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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Passageira relata pânico após raio no RJ

Ao pular do vagão, técnica de enfermagem Lilian Brito torceu o pé esquerdo.


SuperVia informou que passageiros devem permanecem dentro do trem. 

Os cariocas que usam os trens no Rio diariamente reclamam que as melhorias não chegam. Somente neste ano, a Agetransp já detectou 13 problemas no serviço oferecido pela Supervia, concessionária responsável pelo transporte.

 Entre eles, atrasos e descarrilamentos. Durante essa semana, picos de energia paralisaram a estação da Central do Brasil, conforme mostrou o Bom Dia Rio desta quinta-feira (28). Na terça-feira (26), durante um temporal, dois raios atingiram a Central e a estação de Deodoro, na Zona Oeste.

 O sistema sofreu um pico de luz e impediu a partida dos trens durante 35 minutos. Devido ao problema, a plataforma ficou lotada, houve tumulto e empurra-empurra entre os passageiros quando a circulação de trens foi retomada. Duas horas depois, um trem do ramal de Saracuruna também teve problemas e parou depois de mais uma queda de energia. A técnica de enfermagem Lilian Brito estava entre os passageiros que ouviram barulhos assustadores.

Ao pular do vagão, ela torceu o pé esquerdo. “Quando aconteceu o quarto estouro, que já foi por debaixo do nosso vagão, o susto foi muito grande porque o vagão ficou todo enfumaçado, tinha uma neblina, um cheiro de borracha queimada, tinham gestantes, crianças e todo mundo começou a passar mal”, relatou a passageira que acrescentou ainda que não teve outra alternativa a não ser pular da composição: “A gente teve que pular. Não tinha escada, não tinha nada e, como é cheio de pedras, é muito instável a linha férrea, acabei virando o pé. A gente não teve suporte algum.

Nós andamos por volta de doze minutos debaixo de chuva e na escuridão. É uma falta de respeito com a gente”, completou.

Posicionamento SuperVia
A SuperVia disse que um raio muito forte caiu sobre o trem em que Lilian estava, causou explosões e prejudicou inclusive o sistema de comunicação. Mas a empresa informou que enviou funcionários para o local. Segundo a concessionária, a recomendação é que os passageiros permaneçam dentro do vagão até a chegada da segurança.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Vaso sanitário capaz de transformar dejetos em adubo e combustível


Bangcoc, 19 jul (EFE).- Um grupo de cientistas de Cingapura criou um vaso sanitário ecológico que transforma a urina e as fezes em adubo e combustível através de um sistema que ainda economiza até 90% de água.

Os pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang anunciaram que o protótipo do No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 nos banheiros da instituição acadêmica de Cingapura, um dos países mais desenvolvidos da Ásia.

"A Universidade está produzindo seu próprio vaso sanitário para o ano que vem. Várias companhias, incluindo imobiliárias e até um parque temático já mostraram interesse no sistema de evacuação desde que foi anunciado (no final de junho)", contou à Agência Efe Lester Kok, do Departamento de Comunicação do centro.

O vaso ecológico é equipado com dois recipientes que recolhem separadamente os dejetos líquidos e sólidos, além de um sistema de sucção similar ao utilizado em aviões.


A urina é transportada a uma câmara onde se decompõe em nitrogênio, fósforo e potássio, utilizados como adubo, enquanto os excrementos chegam a um biorreator que os processa e transforma em biocombustível de metano.

O gás metano é inodoro e pode ser utilizado para substituir o gás natural no fogão e ainda pode ser empregado como gerador de eletricidade.

"O sistema No-Mix Vacuum não exige que o vaso sanitário esteja conectado aos encanamentos da rede de hidráulica e ao esgoto", explicou Kok.

O vaso sanitário usa apenas 200 ml de água para evacuar a urina e um litro para os dejetos, o que representa 90% de economia em relação ao sistema convencional, que utiliza de quatro a seis litros a cada vez.

Com uma média de cem usos por dia, o banheiro idealizado pelos pesquisadores de Cingapura utiliza 160 mil litros a menos em um ano, suficiente para encher uma piscina de 160 metros cúbicos.
O professor Wang Jing-Yuan, diretor do projeto, afirma que o sistema que leva o material, que também transforma as sobras de comida e outros resíduos orgânicos em fertilizante e energia, representa um método de reciclagem mais eficiente e barato, já que realiza esse processo de forma automática.

"Separando os dejetos humanos domésticos e processando-os in situ, economizaremos a verba dos processos tradicionais de reciclagem, já que o sistema inovador utiliza um método mais simples e barato para produzir fertilizantes e combustível", defende Wang, doutor em tecnologia ambiental pela Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos).

A universidade singapuriana negocia agora com as autoridades da cidade-Estado a instalação de protótipos nas casas de uma área residencial que se planeja construir e acredita que cidadãos de outros países possam adotar os banheiros ecológicos nos próximos três anos.

Segundo os pesquisadores, o sistema também foi pensado para hotéis e construções afastadas que não contam com rede hidráulica e saneamento e precisam de certa autonomia.

O dispositivo No-Mix Vacuum faz parte de um programa iniciado há dois anos com um financiamento de dez milhões de dólares singapurianos, (cerca de US$ 7,8 milhões), concedido pela Fundação Nacional de Pesquisa de Cingapura.

A Universidade Tecnológica de Nanyang apresentou o projeto na feira de ciência e tecnologia WasteMet Asia 2012 em 4 de julho em Cingapura e assinou um acordo de colaboração com o Centro de Engenharia da Terra da Universidade de Colúmbia (Estados Unidos).

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A redução do volume de chuva em Foz do Iguaçu reduz vazão nas Cataratas

A redução do volume de chuva em Foz do Iguaçu reduz vazão nas Cataratas

Desde novembro, o volume de chuva acumulado está abaixo da média climatológica em toda extensão da Bacia do Iguaçu


A redução do volume de chuva em Foz do Iguaçu, no Paraná, mudou a paisagem das Cataratas do Iguaçu. A vazão têm se mantido abaixo da média histórica de 1.500 metros cúbicos por segundo. Nos últimos dias, tem permanecido perto ou até abaixo de 500 metros cúbicos por segundo.

Desde novembro, o volume de chuva acumulado está abaixo da média climatológica em toda extensão da Bacia do Iguaçu. Em Foz do Iguaçu, segundo dados do Simepar (serviço de meteorologia do estado), o déficit de chuva nos últimos seis meses totaliza 600 milímetros.

Nesta quarta-feira, a vazão nas Cataratas do Iguaçu aumentou para 1.090 m³ por segundo. De acordo com o Setor de Monitoramento Hidrológico do Rio Iguaçu, da Copel (Companhia Paranaense de Energia), o aumento da vazão se deve à abertura na última segunda-feira das comportas das hidrelétricas da região, como a de Salto Caxias.

Formadas pelas quedas do Rio Iguaçu, as cataratas foram eleitas no ano passado, em concurso promovido pela Fundação New7Wonders of Nature, como uma das Sete Maravilhas da Natureza. Dezoito quilômetros antes de se juntar ao Rio Paraná, o Iguaçu vence um desnível do terreno e se precipita em quedas de até 80 metros de altura, alcançando uma largura de 2.780 metros.

De acordo com boletim do Simepar, nesta quarta-feira também não deve chover na região. A massa de ar seco favorece um dia de sol em todo o estado.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Aquecimento Global já matou mais de 600 pessoas de frio na Europa












Por Jeferson da Silva Figueiredo

Aonde está o Aquecimento Global ?

Uma onda de frio que ainda não tem data para terminar, está castigando vários países da Europa.

Mais de 600 pessoas já morreram por causa do frio, e países como Ucrânia, Russia, Japão, França, Itália, Sérvia, Áustria, Croácia, Lituânia, Letônia, Estônia, República Tcheca, Hungria, Polônia, Bulgária, Grécia, Montenegro, Albânia, enfrentam o caos com lagos e rios congelados, prejudicando as ativiades comerciais de navegação naquele continente.

Os defensores do tal Aquecimento Global estão mudos e nada se fala sobre a intensidade do frio glacial com temperaturas baixissimas, como não se vê há décadas.

Precisam ler Habibullo Abdussamatov.

Porque a mídia que faz campanha pelo aquecimento global, com manchetes em todos confins da terra, afirmando que o homem é responsável pelo efeito do aquecimento do planeta, não se manifesta  neste momento ?

As previsões catastróficas sobre como o aumento da temperatura provocada pelo homem ameaça a vida do planeta e o embate entre países pobres e ricos são temas do debate.

Em 2009 hakers divulgaram emails trocados entre cientistas da Universidade East Anglia na Inglaterra que manipularam dados dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre mudanças Climáticas( IPCC) da Onu.

A manipulação desses dados pelos cientistas tinham como meta, aumentar os índícios do aquecimento global para impedir o avanço das pesquisas de outros cientistas contrários ao fundamento.

Interesses financeiros milionários estão por trás dessa campanha que um dia cairá totalmente água abaixo, como caiu um dia a teoria de que a terra era quadrada.

Nicolau Copérnico afirmou que a terra era redonda, foi condenado pela igreja católica e morreu queimado na fogueira pela santa inquisição, em 1543.

Espero que não demore tanto para a fraude do aquecimento global ser totalmente desmascarada.

Aquecimento global ? Fique frio!!!

Jeferson Figueiredo é Músico, Bacharel em Direito e estudou na universidade de Samara na Rússia.

Russos podem desvendar mistérios da evolução do planeta e novas formas de vida

Cientistas russos afirmaram nesta quinta-feira (9) que uma sonda enviada a um lago primitivo sob o gelo da Antártica pode fazer revelações sobre a evolução do planeta e até mesmo novas formas de vida. Uma equipe russa fez uma perfuração até a superfície do lago Vostok, que, acredita-se, foi coberto por gelo durante milhões de anos, em um avanço anunciado oficialmente pelo Instituto do Ártico e da Antártica.

Cientistas afirmaram que as amostras de água que serão retiradas do lago até o fim deste ano podem revelar novas formas de vida, apesar das condições extremas. "Esperamos encontrar vida lá como nenhuma outra que exista na Terra", explicou Sergei Bulat, um biólogo molecular do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, à AFP. "Se houver vida lá, será uma forma de vida que é desconhecida para a ciência. Nesse caso, estamos falando de uma descoberta fundamental, uma nova página em nossa compreensão científica da vida".


"Descobrimos um novo assunto para a ciência, ninguém nunca viu nada como isso", acrescentou Vladimir Syvorotkin, um especialista em geologia e mineralogia da Universidade Estatal de Moscou. "Os biólogos provavelmente encontrarão alguma bactéria desconhecida que se adaptou a estas condições", disse.

Os sedimentos do lago também revelarão mudanças na Terra e em seu clima nos últimos 20 milhões de anos, afirmou German Leichenkov, do Instituto de Geologia e Recursos Minerais do Oceano em São Petersburgo. "Para os geólogos, é importante perfurar e trazer de volta os sedimentos. Eles contêm informações sobre alterações no meio ambiente, o clima nos últimos 15 a 20 milhões de anos.Nós temos muito pouca informação sobre isso na Antártica e esta poderia ser uma fonte única de informação", contou.

Trabalhando em condições extremas no leste da Antártica, onde a temperatura média é de cerca de menos 50 graus Celsius, a expedição implantou uma sonda através do gelo por muitos meses, utilizando querosene como anticongelante. "Esta é nossa vitória técnica. Perfuração nestas condições climáticas complexas é difícil, além dos fatores da alta altitude e do gelo forte", explicou Leichenkov.

"É uma vitória técnica e psicológica importante. É importante parabenizá-los com isso, especialmente porque não existem outras vitórias. Essas pessoas são heroínas", disse Syvorotkin, da Universidade Estatal de Moscou.

O líder da expedição, Valery Lukin, comparou orgulhosamente o sucesso do projeto de longa duração com o primeiro voo ao espaço. Em um sinal da importância que o governo russo atribui à descoberta, o ministro dos Recursos Naturais e Ecologia, Yury Trutnev, visitou o local no início deste mês.

Os cientistas por trás da expedição afirmaram que a sonda não iria contaminar a água devido às técnicas empregadas, que utilizaram água pressurizada para puxar o fluido de perfuração menos denso para fora do poço. No entanto, um especialista do Greenpeace alertou para o risco de poluição na perfuração, citando cientistas internacionais.

"Muitos cientistas dizem que têm dúvidas e que o líquido para perfurar pode atingir este lago único com flora e fauna desconhecidas. É um risco", disse Vladimir Chuprov, chefe da equipe de energia do Greenpeace na Rússia.

O professor Martin Siegert, chefe da escola de geociências da Universidade de Edimburgo, afirmou à AFP nesta semana que o método de perfuração utilizando anticongelante significava um potencial para contaminação. "É muito difícil para eles convencer (outros) de que seu experimento será limpo, quando você tem essencialmente duas milhas (3,5 quilômetros) de querosene para atravessar antes de chegar à superfície do lago".

A difícil tarefa de atingir os sedimentos do lago também exigirá um método seguro de perfuração, explicou o geólogo Leichenkov. "Este problema já está sendo solucionado, temos especialistas muito bons trabalhando nisso", completou.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nasa descobre iceberg maior que Nova York










A Nasa divulgou uma imagem bastante curiosa nesta terça-feira (7). A foto, divulgada no site oficial da agência americana, mostra uma fenda de 30 km de comprimento, localizada na Antártida.
A falha tem 80 metros de espessura e está separando da calota polar um iceberg do tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

A fenda teria 900 km² – Nova York tem 785 km². Apesar de ser maior que a cidade americana, o iceberg não é maior do que a cidade de São Paulo – o bloco de gelo corresponde a cerca de 60% da capital paulista. A rachadura está localizada na Ilha Pine. Ela foi descoberta em outubro de 2011 por cientistas do projeto IceBridge, da Nasa. Na fotografia, feita também em 2011, é possível observar o bloco de gelo do alto. A fenda vista apenas como um risco na imagem tem 80 metros de espessura e 60 metros de profundidade.

A Nasa disse em comunicado que é difícil prever quando o iceberg pode se desprender. Porém, estima que o evento deve ocorrer nos próximos meses. De qualquer forma, o bloco de gelo faz parte de um ciclo natural e não trará riscos ambientais.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A TRAGÉDIA COMPLETA 300 ANOS




Por Wilson Santos de Andrade

Mais um janeiro negro para os moradores das áreas consideradas de risco, e mais uma vez a sociedade emprega mais energia para identificar um culpado, quando deveria se unir em busca de uma saída definitiva para um mal que completa 300 anos de registro!



Segundo documentos do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, em setembro de 1711, a cidade do Rio de Janeiro experimentou o que seria o primeiro grande evento de inundação (com registro) da cidade, em sua história. Não foi diferente nos séculos seguintes, quando vários eventos foram observados no Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Uberaba, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e em outras tantas vilas Brasil afora.

As enchentes são “fenômenos naturais” que ocorrem quando a precipitação - em alguns períodos do ano - é elevada o bastante para fazer com que a vazão das águas seja muito superior à capacidade de escoamento. Em outras palavras, quando a chuva é intensa e/ou constante, a quantidade de água nos rios aumenta, transbordando para as margens dos rios (áreas de várzeas ou ruas e avenidas) provocando transtorno à sociedade.

Em uma cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro, uma precipitação superior a 50 ou 60 mm, em poucas horas, (segundo a Defesa Civil do Rio de Janeiro) já constitui um provável transtorno ao trânsito de veículos e pessoas nessas cidades. Portanto, não parece prudente culpar as “mudanças climáticas” ou “aquecimento global” pelos deslizamentos de encostas, grandes enchentes ou pelas mortes que a cada ano aumentam assustadoramente, porquanto estes desastres antecedem as “mudanças climáticas”.

As mudanças climáticas – ou aquecimento global, decorrentes da ação do homem, com origem na revolução industrial (Séc. XIX) e o no advento de automóveis e caminhões (Sec. XX) não estavam por aí em 1711, muito menos na primeira metade do Séc. XIX. Mas observe o gráfico da evolução da população do Brasil ao longo dos 3 últimos Séculos:

ANO
FONTE
POPULAÇÃO
1711
Celso Furtado – por Estimativa
300 mil
1800
Celso Furtado – por Estimativa
3.2 milhões
1872
1º Censo no Brasil
9.9 milhões
1900
Censo
17,4 milhões
2011
Censo
192 milhões



Diante do quadro acima, não podemos admitir que a atividade humana tenha contribuído para as catástrofes registradas ao longo dos Sécs. XVIII e XIX, ou seja, não se pode atribuir às ações do homem (atividade industrial, excesso de veículos, desmatamento sem controle, etc.) a responsabilidade pelos eventos a seguir:

Os dados abaixo estão disponíveis em alguns endereços eletrônicos como:






Set/1711 – “Grandes inundações são registradas no Rio de Janeiro”.

04/04/1756 – “Um grande temporal atingiu o Rio de Janeiro a partir das 13 horas. Foram 03 dias consecutivos de chuvas fortes que inundaram toda a cidade provocando desabamentos de casas fazendo inúmeras vítimas”.

10/02/1811 – “Outras inundações castigaram o Rio de Janeiro entre os dias 10 e 17 de fevereiro de 1811, o que ficou conhecida como “águas do monte”, em virtude da grande violência com que a enxurrada descia os morros da cidade. Fala-se em dezenas de vítimas e enormes prejuízos materiais. O Príncipe Regente determinou que as igrejas ficassem abertas para acolher os desabrigados”.

1822- “O governo provisório de São Paulo está muito preocupado com as recentes inundações do Rio Tamanduateí, o que atrapalha muito o comércio e o deslocamento de pessoas”. Documento da época... “todos padecem grandíssimos encommodos no tempo das águas por ficar o caminho intransitável”. Toda esta várzea tem ficado sempre no miserável estado de terem nella morrido animais empantanados á vista da cidade. (Registro Geral em 11.04.1822)

1823 – “A cidade de Porto Alegre (RS) teve a maior parte de suas plantações destruída pelo efeito das águas de enxurradas”.

1847- “Em 1847, outra enchente, também em setembro, castigaria a cidade de Porto Alegre. No ano seguinte, uma nova inundação. A enchente de julho inundou partes do Caminho Novo (hoje Voluntários da Pátria) A correnteza bloqueou ainda a recém construída ponte de acesso ao Menino Deus. Tais eventos se repetiram em 1873, 1879, 1885, 1897, obstruindo o serviço de bondes e deixando a Rua dos Andradas debaixo dágua, com o Guaíba sempre a mais de 3 metros acima da calha”.

1850 – “No dia 1º de janeiro de 1850, abateu-se sobre a capital paulista um intenso temporal, cuja lembrança manteve-se viva por longo tempo na memória paulistana. É fato que a cidadezinha daquele tempo estava habituada às enchentes de verão, que desde sempre alagavam as várzeas do Tietê e do Tamanduateí”. (Eudes Campos – historiador).

1863Se olharmos para a edificação [paulistana] alguma coisa há na realidade de novo, mais sólido e de melhor gosto, graças a inundação de 1850, que lançou por terra oitenta e tantas casas da antiga edificação de terra e bosta; mas isto é em relação aos particulares, porque no que diz respeito a obras públicas nada vemos por ahi que attraia a attenção.” (jornal “Doze de Maio”, edição de 08 de junho de 1863.)

Fragilidade, teimosia, incompetência e descaso com a lei.

Na verdade, o que se depreende do quadro acima, é que quanto mais a população ocupa, desordenamente, as áreas urbanas, sobretudo as encostas e aquelas áreas posicionadas no caminho das águas, aumentam as tragédias com perdas humanas e materiais.

O Brasil sempre experimentou trombas d’água, o que não se pode evitar. Mas, as tragédias, estas podem ser minimizadas com ações enérgicas de remoção e realocação de construções residenciais para fora das áreas de risco. Estamos lidando com problema de Política de Desenvolvimento Urbano e não de Aquecimento Global, o que, todavia, não pode ser relegado ao esquecimento, mas nem por isso culpado diretamente pelas tragédias pluviais urbanas.

O fenômeno climático (grande precipitação de chuva) está por aí desde sempre. O fato é que os cidadãos se põem de frente para as águas e sem a devida proteção contra tal fenômeno o que, invariavelmente, resulta em tragédia com mortos, desabrigados, crianças órfãs e sonhos desfeitos.

Antigamente, as margens dos rios faziam o controle natural da água em excesso. O solo contíguo a rios e lagos sempre esteve preparado para receber as inundações nas épocas de cheia, absorvendo a maior parte da água que transbordava dos leitos. Com a ocupação urbana, as vilas foram ficando mais densamente ocupadas e o solo, que antes absorvia a água, ficou impermeável pelo asfalto e pelo concreto. Galerias pluviais necessitam manutenção e redimensionamento quase que constantemente.

A ocupação desordenada de áreas urbanas; a construção de residências com pouca estrutura de sustentação nas encostas e a margem de córregos, rios e lagos; falta de política urbana que proteja as florestas municipais, somadas às grandes precipitações de chuva, que têm sido registradas desde 1711, formam a equação perfeita para sucessivas tragédias, que parecem não ter fim.

A ONU nos lembra que somos o segundo pior país em ações de redução de moradias em favelas, dentre 30 países estudados, entre 2000 e 2010. (Fonte – Conferência das Cidades – dez/2010).

No dia 10 de julho de 2011, o Estatuto da Cidade completará 10 anos. O instrumento regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, e ali consta tudo o que se deve respeitar para um convívio pacífico da sociedade com a natureza. É um dos tratados mútuos de não agressão a disposição da sociedade brasileira.

Se o homem honrar o que diz o Estatuto das Cidades, por exemplo, a natureza não mais lhe roubará a vida ou o patrimônio.

Wilson Santos de Andrade - Assessoria Técnica – CMMC – Em 03.02.2011

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

“Inúteu”, a gente somos “inúteu”. (Ultraje a Rigor)

... A gente não consegue tomar conta da gente ...


Autor: Wilson Santos de Andrade

Hoje é dia 12 de janeiro de 2012, e faz exatamente um ano que o Brasil, mais uma vez, chorou seus mortos em catástrofes de janeiro, essa que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro. Nos três municípios mais atingidos: Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, cerca de 1000 vidas ceifadas e outros milhares de sonhos interrompidos. Do rico ao pobre, como aqui viemos, daqui partimos. As enchentes não selecionaram entre o barraco ou a mansão.

Toxtodos estavam no caminho das águas. Terá sido irresponsabilidade, falta de fiscalização, infortúnio, uma simples fatalidade? Não importa. Como diz a música, “... a gente não sabemos tomar conta da gente...”. Até quando?

São quase 10 mil pessoas ainda morando em áreas de risco, em residências condenadas pela Engenharia da Defesa Civil. E o que mudou? Aonde foram parar as solidárias e polpudas coletas de contribuições por meio de inúmeras contas bancárias abertas para o socorro às vítimas? E o dinheiro carimbado do Governo? Só para Nova Friburgo foram alocados R$ 10 milhões. Isso há quase um ano! A população dos três municípios, um ano depois, reclama da falta de obras. Os telejornais inundam nossa casa com imagens devastadoras, de novo!

Das 3.500 casas prometidas pelo governo do Estado, nenhuma foi entregue, um ano depois, assim disse um morador de Friburgo. Explicação do Governo, “As empreiteiras contatadas para realizar as obras não se interessaram pela parceria”! Que mal agradecidas!

Os prefeitos de Nova Friburgo e de Teresópolis foram afastados por malversação de verbas! Verba para devolver a dignidade do cidadão que durante décadas consolidou o seu lar e, numa noite só, perdeu o lar e os parentes! A propósito, alguém foi preso?

Oops, foi mal tocar nesse tema! Vamos ao ponto principal...

O que mudou é que Minas Gerais foi a “bola da vez” em 2012. Parece que alguém lá em cima anda de olho nos governos que não aplicam verbas para deslocar moradores de áreas de risco, replantar as matas ciliares dos rios que cortam a Região Sudeste, cuidar de replantio de mata nativa na modalidade correta, a curva de nível, bem mais eficaz do que a geometricamente correta.

Diferentemente do ano passado, as previsões de Chuva para este 12 de janeiro foram mais amenas para a região Serrana do Rio o que, todavia, não afasta o mínimo perigo de novos deslizamentos de encostas. A razão é a seguinte: O maciço em volta dos três municípios fluminenses ainda está bastante saturado, ou seja, com a umidade retida no solo já no limite de segurança. Isto quer dizer que, bastam uns poucos milímetros de precipitação a mais para tudo vir a baixo de novo.

Aí meus amigos, teremos cerca de 3000 residências ainda na rota de deslizamentos, no meio da passagem da lama que descerá dos morros. É o que constata a própria Defesa Civil do RJ. Oxalá fique assim... Sem mais precipitações!

Quanto a Belo Horizonte, faz décadas que os terrenos baratos são adquiridos pelas Empreiteiras, isso mesmo - a preço bem abaixo do normal. São terrenos “irregulares” do ponto de vista geológico. Um verdadeiro plano inclinado. Aí, fazem uma contenção meia boca abaixo do nível da rua, fincam algumas poucas estacas e levantam cinco, seis, até oito andares nos prédios destinados à classe média, que acha estar fazendo um excelente negócio, principalmente com a vista que “ganham” dos fundos do apartamento. Até quando?

É natural que a vista seja deslumbrante. Afinal, dá para ver o belo horizonte da capital mineira, durante boa parte do ano... Foi esse o apelo de marketing da Incorporadora. O barato sai caro! A verdade é que o prédio foi erigido sobre uma pirambeira! Mas, quando a chuva vem com vontade, entre os meses de outubro e março, e isso já provado - há mais de três séculos?! “Bom, aí é sentar e chorar”, como diz uma belíssima e competente professora de Processo Civil, Dra. Patrícia Camargo.
É simplesmente lamentável que, diferentemente do Japão, que aprendeu e apreendeu como se vive com terremotos e tsunamis, o Brasil ainda não desenvolveu tecnologia adequada a enchentes de verão. Ainda não conseguiu formar fiscais de posturas que embarguem obras em área de riscos, não importando se é o barraquinho do Nhô Juca na encosta, ou daquela Empreiteira que não colabora com obras solidárias no RJ! É, aquela mesmo, que ganha horrores de grana com Grandes Obras!

Afinal, alguém vai preso? Não é o caso! Vejam a equação, ou receita, como quiserem: O produtor rural cava uma barragem em sua fazenda para armazenar a água da chuva. Isso sem o menor critério técnico, ou seja, sem pagar engenheiro ou geólogo. No ano anterior foi uma seca terrível e ele perdeu a criação e a colheita. Para facilitar o acesso ao rio que passa em sua propriedade ele destrói a mata ciliar, outro erro que a natureza não perdoa.

O Fiscal da prefeitura local, ou do IBAMA, quando existe, e quando aparece, chega prá varanda e pita um de palha com o compadre, e fica tudo bão, né memo? Quando vem a chuva em excesso, ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), La Niña, ou El Niño, a barragem transborda e se rompe, inunda toda uma região e o que é pior, quem reside à jusante dos rios vai ficar sem casa, ou sem vida. E assim, “La vie s’en va”! Desde quando eu assisto isso? Deixa prá lá!

Só sei que isso é matemática pura e aplicada! E nem precisa ser Babalorixá para prever o que vem por aí em 2013: Vamos lá, fazer um pequeno exercício... De novembro deste ano a fevereiro de 2013 teremos grandes enchentes na Região Sudeste. Várias casas devem desabar, provavelmente em Salvador, Belo Horizonte, Interior de São Paulo, na Região Serrana e Baixada Fluminenses... Várias pontes cairão em Minas, Espírito Santo e no Interior do Rio de Janeiro!

Ainda nesse período, prestem atenção e anotem, uma favela queimará na cidade de São Paulo. É sempre na mesma época... Alguém lucra muito com a remoção dos escombros, da comunidade e a limpeza de um terreno muito valioso para as empreiteiras. Uma escola de samba também vai perder grande parte do seu acervo para o próximo carnaval, quase em cima da hora, por conta de um incêndio ainda sem explicações, dirão os jornais. É só esperar e conferir.

Lá no Haiti, outro local atingido pelo fatídico “12 de janeiro”, esse de 2010, as reformas ainda não ocorreram após o terremoto mais devastador da história daquele país. O Palácio do Governo ainda está em ruínas e a população foge aos milhares, inclusive para o Brasil. Mas no Haiti falta tudo, aqui não!

Infelizmente, não dá para pedir a prisão da quadrilha: ZCAS, La Niña e El Niño

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Tempestade geomagnética do Sol atinge a Terra


Radiação começou a chegar à Terra uma hora após a erupção solar (Foto: Divulgação/NOAA)






















A tempestade geomagnética mais forte em mais de seis anos deve atingir a Terra na terça-feira, e pode afetar as rotas aéreas, redes de energia e satélites, disse o Centro de Previsão Meteorológica Espacial dos Estados Unidos.

A ejeção de massa coronal - uma grande parte da atmosfera do Sol - foi lançada em direção à Terra no domingo, conduzindo partículas solares energizadas a cerca de 2.000 quilômetros por segundo, cerca de cinco vezes mais rápido do que costumam viajar as partículas solares, disse Terry Onsager, do Centro.

"Quando nos atingir será como um grande aríete que empurra o campo magnético da Terra", disse Onsager, de Boulder, no Colorado. "Essa energia faz com que o campo magnético da Terra flutue".

Essa energia também pode interferir em comunicações de alta frequência de rádio, usadas pelas empresas aéreas para navegar próximo ao Polo Norte em voos entre a América do Norte, Europa e Ásia, portanto algumas rotas podem ser mudadas, disse Onsager.

Também pode afetar redes de energia e operações por satélite, disse o Centro em um comunicado. Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional podem ser aconselhados a buscar abrigo em partes específicas da aeronave para evitar uma dose solar reforçada de radiação, disse Onsager.

O Centro de Meteorologia Espacial disse que a intensidade da tempestade geomagnética seria provavelmente moderada ou forte, nos níveis dois e três de uma escala de cinco níveis, sendo o cinco o mais extremo.
Fonte: 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Chevron suspensa pela ANP em todo Brasil



Vista aérea da área afetada pelo vazamento da Chevron no Campo de Frade, Bacia de Campos (RJ)


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou nesta quarta-feira (23) a suspensão das atividades de perfuração da Chevron no Campo de Frade, “até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área”

Segundo nota da ANP, a deliberação suspende toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil no território nacional.

A agência também rejeitou pedido da concessionária para perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal. A ANP entende que “a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade”.

Ainda segundo a ANP, a decisão “se baseou nas análises e observações técnicas da agência, que evidenciam negligência, por parte da concessionária na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono, além de falta de maior atenção às melhores práticas da indústria”.

Fonte:Agencia Brasil




terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aquecimento do Planeta, um longo debate




Matéria escrita em 03/03/2008
Com uma plástica impecável e a história bem contada sobre os 30 anos de ativismo ambiental do ex-vice-presidente americano Al Gore, o filme Uma Verdade Inconveniente, vencedor do Oscar no ano passado, promoveu um feito: popularizou a questão do aquecimento global nos quatro cantos da Terra. Mas será o homem o responsável por uma emergência planetária iminente, resultado da emissão de CO2, como propagou Gore, a ponto de causar inundações bíblicas e a varrição de cidades inteiras por furacões furiosos? Um grupo de cientistas dissidentes, os céticos, acha que não – e eles resolveram sair a público para contar outra versão da história.
Até então restritos a aparições pontuais e polêmicas, os céticos não são mais tão poucos – formaram um grupo coeso e estão dispostos a comprar briga com ambientalistas radicais. Prova disso é o evento que começa hoje, em Nova York. Mais de seis dezenas de dissidentes, muitos dos quais notáveis, de instituições de renome, irão reunir-se em uma conferência internacional cuja tema principal é Aquecimento Global: Crise ou Fraude? Desde que o aumento das temperaturas tomou as manchetes, nunca tantos cientistas com idéias contrárias ao IPCC, o painel climático da ONU que ganhou junto com Al Gore o Prêmio Nobel da Paz no ano passado, reuniram-se para debater o tema.
A idéia, de acordo com os organizadores, é expor estudos que desmentem a “tese apocalíptica”, mostrar a seriedade da corrente cética e achar soluções plausíveis para o problema do aquecimento. “Discutir a responsabilidade total ou parcial do homem, e os caminhos a seguir caso nossa presença na Terra estiver interferindo no clima, é muito relevante, pois implica em uma mudança radical de vida para todos os habitantes do globo. O unilateralismo só prejudica”, diz James Taylor, coordenador do evento.
Vistos como os meninos maus do ambientalismo, os céticos são acusados de ligações com a indústria do petróleo, de quem ganhariam gordas mesadas para passar ao mundo a mensagem de que o aquecimento é uma falácia. Eles juram que não beneficiam ninguém. “Mesmo se diminuíssemos drasticamente a emissão de CO2, não atingiríamos as metas de Kyoto. É um fato”, diz Patrick Michaels, da Universidade da Virgínia. “É importante diminuir a emissão de CO2 para melhorar os problemas ambientais imediatos das metrópoles, não para tentar salvar o mundo de um suposto colapso”, diz o dinamarquês Bjorn Lomborg, no livro O Ambientalista Cético.
O futuro do planeta, como aceitamos hoje, vem sendo traçado pelo IPCC desde 1998. O painel reúne uma elite de 2.500 dos principais pesquisadores de mudanças climáticas da atualidade e tem a missão de atualizar as informações sobre o clima. De acordo com o painel, o aumento da temperatura em até 6,8°C até o fim deste século acarretará uma série de catástrofes naturais, como aumento do nível dos mares e disseminação de doenças tropicais.
Os céticos não negam a existência de um aquecimento em curso no planeta – quase todos os cientistas atualmente concordam que as temperaturas na Terra aumentaram 1°C no século passado – nem contestam o efeito estufa. Eles partem do princípio de que o clima está mais quente não por causa do homem, mas devido a um ciclo natural de aquecimento e resfriamento do globo. Esse ciclo obedeceria a forças mais poderosas do que a presença de mais CO2 na atmosfera, como a influência do Sol na Terra. Em um estudo recente, o geólogo Don Easterbrook, da Universidade de Western Washington, mostrou que nos últimos 15 mil anos houve dez períodos de aquecimento mais intensos do que o atual – e esses períodos se alinham com o aumento da intensidade da radiação solar.
A radiação solar, o magnetismo do núcleo da Terra e a órbita do planeta, argumentam os céticos, determinaram o clima por milhões de anos. “O aquecimento é resultado de muitos fatores. A emissão de gases é um deles, mas está longe de ser o mais relevante”, diz Richard Lindzen, do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT). “O homem pode alterar o clima, mas é muita ignorância e presunção supor que sua ação tem mais impacto do que as atividades no núcleo terrestre, por exemplo. Isso moveu placas tectônicas, empurrou os Andes e o Tibete.”
Para o grupo, as catástrofes anunciadas pelo IPCC não passam de alarmismo. “Caminhamos para uma era glacial, mas, pelo amor de Deus, não precisamos prender a respiração por isso”, diz Michaels, da Virgínia. Para os céticos, as medições de computador que projetam tais hecatombes são falhas e excluem muitas variáveis climáticas. O filme de Al Gore, alardeiam os céticos, estimou o aumento dos mares em 2.000%.
Mas, afinal, em quem acreditar? O mundo vai acabar em dez anos se não evitarmos as emissões de CO2, como diz Al Gore? Ou é tudo uma jogada de marketing, como dizem os céticos? “O que propicia essa discussão sem fim sobre o aquecimento global e suas conseqüências é a própria natureza do clima”, diz Lindzen, do MIT. “O sistema climático é complicadíssimo – e mecanismos fundamentais ainda são desconhecidos”, escreveu o dinamarquês Lomborg.

Fonte: Gabriela Carelli / O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ministra do Meio Ambiente Izabella diz que Atitude da Chevron é inaceitável



A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que, para o governo brasileiro, é "inaceitável" o fato de não ter recebido informações adequadas da empresa Chevron sobre o vazamento de petróleo no norte do Rio de Janeiro. Foi com essa frase que a ministra encerrou hoje a entrevista no Palácio do Planalto deixando claro que o governo será bastante rígido com as apurações e possíveis sanções à empresa.

A ministra enfatizou que a ideia do governo é que seus órgãos atuem de forma bastante sincronizada para evitar possíveis questionamentos judiciais pela Chevron. Durante a entrevista, a diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Magda Chambriard criticou que o equipamento que permitiria a cimentação da área atingida pelo vazamento não estava no Brasil, e a empresa não apresentou essa informação à ANP, prometendo colocar em prática a operação de reparo, quando não havia condições para isso. Ela relatou que até agora apenas uma camada de cimento foi feita e o segundo tampão nem teve início. A ideia da ANP é avançar nos trabalhos de hoje para amanhã, dando continuidade aos tampões subsequentes que permitirão o abandono do poço.

Chambriard reclamou do tratamento dado pela Chevron ao governo brasileiro e à ANP, considerado por ela como "inaceitável". Segundo ela, a empresa editou imagens que obrigatoriamente deveriam ter sido fornecidas aos órgãos de controle do governo.

Fonte:Agência Estado

Calotas do Artico se recongelam - Aquecimento Global é uma Farsa







Este ano, o recongelamento do gelo marinho do Ártico começou antes que outros anos. Você não vai ler essa notícia em nenhum jornal, revista ou periódico, mas veja o gráfico a seguir:


Em 9 de setembro chegou-se ao mínimo anual de sua extensão (4.526.875 km²). Desde esse dia, faz cada vez mais frio, há cada vez mais gelo, está cada vez mais escuro.
No próximo verão no hemisfério norte, escreverão outra vez que o Ártico está descongelando…

Ref.: Sea Ice Extent Banquisa en el Ártico

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte.
 
Fonte: Blog A grande farsa do Aquecimento Global
 
 

Nevasca fora de época - Onde está o Aquecimento Global ?





Uma nevasca pior que Irene

Os furacões costumam ganhar nomes e alguns acabam ficando famosos. Sem provas e sem razão, são relacionados com o aquecimento global. Este verão (no hemisfério norte) foi o ano de Irene. O prefeito de Nova York fechou a cidade com alertas vermelhos e estrondos de sirenes. As ondas iriam inundar Manhattan. Mas Irene passou e não aconteceu quase nada. Bem, sim, cem árvores caíram no Central Park por causa da ventania.
Agora, no domingo passado, por uma nevasca anônima, que não merece nem nome, caíram mil árvores. Foi a nevasca que chegou mais cedo desde que se tem dados meteorológicos em Nova York. As árvores caducifólias ainda tinham muitas folhas em seus ramos neste domingo, e o peso da neve acumulada nas folhas e ramos as derrubou. Por culpa do aquecimento global…

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Ref.: In Central Park, storm may claim 1,000 trees – NYTimes.com
  
                  O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte

Fonte:  Blog A grande farsa do Aquecimento Global

















Países ricos dão mais espaco na imprensa aos que não acreditam no aquecimento global








Uma pesquisa da Universidade de Oxford revelou que os grandes jornais das nações emergentes não costumam trazer o mesmo número de reportagens contrariando o aquecimento global que é encontrado nos países mais ricos. Uma das razões para isso seria que os veículos de comunicação brasileiros, indianos e chineses são menos sujeitos à influencia de lobbies da indústria dos combustíveis fósseis.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisa “Poles Apart – The international reporting of climate scepticism” (algo como, Polos de distância – A cobertura internacional do ceticismo climático) avaliou mais de três mil artigos de dois jornais em seis países: Brasil, China, França, Índia, Reino Unido e Estados Unidos. Os dois jornais brasileiros escolhidos foram a Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo.

O período de análise, entre 2009 e 2010, incluiu a Conferência do Clima de Copenhague (COP15) e o caso do Climategate, quando cientistas da Universidade de East Anglia foram acusados de manipular dados para comprovar o aquecimento global.
Mesmo nesse período conturbado, os jornais das nações emergentes apresentaram apenas três editorias com o ponto de vista dos céticos, enquanto somente o Wall Street Journal publicou 12.

Outra explicação para a brutal diferença seria que os governos dos países em desenvolvimento reconhecem as mudanças climáticas como uma ameaça real e já vêm negociando há anos maneiras de combatê-las.

“Na China, por exemplo, o governo tem uma posição muito clara de que o aquecimento global já está acontecendo. Assim, as discussões, inclusive na imprensa, tendem a ser sobre que políticas devem ser implementadas e não sobre se o fenômeno é real ou não”, explicou Rebecca Nadin, que contribuiu com a parte da China na pesquisa e é diretora do Conselho Britânico para o Clima e Sustentabilidade. 

Fonte: Carbono/Brasil

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Suíços querem utilizar laser para criar chuva



Tech Tudo – Darlinton Carvalho
Suíços querem utilizar laser para criar chuva



 

Parece uma ideia de ficção científica, mas cientistas da Universidade de Genebra (Suíça) estão atirando raio laser no céu para fazer chover. A técnica, chamada condensação de água assistida por laser, utilizar raios laser para criar gotas de água no ar, permitindo assim que a humanidade, pela primeira vez na história, determine onde e quando irá chover.


A equipe atirou lasers por 133 horas com o objetivo de induzir a formação de partículas de ácido nítrico no ar a partir dos pulsos.

Os cientistas acreditam que esta técnica pode resolver problemas como seca e, consequentemente, a fome, além de vários outros tipos de catástrofes causadas por mudanças climáticas. A equipe de pesquisadores demonstrou a técnica em um campo de teste depois de preparar o laboratório móvel de laser perto do Lago Genebra. Os cientistas atiraram lasers por 133 horas com o objetivo de induzir a formação de partículas de ácido nítrico no ar a partir dos pulsos.

Essas partículas prendem-se a moléculas de água e transformam-se em gotas. O aumento no tamanho das gotas inviabiliza sua evaporação - e elas continuam crescendo alguns milésimos de milímetro em diâmetro. Mesmo assim, ao final do experimento essas gotas ainda eram muito pequenas para causar uma chuva, mas isto provou que a tecnologia tem seu mérito em transformar a atmosfera.

“Nós não geramos gotas de chuva ainda, elas são muito pequenas e muito leves para cair como chuva. Para obter chuva, precisamos de partículas centenas de vezes maiores, então elas tornam-se pesadas o suficiente para cair”, disse Jérôme Kasparian, físico da Universidade de Genebra, em um artigo para a revista Nature Communications.

Por enquanto, a equipe do laser Teramobile só consegue emitir raios de luz a curta distância. O alcance de áreas mais distantes na atmosfera, onde a água normalmente condensa, precisa ser realizado para que a chuva seja criada sobre grandes áreas. Quando esse dia vier, em teoria, a equipe poderá criar chuva.

Ao invés de criar chuva, os lasers poderiam criar tantas gotas pequenas no ar que nenhuma iria crescer grande o suficiente para cair. “Talvez um dia isso possa ser um modo de atenuar as monções ou reduzir alagamentos em certas áreas”, disse Kasparian. Embora seja preciso considerar sua utilização com parcimônia para não criar problemas maiores no desarranjo do equilíbrio climático do planeta.

Fonte: Wilson S. Andrade - Assessoria Técnica - CMMC - Senado Federal