda, Guido Mantega. No mês retrasado, Mantega avaliou, após encontro com representantes das instituições financeiras, que os bancos privados têm "margem" para reduzir seu "spread bancário" e, consequentemente, os juros cobrados de seus clientes.

Além do lucro dos bancos, o spread também é composto pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros. Levantamento mostra que o setor bancário, representado por 25 bancos, foi o que registrou o maior volume de lucro entre as empresas de capital aberto em 2011 no Brasil. Estudo do Ministério da Fazenda mostram que o "spread bancário" brasileiro é um dos maiores do mundo.

Taxa média geral e de empresas
Segundo o Banco Central, os juros bancários de todas as operações (pessoas físicas e empresas) também caíram em maio deste ano, quando atingiram 32,9% ao ano, contra 35,1% ao ano em abril de 2012. O patamar do mês passado, neste caso, também é o menor valor da série histórica, que começa em junho de 2000. No caso da taxa média cobrada dos bancos nas operações com empresas, a taxa recuou de 26,3% ao ano em abril para 25% ao ano em maio.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Banco Central corta taxa Selic que é a menor da história: 8,5%

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu, na noite desta quarta-feira (30), para 8,5% ao ano a taxa básica de juros que remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). É o nível mais baixo da taxa Selic, desde que a atual política monetária foi adotada, no início de 1999. O corte do Banco Central é o sétimo consecutivo.

A redução veio em linha com as expectativas da maioria dos analistas financeiros, como mostra o boletim Focus, divulgado pelo BC na última segunda-feira (28).

Foi a sétima redução consecutiva da taxa básica de juros, que chegou a 12,5% em julho do ano passado, começou a declinar no mês seguinte e, desde então, caiu 4 pontos percentuais.

A definição da Selic em 8,5% foi unânime. "O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O comitê nota ainda que até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária", disse o comitê em nota. A decisão é sem viés, ou seja, não será alterada até a próxima reunião do colegiado.

Em razão do longo processo de afrouxamento da política monetária, que já dura dez meses, como forma de estimular o consumo interno e reativar a economia, a maioria dos analistas financeiros acredita que o processo de redução da Selic deve cair também na próxima reunião do Copom, agendada para os dias 10 e 11 de junho.

Apesar de a inflação permanecer acima do centro da meta traçada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%, os analistas acreditam que a taxa básica de juros descerá até 8%, permanecendo nesse patamar a médio prazo, com possibilidade de voltar a subir em 2013 – algo em torno de 9,5%.

A reunião desta quarta-feira foi a primeira em que o voto dos diretores foi divulgado, conforme determina a Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor há duas semanas.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dolar alcançou o maior patamar desde 22 de junho de 2009

Na sexta, moeda alcançou o maior patamar desde 22 de junho de 2009.
Em maio, até sexta, alta acumulada é de 5,85%; na semana, de 3,2%.

O dólar registrava alta ante o real nos primeiros negócios desta segunda-feira (21), após o Banco Central voltar a intervir no mercado de câmbio na última sessão por meio de um leilão de swap tradicional para segurar um forte movimento de valorização da divisa dos Estados Unidos.

Perto das 10h (horário de Brasília), a moeda norte-americana avançava 0,57%, para R$ 2,0301.

O dólar encerrou em alta de 0,62% nesta sexta-feira (19), a R$ 2,0185 e alcançou o maior patamar desde 22 de junho de 2009, quando fechou cotado a R$ 2,024. No ano, a moeda americana sobe 8,03%. Nas três semanas de maio, a alta acumulada é de 5,85% e na semana, de 3,2%.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Financiamento de carros tem preços reduzidos após pressão do governo pela queda de juros

As novas taxas de juros anunciadas pelos bancos públicos e pelos principais bancos privados afetaram diversas linhas de crédito. Nesse novo cenário, a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) fez um levantamento de como ficaram os financiamentos de automóveis.

Para isso, comparou o financiamento de um carro no valor de R$ 25.000,00 - à vista - em seis instituições financeiras, sendo elas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC.

A simulação considerou um financiamento em 48 meses, sem entrada. As taxas de juros usadas – novas e antigas – são taxas médias praticadas pelas instituições financeiras.

A maior economia foi observada no financiamento feito no Banco do Brasil. O valor total passou de R$ 36.542,01 para R$ 34.279,36, com as taxas médias passando de 1,67% para 1,37%. A economia deste financiamento foi de R$ 2.262,65.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Caixa Econômica Federal reduz taxa de financiamento para pessoa física

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem nova redução das taxas de juros para pessoa física. Dessa vez, o foco são os financiamentos de veículos, materiais de construção e o penhor.

No caso dos automóveis, a taxa que atualmente varia entre 0,89% e 1,55%, ao mês, será entre 0,89% e 1,26% ao mês. A redução abrange as aquisições de carros novos, desde que o valor financiado represente até 70% do valor do bem. As novas taxas estão direcionadas para clientes correntistas com relacionamento a partir de 90 dias, clientes mutuários e de financiamento imobiliário, funcionários públicos, profissionais que recebem salário por meio da instituição, há pelo menos 90 dias, e servidores públicos do Judiciário, Banco Central e Petrobras, por exemplo, que iniciarem relacionamento com o banco.

No Construcard, a taxa que era de 2,40% poderá variar entre 1,96% e 2,35%, ao mês, e é destinada aos correntistas com relacionamento há mais de seis meses, clientes mutuários de financiamento imobiliário, funcionários públicos ou profissionais que recebem salário na instituição há pelo menos 90 dias.

No empréstimo de Penhor (que tem como base a garantia de jóias, metais preciosos e objetos como o relógio), a taxa foi unificada para 1,70% ao mês e engloba todos os perfis de clientes­ ­­- antes os juros desta modalidade de empréstimo variavam entre 2% e 2,40% ao mês.

As novas taxas para o penhor e financiamento de veículos passam a vigorar a partir de amanhã. No Construcard, as taxas entram em vigor a partir de 21 de maio.

terça-feira, 8 de maio de 2012

A confiança de comerciantes na economia subiu

Índice registra alta de 04% em abril, na comparação com o mês de março

O Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) registrou alta de 0,4% em abril, na comparação com março, ficando em 127,6 pontos, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Na comparação com abril do ano passado, no entanto, houve queda de 1,4%.

A pesquisa da CNC mostra que o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio, um dos indicadores que compõem o Icec, apresentou alta de 3,4% em relação a 2011 e de 1,3% na comparação com março. Para o economista João Felipe Santoro Araújo, da CNC, “esse resultado já reflete uma expectativa de melhora nas vendas para o segundo semestre deste ano, em função da queda dos juros”.

Já o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio, que também entra na composição do Icec, registrou quedas de 1,3% em abril, em relação a março, e de 7,8%, no comparação anual. “O empresário hoje não vê a situação dele tão favorável, no entanto, ele espera que essa situação melhore daqui para a frente”, analisa o economista.

Na avaliação da CNC, o setor do comércio deverá começar a sentir, no segundo semestre, os efeitos dos estímulos monetários anunciados pelo governo. “É complicado estabelecer uma causalidade entre queda de juros e resultado de vendas, mas a gente espera que um menor comprometimento da renda com os juros do crédito abra espaço para que as pessoas consumam mais”, diz Araújo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Itaú decidiu reduzir as taxas de juros a seus clientes

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, logo após divulgação de cortes de juros pelo Bradesco

O Itaú decidiu reduzir as taxas de juros a seus clientes. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, logo após divulgação de cortes de juros pelo Bradesco. Nos dois bancos, as novas taxas passam a valer em 23 de abril.

No caso do financiamento de veículos, a taxa mínima sofrerá redução de 8% e será de 0,99% ao mês. A taxa será válida para clientes correntistas há mais de um ano, em operações com 50% de entrada e parcelamento em até 24 meses. Nos empréstimos consignados para beneficiários do INSS, a taxa mínima foi reduzida para 0,89%, e a máxima, para 2,2% ao mês.

O Itaú também lançou um pacote para clientes que recebem salário em conta corrente do banco. “Ao aderir a esse pacote, o cliente tem acesso a taxas de juros reduzidas, maior número de transações bancárias incluídas, além de passar a receber mensagens de texto SMS que o ajudarão a controlar melhor suas movimentações financeiras.” O banco informou que esse pacote estará disponível em todas as agências a partir de dois de maio.

De acordo com o Itaú, os juros para os clientes que optarem por esse novo pacote terão redução de até 47%. É o caso da taxa mínima do cheque especial, que será reduzida para 1,95% ao mês. No cartão de crédito, o rotativo passará a ter taxas mínimas a partir de 3,85% ao mês.

De acordo com o banco, para os clientes que aderirem ao pacote e usarem mais de 50% do limite do cheque especial ou do rotativo do cartão de crédito por três meses consecutivos, o banco oferecerá parcelamento do saldo com taxa a partir de 4% ao mês, em até 24 meses.

Micro e pequenas empresas

Para as micro e pequenas empresas clientes do Itaú, haverá reduções nas taxas mínimas do cheque especial, por exemplo. Nesse caso, os juros cairão 66% - a partir de 1,95% ao mês. No capital de giro, os juros serão a partir de 1,14% ao mês, em desconto de duplicatas e cheques, a partir de 1,29% ao mês. E, na antecipação de recebíveis de cartões, a taxa mínima passa a ser de 1,05% ao mês.

Em nota, o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirma que os cortes estão “em linha com as reduções da taxa básica de juros pelo Banco Central e com o cenário de crescimento econômico positivo para o país no segundo semestre de 2012”. Setubal acrescenta que “desta forma, com a redução dos spreads[diferença entre taxa de captação e a cobrada dos clientes], acreditamos que damos mais uma contribuição para o processo de transformação e desenvolvimento nacional”.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez duras críticas aos bancos privados por não reduzirem as taxas de juros e cobrarem altos spreads. No início do mês, instituições financeiras públicas - como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal - anunciaram redução dos juros de linhas de crédito.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bovespa fecha em alta de 2,88% e dólar cai

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta de 2,88% nesta quinta-feira, aos 63.058 pontos. O volume total negociado foi de R$ 8.242 bilhões.

O dólar comercial teve baixa de 0,2 e é vendido a R$ 1,82.

As ações PDG REALT ON NM lideraram entre os papéis com as maiores valorizações do dia, fechando com alta de 6,36%. Em segundo vem VALE ON N1 com 6,21%, seguido de VALE PNA N1, que encerrou o dia com elevação de 5,95%.

Entre as maiores quedas, USIMINAS ON N1 fechou com recuo de 5,77%, COSAN ON NM perdeu 3,28% e LOCALIZA ON NM recuou 2,770%.

Europa

Na Europa, a bolsa de Londres, na Inglaterra, teve alta de 1,3%. A bolsa de Paris, na França, teve alta de 0,9%. A bolsa de Frankfurt, na Alemanha, teve ganhos de 1,0%.

O Euro operou com estabilidade e é cotado a R$2,41.

Petróleo

O barril de petróleo é vendido em Londres a $121,62. Em Nova Iorque, ele é negociado a $103,61.

segunda-feira, 26 de março de 2012

No final de 2011 classes D e E pouparam mais que classe C

No final de 2011 classes D e E pouparam mais que classe C

Pesquisa mostra que brasileiros de renda mais baixa aplicaram R$ 703 em um mês na poupança ou em outros investimentos, acima dos R$ 486 da classe média

A classe média brasileira poupou menos em 2011 do que em 2010. Em média, a classe C brasileira poupou R$ 486 no mês, R$ 98 a menos do que os R$ 584 de 2010. Além disso, o valor que a classe C afirmou ter destinado para a poupança ou outros investimentos foi inferior declarado pelas classes D e E.

É o que mostra a pesquisa "O Observador Brasil 2012", elaborada pela Cetelem BGN, empresa do grupo BNP Paribas, que teve por base o mês de novembro do ano passado.

Enquanto a classe C poupou R$ 486 no mês, a população das classes D e E elevou sua poupança a R$ 703 ao mês, R$ 447 acima do valor do ano anterior, segundo a pesquisa.

A redução da poupança da classe C tem entre suas razões o aumento do gasto, já que os indivíduos de classe média declararam gastos maiores em 2011, com relação ao ano anterior, segundo a Cetelem BGN.

Considerando todas as classes sociais, houve um aumento no valor poupado mensalmente pelos brasileiros no ano passado, para R$ 636, contra uma média de R$ 528 em 2010.

Assim como os indivíduos das classes D e E, os pertencentes às classes A e B também passaram a poupar ou investir mais no ano passado. No total, o valor aplicado subiu R$ 207, para R$ 735 ao mês, de acordo com a pesquisa, que foi feita em dezembro do ano passado.

Veja também: Brasileiros poupam mais e pensam mais no futuro

Apesar do valor médio poupado no país ter aumentado no ano passado, o número de pessoas que declararam terem destinado uma parcela de seu dinheiro à poupança ou a outros investimentos caiu de 8% para 6%, segundo a pesquisa.

A queda foi observada em todas as classes sociais, sendo que a classe C teve a maior perda em pontos percentuais. Em 2010, 7% dos entrevistados da classe média declararam terem poupado. No ano passado, o número baixou para 4%.

Sobrou dinheiro?

Em média, sobrou R$ 246,83 no bolso dos brasileiros ao final do mês, segundo a pesquisa. O valor é superior ao declarado pelos entrevistados no ano anterior, R$ 200,64.

As classes A e B foram as que terminaram o mês com maior sobra de dinheiro, R$ 470, enquanto os indivíduos de classe C que ficaram no azul declararam ter sobrado R$ 217. Nas classes D e E, o valor foi R$ 133.

Dívidas

Os brasileiros que tiveram que atrasar o pagamento de contas de água, luz ou outros itens básicos em novembro do ano passado - mês de referência no levantamento da Cetelem BGN - foram 5% do total. Apesar de o percentual ser superior ao de 2010 (3%), é menos da metade do apurado em 2005 (11%).

A pesquisa mostra ainda que 6% dos brasileiros declararam terem pagado uma prestação que estava em atraso em novembro do ano passado, contra 5% no ano anterior. Também foi 6% o percentual de indivíduos que afirmaram terem adquirido uma nova prestação no mês.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Os gastos de brasileiros no exterior foram recorde e chegaram a US$ 1,746 bilhão no mês passado,

Segundo dados do Banco Central (BC). O montante é menor do que o de janeiro, quando foi registrado o resultado de US$ 1,996 bilhão, mas aproximadamente 31% a mais do que em fevereiro de 2011– que foi US$ 1,333 bilhão.

“Este ano, o carnaval caiu em fevereiro e isso contribuiu para o resultado. No ano passado, o feriado caiu em março, por isso a diferença”, disse o chefe de Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel.

No acumulado do ano, até fevereiro, os gastos dos brasileiros no exterior também foram recorde e ficaram em US$ 3,742 bilhões. Essas despesas, que oscilam bastante ao longo do tempo, foram, em janeiro e fevereiro de 2011, US$ 3,11 bilhões.

Os dados do BC mostram ainda que os turistas estrangeiros gastaram US$ 617 milhões no Brasil, o que significa um aumento de aproximadamente 9% em comparação a fevereiro do ano passado, quando o resultado foi US$ 572 milhões.

No bimestre, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 1,278 bilhão. No mesmo período de 2011, o resultado ficou em US$ 1,172 bilhão. De acordo com Túlio Maciel, são números positivos para o turismo brasileiro, que podem significar quase 6 milhões de turistas e algo como US$ 7 bilhões em gastos dessas pessoas no Brasil.

Hoje, o BC anunciou que o déficit em transações correntes do Brasil, um dos principais indicadores das contas externas, ficou em US$ 1,766 bilhão em fevereiro. O déficit tem sido compensado favoravelmente pelo Investimento Estrangeiro Direto (IED), segundo o chefe do Departamento Econômico. Ele antecipou que o resultado parcial indica mais de US$ 3 bilhões em IED. Segundo ele, o mês deve fechar em US$ 4 bilhões.

sábado, 17 de março de 2012

Bolsas europeias fecham alta ,apesar de dados negativos dos EUA

As bolsas europeias fecharam o pregão desta sexta-feira (16) em alta, por conta do otimismo em relação ao sistema financeiro e aos produtos de commodities do continente. A trajetória dos mercados financeiros europeus nas últimas sessões é de valorização.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,42%, aos 5.965,58 pontos. O principal índice da Bolsa de Frakfurt, o DAX, avançou 0,19%, para 7.157,82 pontos. O CAC 40 da Bolsa de Paris subiu 0,41%, para 3.594,83 unidades, apresentando sua oitava sessão consecutiva de alta. O Ibex 35 da Bolsa de Madri ganhou 0,71%, fechando a 8.486,30 pontos.

Parte do entusiasmo foi devido ao anúncio do presidente executivo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês), Klaus Regling, de que o fundo deverá emitir três diferentes modalidades de bônus durante a semana que vem. A medida visa captar 4,5 bilhões de euros.

As bolsas iniciaram o pregão com muitos ganhos, mas resultados abaixo do esperado pelo mercado, como os dados da produção industrial norte-americana, que apresentou estagnação em fevereiro, arrefeceram os ânimos dos investidores. Outro dado negativo foi a divulgação do Michigan Sentiment, que projeta a confiança do consumidor na economia dos Estados Unidos, fechando março em patamar menor do que o esperado por especialistas.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Comitê de Política Monetária mantém projeção de reajuste zero para gasolina e gás de botijão no acumulado de 2012

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a projeção de que não haverá reajuste dos preços de gás de botijão e da gasolina no acumulado de 2012.

De acordo com a ata da última reunião do Copom, em que a taxa básica de juros foi reduzida para 9,75% ao ano, "os choques identificados, e seus impactos, foram reavaliados de acordo com o novo conjunto de informações disponível. O cenário considerado nas simulações também levou o comitê a manter outras projeções".

Foram mantidas também as estimativas de aumento das tarifas de telefonia fixa e de eletricidade, para o acumulado de 2012, em 1,5% e 2,3%, respectivamente. Também houve estabilidade na projeção de reajuste, construída item a item, para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados para o acumulado de 2012, que permaneceu em 4%.

Para o próximo ano, a expectativa de reajuste para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados foi reduzida para 4,5%, ante os 4,6% previstos na ata anterior. Essa projeção se baseia em modelos "que consideram, entre outras variáveis, componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo Índice Geral de Preços [IGP]".

terça-feira, 13 de março de 2012

Não podemos fazer papel de "bobos" na guerra cambial segundo Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a dizer nesta terça-feira que o governo vai adotar mais medidas contra a guerra cambial e a invasão do mercado interno com produtos importados, o que prejudica a indústria nacional. Mantega participou de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no início da tarde de hoje.

"Em função disso (guerra cambial) é que o governo põe em prática medidas de defesa comercial. Apesar de sermos partidários do cambio flutuante, não podemos fazer papel de bobos e nos deixar levar pela manipulação cambial praticada nos países avançados", disse o ministro.Mantega se refere a uma prática adotada pelos países avançados após o agravamento da crise mundial de manipular as taxas de câmbio para desvalorizar suas moedas e tornar seus produtos mais atrativos em mercados cuja economia doméstica está mais aquecida, como o Brasil.

"A China administra seu câmbio há pelo menos 20 anos, mantém o câmbio desvalorizado e não podemos baratear suas exportações. Os Estados Unidos têm briga com a China justamente porque os chineses não deixam valorizar sua moeda e os EUA perdem competitividade. Este era um problema mais isolado, mas se generalizou quando os países adotaram a política de expansão monetária, desvalorizando suas moedas", destacou.

Segundo Mantega, o setor de manufaturados (indústria) mundial não se recuperou da crise de 2008 e já vinha em má situação desde 1991. "Desde então o setor diminuiu a participação no Produto Interno Bruto (PIB) dos países desenvolvidos, da América Latina e da Europa. A única região onde isso aumenta é a Ásia. Claro que a Ásia usa mão de obra muito barata, não há direitos trabalhistas, etc", finalizou.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Governo eleva para 6% IOF sobre empréstimo externo de até 3 anos

Imposto incide a partir de hoje na liquidação de operações de câmbio

Decreto nº 7.683 publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União determina a elevação da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para 6% para empréstimos externos com prazo de até três anos.

No início das negociações, mas perto das 12 horas a cotação da moeda norte-americana caia 0,21% a R$ 1,713 para compra e R$ 1,715 para venda.

Fazenda explica medida: “Governo não vai assistir impassivo à guerra cambial”, diz Mantega

Um dos principais focos é tentar reduzir as operações de tomada de empréstimos no exterior por empresas brasileiras e estrangeiras que atuam no País e aproveitam as taxas de juros mais baixa no exterior para realizar captações em moeda estrangeira.

Com custos mais reduzidos em relação aos praticados no mercado financeiro local para levantar recursos, as empresas adotam essa prática para se financiar.

Além da elevação do IOF, o Banco Central continuará intervindo no mercado de câmbio, comprando o excesso de dólares para tentar combater a valorização do real com a forte entrada de moeda americana no Brasil. Até dia 24 de fevereiro, o fluxo de dólares que entrou no País estava positivo em US$ 12,5 bilhões.

O imposto incidirá a partir desta quinta-feira, 1º de março, na liquidação de operações de câmbio contratadas para entrada de empréstimo externo direto ou com emissão de notes, segundo o decreto.

A alíquota de 6% de IOF vigorava até agora apenas para empréstimos de até dois anos.

A medida vem em resposta às preocupações do governo com a valorização do real frente ao dólar.

Segundo a análise do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos do Bradesco, tal medida e os sinais de que o governo pode intervir de outras formas sobre o mercado cambial podem minimizar, no curto prazo, as pressões para a valorização do real.

"Contudo, continuamos acreditando que os fundamentos apontam na direção de uma taxa de câmbio com o real mai valorizado do que no nível atual, diante da liquidez mundial abundante", avalia a equipe de economsitas do banco.

O decreto estabelece ainda a alíquota zero de IOF para as liquidações de câmbio para retorno de recursos aplicados por estrangeiros no mercado financeiro e de capitais e sobre a contratação de câmbio para remessa ao exterior.

Também fica em zero o IOF sobre a contratação de câmbio para remessa ao exterior, inclusive de operações simultâneas, de aplicações em Brazilian Depositary Receipts (BDR), ou recibo de ações.

Ontem, agentes de mercado já especulavam que o governo iria anunciar medidas para conter a valorização do real, o que provocou o maior avanço percentual diário do dólar neste ano.

A moeda americana terminou em alta de 1,24%, a R$ 1,72 na venda. Nesta manhã, a maioria das moedas estrangeiras que costumam ter desempenho parecido com o do real, como o rand sul-africano e o peso do México, operava com valorizações de 0,58% e 0,44%, respectivamente.

Para o gerente da mesa de dólar da Icap, Ítalo Abucater, essa pressão de alta do dólar tende a durar somente enquanto os investidores digerem a novidade.

A percepção do especialista, que é compartilhada pelo economista chefe Banco Indusval & Partners, Daniel Moreli Rocha, é de que a mudança atinge poucas operações e, por isso mesmo, deve funcionar "mais como um aviso".

Apesar de atingir o tipo de operação que mais está trazendo dinheiro estrangeiro para o Brasil neste ano, a decisão do governo deixou a maior parte das captações de fora, já que os prazos têm variado, na maioria dos casos, de cinco a dez anos.