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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Primavera gelada em Paris. Cadê o aquecimento global ?

Paris registra noite de maio mais fria desde 1887


Parienses enfrentam frio e chuva em frente à Torre EiffelParis, 24 mai (EFE).- Os serviços meteorológicos franceses registraram esta madrugada uma temperatura mínima em Paris de 3,7 graus centígrados, o que transformou a noite passada na mais fria na capital francesa em um mês de maio desde 1887.
Nos últimos dez dias, as temperaturas máxima médias em Paris e no norte da França ficaram entre nove e dez graus centígrados.
A previsão da Météo France para Paris nos próximos dias prevê uma leve alta nas temperaturas, passando da mínima de quatro graus para seis amanhã, sete no domingo e oito na próxima segunda-feira.
A última estimativa da Météo France prevê dez graus de mínima no dia 1º de junho, a apenas três semanas de começar oficialmente o verão. EFE

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Aquecimento Global já matou mais de 600 pessoas de frio na Europa












Por Jeferson da Silva Figueiredo

Aonde está o Aquecimento Global ?

Uma onda de frio que ainda não tem data para terminar, está castigando vários países da Europa.

Mais de 600 pessoas já morreram por causa do frio, e países como Ucrânia, Russia, Japão, França, Itália, Sérvia, Áustria, Croácia, Lituânia, Letônia, Estônia, República Tcheca, Hungria, Polônia, Bulgária, Grécia, Montenegro, Albânia, enfrentam o caos com lagos e rios congelados, prejudicando as ativiades comerciais de navegação naquele continente.

Os defensores do tal Aquecimento Global estão mudos e nada se fala sobre a intensidade do frio glacial com temperaturas baixissimas, como não se vê há décadas.

Precisam ler Habibullo Abdussamatov.

Porque a mídia que faz campanha pelo aquecimento global, com manchetes em todos confins da terra, afirmando que o homem é responsável pelo efeito do aquecimento do planeta, não se manifesta  neste momento ?

As previsões catastróficas sobre como o aumento da temperatura provocada pelo homem ameaça a vida do planeta e o embate entre países pobres e ricos são temas do debate.

Em 2009 hakers divulgaram emails trocados entre cientistas da Universidade East Anglia na Inglaterra que manipularam dados dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre mudanças Climáticas( IPCC) da Onu.

A manipulação desses dados pelos cientistas tinham como meta, aumentar os índícios do aquecimento global para impedir o avanço das pesquisas de outros cientistas contrários ao fundamento.

Interesses financeiros milionários estão por trás dessa campanha que um dia cairá totalmente água abaixo, como caiu um dia a teoria de que a terra era quadrada.

Nicolau Copérnico afirmou que a terra era redonda, foi condenado pela igreja católica e morreu queimado na fogueira pela santa inquisição, em 1543.

Espero que não demore tanto para a fraude do aquecimento global ser totalmente desmascarada.

Aquecimento global ? Fique frio!!!

Jeferson Figueiredo é Músico, Bacharel em Direito e estudou na universidade de Samara na Rússia.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A TRAGÉDIA COMPLETA 300 ANOS




Por Wilson Santos de Andrade

Mais um janeiro negro para os moradores das áreas consideradas de risco, e mais uma vez a sociedade emprega mais energia para identificar um culpado, quando deveria se unir em busca de uma saída definitiva para um mal que completa 300 anos de registro!



Segundo documentos do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, em setembro de 1711, a cidade do Rio de Janeiro experimentou o que seria o primeiro grande evento de inundação (com registro) da cidade, em sua história. Não foi diferente nos séculos seguintes, quando vários eventos foram observados no Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Uberaba, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e em outras tantas vilas Brasil afora.

As enchentes são “fenômenos naturais” que ocorrem quando a precipitação - em alguns períodos do ano - é elevada o bastante para fazer com que a vazão das águas seja muito superior à capacidade de escoamento. Em outras palavras, quando a chuva é intensa e/ou constante, a quantidade de água nos rios aumenta, transbordando para as margens dos rios (áreas de várzeas ou ruas e avenidas) provocando transtorno à sociedade.

Em uma cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro, uma precipitação superior a 50 ou 60 mm, em poucas horas, (segundo a Defesa Civil do Rio de Janeiro) já constitui um provável transtorno ao trânsito de veículos e pessoas nessas cidades. Portanto, não parece prudente culpar as “mudanças climáticas” ou “aquecimento global” pelos deslizamentos de encostas, grandes enchentes ou pelas mortes que a cada ano aumentam assustadoramente, porquanto estes desastres antecedem as “mudanças climáticas”.

As mudanças climáticas – ou aquecimento global, decorrentes da ação do homem, com origem na revolução industrial (Séc. XIX) e o no advento de automóveis e caminhões (Sec. XX) não estavam por aí em 1711, muito menos na primeira metade do Séc. XIX. Mas observe o gráfico da evolução da população do Brasil ao longo dos 3 últimos Séculos:

ANO
FONTE
POPULAÇÃO
1711
Celso Furtado – por Estimativa
300 mil
1800
Celso Furtado – por Estimativa
3.2 milhões
1872
1º Censo no Brasil
9.9 milhões
1900
Censo
17,4 milhões
2011
Censo
192 milhões



Diante do quadro acima, não podemos admitir que a atividade humana tenha contribuído para as catástrofes registradas ao longo dos Sécs. XVIII e XIX, ou seja, não se pode atribuir às ações do homem (atividade industrial, excesso de veículos, desmatamento sem controle, etc.) a responsabilidade pelos eventos a seguir:

Os dados abaixo estão disponíveis em alguns endereços eletrônicos como:






Set/1711 – “Grandes inundações são registradas no Rio de Janeiro”.

04/04/1756 – “Um grande temporal atingiu o Rio de Janeiro a partir das 13 horas. Foram 03 dias consecutivos de chuvas fortes que inundaram toda a cidade provocando desabamentos de casas fazendo inúmeras vítimas”.

10/02/1811 – “Outras inundações castigaram o Rio de Janeiro entre os dias 10 e 17 de fevereiro de 1811, o que ficou conhecida como “águas do monte”, em virtude da grande violência com que a enxurrada descia os morros da cidade. Fala-se em dezenas de vítimas e enormes prejuízos materiais. O Príncipe Regente determinou que as igrejas ficassem abertas para acolher os desabrigados”.

1822- “O governo provisório de São Paulo está muito preocupado com as recentes inundações do Rio Tamanduateí, o que atrapalha muito o comércio e o deslocamento de pessoas”. Documento da época... “todos padecem grandíssimos encommodos no tempo das águas por ficar o caminho intransitável”. Toda esta várzea tem ficado sempre no miserável estado de terem nella morrido animais empantanados á vista da cidade. (Registro Geral em 11.04.1822)

1823 – “A cidade de Porto Alegre (RS) teve a maior parte de suas plantações destruída pelo efeito das águas de enxurradas”.

1847- “Em 1847, outra enchente, também em setembro, castigaria a cidade de Porto Alegre. No ano seguinte, uma nova inundação. A enchente de julho inundou partes do Caminho Novo (hoje Voluntários da Pátria) A correnteza bloqueou ainda a recém construída ponte de acesso ao Menino Deus. Tais eventos se repetiram em 1873, 1879, 1885, 1897, obstruindo o serviço de bondes e deixando a Rua dos Andradas debaixo dágua, com o Guaíba sempre a mais de 3 metros acima da calha”.

1850 – “No dia 1º de janeiro de 1850, abateu-se sobre a capital paulista um intenso temporal, cuja lembrança manteve-se viva por longo tempo na memória paulistana. É fato que a cidadezinha daquele tempo estava habituada às enchentes de verão, que desde sempre alagavam as várzeas do Tietê e do Tamanduateí”. (Eudes Campos – historiador).

1863Se olharmos para a edificação [paulistana] alguma coisa há na realidade de novo, mais sólido e de melhor gosto, graças a inundação de 1850, que lançou por terra oitenta e tantas casas da antiga edificação de terra e bosta; mas isto é em relação aos particulares, porque no que diz respeito a obras públicas nada vemos por ahi que attraia a attenção.” (jornal “Doze de Maio”, edição de 08 de junho de 1863.)

Fragilidade, teimosia, incompetência e descaso com a lei.

Na verdade, o que se depreende do quadro acima, é que quanto mais a população ocupa, desordenamente, as áreas urbanas, sobretudo as encostas e aquelas áreas posicionadas no caminho das águas, aumentam as tragédias com perdas humanas e materiais.

O Brasil sempre experimentou trombas d’água, o que não se pode evitar. Mas, as tragédias, estas podem ser minimizadas com ações enérgicas de remoção e realocação de construções residenciais para fora das áreas de risco. Estamos lidando com problema de Política de Desenvolvimento Urbano e não de Aquecimento Global, o que, todavia, não pode ser relegado ao esquecimento, mas nem por isso culpado diretamente pelas tragédias pluviais urbanas.

O fenômeno climático (grande precipitação de chuva) está por aí desde sempre. O fato é que os cidadãos se põem de frente para as águas e sem a devida proteção contra tal fenômeno o que, invariavelmente, resulta em tragédia com mortos, desabrigados, crianças órfãs e sonhos desfeitos.

Antigamente, as margens dos rios faziam o controle natural da água em excesso. O solo contíguo a rios e lagos sempre esteve preparado para receber as inundações nas épocas de cheia, absorvendo a maior parte da água que transbordava dos leitos. Com a ocupação urbana, as vilas foram ficando mais densamente ocupadas e o solo, que antes absorvia a água, ficou impermeável pelo asfalto e pelo concreto. Galerias pluviais necessitam manutenção e redimensionamento quase que constantemente.

A ocupação desordenada de áreas urbanas; a construção de residências com pouca estrutura de sustentação nas encostas e a margem de córregos, rios e lagos; falta de política urbana que proteja as florestas municipais, somadas às grandes precipitações de chuva, que têm sido registradas desde 1711, formam a equação perfeita para sucessivas tragédias, que parecem não ter fim.

A ONU nos lembra que somos o segundo pior país em ações de redução de moradias em favelas, dentre 30 países estudados, entre 2000 e 2010. (Fonte – Conferência das Cidades – dez/2010).

No dia 10 de julho de 2011, o Estatuto da Cidade completará 10 anos. O instrumento regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, e ali consta tudo o que se deve respeitar para um convívio pacífico da sociedade com a natureza. É um dos tratados mútuos de não agressão a disposição da sociedade brasileira.

Se o homem honrar o que diz o Estatuto das Cidades, por exemplo, a natureza não mais lhe roubará a vida ou o patrimônio.

Wilson Santos de Andrade - Assessoria Técnica – CMMC – Em 03.02.2011

França também é atingida por frio na Europa

Paris - A onda de frio que atingiu a França deixou sem energia elétrica mais de 30 mil casas no sul do país e acumulou uma camada de 20 centímetros de neve na ilha de Córsega.

Nesse local, 14 mil casas ficaram sem luz na terça-feira à noite, das quais 9,5 mil continuam sem energia e os serviços meteorológicos alertaram os motoristas sobre a situação.

Além da Córsega, foram afetados os departamentos de Var, no sul do país, onde outras 17 mil casas ficaram sem energia elétrica, e do Marne, no norte.

Nos Alpes-Maritimes, departamento que faz fronteira com o Principado de Mônaco, onde fica a cidade de Cannes, outros 1,5 mil imóveis ficaram sem luz.

As autoridades avisaram a população pela imprensa que ainda podem ser encontrados postes elétricos derrubados e que é perigoso se aproximar dos mesmos.

As nevascas e as geadas causaram a proibição da circulação de caminhões de mais de 7,5 toneladas nas estradas dos seis departamentos de Provence-Alpes-Côte d'Azur, no sul e leste do país, e chegou inclusive a interditar a rodovia A8 no quilômetro 108, na altura de Vidauban, em Var.

A neve, que no sul da França acumulou uma espessura entre 10 e 15 centímetros nesta manhã, chegou aos 40 centímetros em Hautes Alpes, onde existe risco de avalanche, de acordo com a agência de meteorologia Météo France.

Em Paris, onde os termômetros marcaram temperaturas abaixo de zero, o frio levou os sem-teto a procurarem abrigo nas 8 mil praças de hospedagem que a cidade disponibiliza para eles. Os serviços meteorológicos esperam nova onda de frio a partir de quinta-feira

Grécia prepara-se para a onda de frio

Atenas - A prefeitura de Atenas decidiu abrir um centro esportivo e três culturais municipais para abrigar os sem-tetos devido à onda de frio que atinge a região e causou nesta quarta uma incomum nevasca na capital grega.

Em Salônica, a prefeitura disponibilizou dois centros de atenção aos idosos para os moradores de rua, além de uma escola.

Devido à crise econômica que assola o país e ao aumento do desemprego, o número de sem-teto subiu 25% no ano passado e já são mais de 20 mil os indigentes em toda a Grécia.

Nos últimos meses, ocorreram diversas mortes de moradores de rua, o que levou as autoridades a adotarem medidas. A partir desta quarta, funcionários municipais e voluntários de ONGs percorrerão as ruas de Atenas distribuindo cobertores aos que não quiserem ir para os centros municipais de acolhida.
As temperaturas chegaram a quase zero grau na capital do país nesta quarta, enquanto no norte os termômetros marcaram mínimas de 15 graus negativos em Kaimaktsalan e Evros.

A imprensa grega informou sobre a morte de duas pessoas, apesar de até o momento não haver confirmação oficial.

Em várias regiões do norte do país, atingidas pelas nevascas, o Ministério da Educação ordenou o fechamento das escolas até o fim das tempestades. No entanto, as principais rodovias e estradas gregas não foram muito afetadas e o funcionamento do trânsito é normal.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

“Inúteu”, a gente somos “inúteu”. (Ultraje a Rigor)

... A gente não consegue tomar conta da gente ...


Autor: Wilson Santos de Andrade

Hoje é dia 12 de janeiro de 2012, e faz exatamente um ano que o Brasil, mais uma vez, chorou seus mortos em catástrofes de janeiro, essa que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro. Nos três municípios mais atingidos: Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, cerca de 1000 vidas ceifadas e outros milhares de sonhos interrompidos. Do rico ao pobre, como aqui viemos, daqui partimos. As enchentes não selecionaram entre o barraco ou a mansão.

Toxtodos estavam no caminho das águas. Terá sido irresponsabilidade, falta de fiscalização, infortúnio, uma simples fatalidade? Não importa. Como diz a música, “... a gente não sabemos tomar conta da gente...”. Até quando?

São quase 10 mil pessoas ainda morando em áreas de risco, em residências condenadas pela Engenharia da Defesa Civil. E o que mudou? Aonde foram parar as solidárias e polpudas coletas de contribuições por meio de inúmeras contas bancárias abertas para o socorro às vítimas? E o dinheiro carimbado do Governo? Só para Nova Friburgo foram alocados R$ 10 milhões. Isso há quase um ano! A população dos três municípios, um ano depois, reclama da falta de obras. Os telejornais inundam nossa casa com imagens devastadoras, de novo!

Das 3.500 casas prometidas pelo governo do Estado, nenhuma foi entregue, um ano depois, assim disse um morador de Friburgo. Explicação do Governo, “As empreiteiras contatadas para realizar as obras não se interessaram pela parceria”! Que mal agradecidas!

Os prefeitos de Nova Friburgo e de Teresópolis foram afastados por malversação de verbas! Verba para devolver a dignidade do cidadão que durante décadas consolidou o seu lar e, numa noite só, perdeu o lar e os parentes! A propósito, alguém foi preso?

Oops, foi mal tocar nesse tema! Vamos ao ponto principal...

O que mudou é que Minas Gerais foi a “bola da vez” em 2012. Parece que alguém lá em cima anda de olho nos governos que não aplicam verbas para deslocar moradores de áreas de risco, replantar as matas ciliares dos rios que cortam a Região Sudeste, cuidar de replantio de mata nativa na modalidade correta, a curva de nível, bem mais eficaz do que a geometricamente correta.

Diferentemente do ano passado, as previsões de Chuva para este 12 de janeiro foram mais amenas para a região Serrana do Rio o que, todavia, não afasta o mínimo perigo de novos deslizamentos de encostas. A razão é a seguinte: O maciço em volta dos três municípios fluminenses ainda está bastante saturado, ou seja, com a umidade retida no solo já no limite de segurança. Isto quer dizer que, bastam uns poucos milímetros de precipitação a mais para tudo vir a baixo de novo.

Aí meus amigos, teremos cerca de 3000 residências ainda na rota de deslizamentos, no meio da passagem da lama que descerá dos morros. É o que constata a própria Defesa Civil do RJ. Oxalá fique assim... Sem mais precipitações!

Quanto a Belo Horizonte, faz décadas que os terrenos baratos são adquiridos pelas Empreiteiras, isso mesmo - a preço bem abaixo do normal. São terrenos “irregulares” do ponto de vista geológico. Um verdadeiro plano inclinado. Aí, fazem uma contenção meia boca abaixo do nível da rua, fincam algumas poucas estacas e levantam cinco, seis, até oito andares nos prédios destinados à classe média, que acha estar fazendo um excelente negócio, principalmente com a vista que “ganham” dos fundos do apartamento. Até quando?

É natural que a vista seja deslumbrante. Afinal, dá para ver o belo horizonte da capital mineira, durante boa parte do ano... Foi esse o apelo de marketing da Incorporadora. O barato sai caro! A verdade é que o prédio foi erigido sobre uma pirambeira! Mas, quando a chuva vem com vontade, entre os meses de outubro e março, e isso já provado - há mais de três séculos?! “Bom, aí é sentar e chorar”, como diz uma belíssima e competente professora de Processo Civil, Dra. Patrícia Camargo.
É simplesmente lamentável que, diferentemente do Japão, que aprendeu e apreendeu como se vive com terremotos e tsunamis, o Brasil ainda não desenvolveu tecnologia adequada a enchentes de verão. Ainda não conseguiu formar fiscais de posturas que embarguem obras em área de riscos, não importando se é o barraquinho do Nhô Juca na encosta, ou daquela Empreiteira que não colabora com obras solidárias no RJ! É, aquela mesmo, que ganha horrores de grana com Grandes Obras!

Afinal, alguém vai preso? Não é o caso! Vejam a equação, ou receita, como quiserem: O produtor rural cava uma barragem em sua fazenda para armazenar a água da chuva. Isso sem o menor critério técnico, ou seja, sem pagar engenheiro ou geólogo. No ano anterior foi uma seca terrível e ele perdeu a criação e a colheita. Para facilitar o acesso ao rio que passa em sua propriedade ele destrói a mata ciliar, outro erro que a natureza não perdoa.

O Fiscal da prefeitura local, ou do IBAMA, quando existe, e quando aparece, chega prá varanda e pita um de palha com o compadre, e fica tudo bão, né memo? Quando vem a chuva em excesso, ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), La Niña, ou El Niño, a barragem transborda e se rompe, inunda toda uma região e o que é pior, quem reside à jusante dos rios vai ficar sem casa, ou sem vida. E assim, “La vie s’en va”! Desde quando eu assisto isso? Deixa prá lá!

Só sei que isso é matemática pura e aplicada! E nem precisa ser Babalorixá para prever o que vem por aí em 2013: Vamos lá, fazer um pequeno exercício... De novembro deste ano a fevereiro de 2013 teremos grandes enchentes na Região Sudeste. Várias casas devem desabar, provavelmente em Salvador, Belo Horizonte, Interior de São Paulo, na Região Serrana e Baixada Fluminenses... Várias pontes cairão em Minas, Espírito Santo e no Interior do Rio de Janeiro!

Ainda nesse período, prestem atenção e anotem, uma favela queimará na cidade de São Paulo. É sempre na mesma época... Alguém lucra muito com a remoção dos escombros, da comunidade e a limpeza de um terreno muito valioso para as empreiteiras. Uma escola de samba também vai perder grande parte do seu acervo para o próximo carnaval, quase em cima da hora, por conta de um incêndio ainda sem explicações, dirão os jornais. É só esperar e conferir.

Lá no Haiti, outro local atingido pelo fatídico “12 de janeiro”, esse de 2010, as reformas ainda não ocorreram após o terremoto mais devastador da história daquele país. O Palácio do Governo ainda está em ruínas e a população foge aos milhares, inclusive para o Brasil. Mas no Haiti falta tudo, aqui não!

Infelizmente, não dá para pedir a prisão da quadrilha: ZCAS, La Niña e El Niño

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Calotas do Artico se recongelam - Aquecimento Global é uma Farsa







Este ano, o recongelamento do gelo marinho do Ártico começou antes que outros anos. Você não vai ler essa notícia em nenhum jornal, revista ou periódico, mas veja o gráfico a seguir:


Em 9 de setembro chegou-se ao mínimo anual de sua extensão (4.526.875 km²). Desde esse dia, faz cada vez mais frio, há cada vez mais gelo, está cada vez mais escuro.
No próximo verão no hemisfério norte, escreverão outra vez que o Ártico está descongelando…

Ref.: Sea Ice Extent Banquisa en el Ártico

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte.
 
Fonte: Blog A grande farsa do Aquecimento Global
 
 

Nevasca fora de época - Onde está o Aquecimento Global ?





Uma nevasca pior que Irene

Os furacões costumam ganhar nomes e alguns acabam ficando famosos. Sem provas e sem razão, são relacionados com o aquecimento global. Este verão (no hemisfério norte) foi o ano de Irene. O prefeito de Nova York fechou a cidade com alertas vermelhos e estrondos de sirenes. As ondas iriam inundar Manhattan. Mas Irene passou e não aconteceu quase nada. Bem, sim, cem árvores caíram no Central Park por causa da ventania.
Agora, no domingo passado, por uma nevasca anônima, que não merece nem nome, caíram mil árvores. Foi a nevasca que chegou mais cedo desde que se tem dados meteorológicos em Nova York. As árvores caducifólias ainda tinham muitas folhas em seus ramos neste domingo, e o peso da neve acumulada nas folhas e ramos as derrubou. Por culpa do aquecimento global…

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Ref.: In Central Park, storm may claim 1,000 trees – NYTimes.com
  
                  O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte

Fonte:  Blog A grande farsa do Aquecimento Global

















Países ricos dão mais espaco na imprensa aos que não acreditam no aquecimento global








Uma pesquisa da Universidade de Oxford revelou que os grandes jornais das nações emergentes não costumam trazer o mesmo número de reportagens contrariando o aquecimento global que é encontrado nos países mais ricos. Uma das razões para isso seria que os veículos de comunicação brasileiros, indianos e chineses são menos sujeitos à influencia de lobbies da indústria dos combustíveis fósseis.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisa “Poles Apart – The international reporting of climate scepticism” (algo como, Polos de distância – A cobertura internacional do ceticismo climático) avaliou mais de três mil artigos de dois jornais em seis países: Brasil, China, França, Índia, Reino Unido e Estados Unidos. Os dois jornais brasileiros escolhidos foram a Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo.

O período de análise, entre 2009 e 2010, incluiu a Conferência do Clima de Copenhague (COP15) e o caso do Climategate, quando cientistas da Universidade de East Anglia foram acusados de manipular dados para comprovar o aquecimento global.
Mesmo nesse período conturbado, os jornais das nações emergentes apresentaram apenas três editorias com o ponto de vista dos céticos, enquanto somente o Wall Street Journal publicou 12.

Outra explicação para a brutal diferença seria que os governos dos países em desenvolvimento reconhecem as mudanças climáticas como uma ameaça real e já vêm negociando há anos maneiras de combatê-las.

“Na China, por exemplo, o governo tem uma posição muito clara de que o aquecimento global já está acontecendo. Assim, as discussões, inclusive na imprensa, tendem a ser sobre que políticas devem ser implementadas e não sobre se o fenômeno é real ou não”, explicou Rebecca Nadin, que contribuiu com a parte da China na pesquisa e é diretora do Conselho Britânico para o Clima e Sustentabilidade. 

Fonte: Carbono/Brasil

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nasa adia para 28 de outubro lançamento de satélite climático






France Presse

A agência espacial americana (Nasa) adiou, nesta quarta-feira, o lançamento de um satélite de observação meteorológica e climática que ajudará a prever tempestades extremas e fornecerá uma visão mais apurada das mudanças climáticas. O lançamento, inicialmente marcado para o dia 27 de outubro, "foi reprogramado para o dia 28 de outubro", anunciou a Nasa em uma mensagem no microblog Twitter.

O satélite de 1,5 bilhões de dólares, denominado National Polar-orbiting Operational Environmental Satellite System Preparatory Project, ou NPP, será o primeiro a medir as mudanças de curto e longo prazo no tempo e no clima, explicou a Nasa.

O NPP será lançado da Base da Força Aérea Vandenberg, na Califórnia, entre as 7h48 e 7h57 (horário de Brasília) de sexta-feira. O satélite, que tem o tamanho de um veículo utilitário, levará cinco instrumentos que lhe permitirão estudar a temperatura e a água na atmosfera, o impacto das nuvens e dos aerossóis na temperatura, e a resposta das plantas terrestres e marinhas às mudanças ambientais. 

Fonte : Comissão Mista de Mudancas Climáticas
Wilson S. Andrade - Assessoria Técnica - CMMC
Senado Federal

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aeroporto de Florianópolis é afetado pelas cinzas do vulcão chileno Puyehue
















Por : Jeferson da Silva Figueiredo

As cinzas do vulcão Puyehue que fica na Patagônia Chilena chegaram ao Estado de Santa Catarina. Hoje 19 de outubro de 2011, no Aeroporto Internacional cerca de 13 pousos e decolagens foram cancelados, devido a falta de visibilidade provocados pelas partículas das cinzas do vulcão que caem em algumas partes do Estado.
Houveram filas no  check- in, mas não chegaram a grandes proporcões.
Segundo Leandro Puchalski em seu blog, os ventos em altitude que trazem as cinzas até o sul do Brasil vão continuar e na sexta feira muda de direcão desfavorecendo as cinzas nos céus de SC, mas é importante acompanhar a previsão do tempo, porque podem haver mudancas rápidas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Seca castiga ilhas do Pacífico Sul
















Rocio Otoya - Sydney (Austrália), 9 out (EFE).- Rodeadas pela maior massa de água do planeta, várias ilhas do Oceano Pacífico se encontram em estado de emergência diante da seca provocada pelo fenômeno La Niña, que ameaça consumir suas reservas de água potável em poucos dias.

Há quase meio ano não chove no Estado insular de Tuvalu que, da mesma maneira que outras ilhas como Tokelau, para repor suas fontes naturais depende de precipitações que, segundo os meteorologistas, não acontecerão até o final do ano.

A população de Funafuti, capital de Tuvalu, se acostumou a sobreviver com 40 litros diários de água potável por família, contrastando com os 500 consumidos pelas famílias dos Estados Unidos, segundo dados da ONG internacional Greenpeace.

A seca atual, a mais grave registrada em 70 anos, chegou em um ponto no qual as escolas fecharam seus banheiros e alguns ministros do Governo tomam banho em uma lagoa, de acordo com o jornal neozelandês 'New Zealand Herald'.

Com uma temperatura acima dos 30 graus, 'a população faz o máximo possível para economizar água', explica o secretário-geral da Cruz Vermelha em Tuvalu, Tataua Pese, que nesta semana desaconselhou a população a beber água dos poços. 'Não é segura para o consumo. Alguns animais morreram recentemente e acreditamos que é por culpa desta água subterrânea', declarou Pese na 'Radio Austrália'.

O responsável local da Cruz Vermelha disse que resta água potável para 'uns poucos dias' no país de 11 mil habitantes submetidos a um racionamento diário de dois baldes por família. Tokelau, onde vivem 1,5 mil pessoas, decretou estado de emergência e possui reserva de água para menos de uma semana, informou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores neozelandês, Murray McCully, em comunicado.

Samoa também começou o racionamento depois que o nível de suas reservas caiu 25%. Diante da crise, o serviço de Defesa da Nova Zelândia enviou na segunda-feira a Tuvalu um avião Hércules com tanques de água, equipamentos de destilação e agentes da Cruz Vermelha neozelandesa em resposta ao apelo do Governo, que no fim de semana alertou que restava água para apenas dois dias.

Nesta quinta-feira, outro avião neozelandês com provisões se dirigiu para a região de Pago Pago, na Samoa americana, onde se encontrará com um navio da guarda costeira dos Estados Unidos equipado com um dessalinizador, que irá gerar 130 mil litros de água potável.

A Austrália enviou a Tuvalu mil envelopes de reidratação oral e uma equipe de funcionários que avaliem as necessidades do país membro na Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth). Eles analisarão a reparação das usinas de dessalinização do país.

Esta região do Pacífico sofre os efeitos do fenômeno cíclico La Niña, agravado pelo paulatino aumento do nível do mar que salinizou as reservas de água subterrânea desses arquipélagos formados por atóis.

Tuvalu, situada entre Austrália e Havaí (Estados Unidos), é uma das nações independentes menos populosas do planeta e, com seus 26 quilômetros quadrados, o quarto menor país do mundo. O arquipélago, habitado por polinésios, foi descoberto em 1568 pelo navegador espanhol Álvaro de Mendaña em sua primeira travessia em busca da Terra Australis, que depois passou a ser colônia britânica, até sua independência em 1978.

Tokelau é o último território dependente da Nova Zelândia, depois que a população, cerca de 1,2 mil pessoas, decidiu manter o status de livre associação e rejeitou a independência plena em 2007. ***
...E só para variar...

Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas - CMMC
Wilson Andrade -Assessoria Técnica - Senado Federal

Brasil - A Petrobras, Vale e Marinha vão produzir energia limpa na Antártica


















A Petrobras, a Vale Soluções em Energia (VSE) e a Marinha do Brasil vão produzir energia elétrica limpa a partir de motogeradores a etanol na Estação Antártica Comandante Ferraz. O navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, da Marinha, parte domingo para Antártica levando os equipamentos e tanques de etanol. Com isso, o Brasil será o primeiro país do mundo a utilizar biocombustível para a geração de energia elétrica naquele continente.

A Petrobras fornecerá os 350 mil litros de etanol necessários à operação e, por meio de acompanhamento tecnológico, validará a utilização do combustível em condições de baixa temperatura. O motogerador a etanol é produzido pela VSE, uma sociedade entre a Vale e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que desenvolveu uma tecnologia totalmente nacional para que motores pesados possam gerar energia limpa, usando etanol sem qualquer tipo de aditivo.

O sistema inclui um sofisticado equipamento de controle e comando via internet e será instalado na Estação Antártica no início de novembro, logo após a chegada do navio Ary Rongel. Cerca de 15 dias depois, terá início um programa científico de avaliação, para assegurar que todos os requisitos de segurança operacional estejam adequados às rigorosas condições impostas pelo clima antártico.

O projeto é beneficiado pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). 
Fonte: 

 
Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas - CMMC
Wilson Andrade -Assessoria Técnica- Senado Federal

Quase 60% da população global não acessa energia limpa



                    
  

















Globo Natureza – Agostinho Vieira
Estudo publicado ontem pela Organização das Nações Unidas e pela Agência Internacional de Energia aponta que mais da metade da população mundial não tem acesso a formas limpas de geração de energia.
Segundo o levantamento, das 7 bilhões de pessoas que vivem hoje no mundo, mais de 1 bilhão não acessam quaisquer formas de energia e quase 3 bilhões são obrigadas a utilizar fontes energéticas “sujas” (madeira e carvão) para suas necessidades domésticas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que estudou sob a luz de velas quando era jovem, defendeu o acesso universal à energia limpa.

- Precisamos de uma revolução energética. Necessitamos não somente de uma energia universal, mas que ela seja limpa e sustentável - declarou durante uma conferência em Oslo, na Noruega.

De acordo com o secretário-geral da ONU, a distribuição de energia limpa em escala mundial é indispensável para responder a “todos os desafios globais”: à pobreza, às mudanças climáticas, à escassez de água, saúde, à crise alimentar e ao acesso das mulheres a cargos de responsabilidade.

Organizada pela Noruega e pela AIE, a conferência de Oslo reúne mais de 70 países para discutir o financiamento de uma energia limpa acessível a todos. A ONU definiu para 2030 três objetivos conectados, lembrou Ki-moon: o acesso de todos aos serviços energéticos modernos, um aumento de 40% da eficácia energética e a duplicação da estrutura de energias renováveis. 


 Fonte:
 Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas - CMMC
 Wilson Andrade - Assessoria Técnica 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mudancas Climáticas

                                      

Fonte: Wilson S. Andrade - Assessoria Técnica - Comissao Mista de Mudancas Climáticas
Senado Federal.
                          Clipping CMMC – 12.09.2011


  • Taxa para navegação pode combater emissões de CO2 – Instituto Carbono Brasil

    Após a indústria aérea receber limites para a emissão de CO2, agora é a vez do setor da navegação ser alvo do mercado de carbono. Nesta semana, o WWF e a Oxfam lançaram um relatório que sugere a adoção de uma taxa para embarcações a fim de reduzir a liberação de CO2. Com esse imposto, além dos céus, os mares também poderiam ficar menos asfixiados com as emissões.

    O documento, intitulado Out of the bunker (Fora do silo em inglês), propõe a adoção de um imposto para o combustível utilizado pelas embarcações para diminuir a liberação de gases do efeito estufa (GEEs) e arrecadar dinheiro para o Fundo Climático Verde (GCF em inglês), reserva financeira criada na COP16 para ajudar os países emergentes a lidarem com as mudanças climáticas.

    Segundo a pesquisa, o imposto deve ser de US$ 25 por tonelada de combustível usado, o que levantaria cerca de US$ 25 bilhões por ano, dos quais pelo menos US$ 10 bilhões iriam para o GCF, que deve arrecadar US$ 30 bilhões por ano até 2012 e US$ 100 bilhões anuais até 2020. O documento diz que essa taxa aumentaria em apenas 0,2% os custos da navegação, ou US$ 2 a cada US$ 1000. “É muito menos do que a variação do preço do combustível na última década”.

    “Um acordo para a navegação que tenha chance de levar as negociações em frente precisa de três critérios: ser global, aplicando-se a todas as embarcações para evitar evasão; incluir uma compensação para países em desenvolvimento para os custos de importação um pouco mais elevados que podem ocorrer; e direcionar os lucros restantes – pelo menos US$ 10 bilhões por ano – para o Fundo Climático Verde (GCF) -  explicou Tim Gore, coautor do relatório.

    De acordo com o estudo, atualmente a navegação contribui com cerca de 3,3% das emissões de GEEs globais, e o índice dessas liberações pode aumentar entre 150% e 250% se nenhuma medida for tomada para reduzi-las. Em julho, a Organização Marítima Internacional (OMI) já havia concordado em estabelecer padrões de eficiência para o setor da navegação.

    - As emissões da navegação [...] são enormes e estão crescendo rapidamente. Temos que fazer algo e podemos enfrentar isso de uma forma que também aumente as finanças. O desafio é fazer isso sem desfavorecer os países em desenvolvimento -  declarou Gore.

    Mas Gore afirmou que o próprio relatório oferece uma alternativa a esse desafio. “Nossa pesquisa mostra que é possível cortar boa parte das emissões de gases do efeito estufa da navegação sem atingir injustamente os países em desenvolvimento, e gerar bilhões de dólares em dinheiro para as ações climáticas em países pobres nesse processo”.

    Jason Anderson, diretor de políticas climáticas e energéticas do escritório de políticas do WWF europeu, acredita que a COP 17, em Durban, na África do Sul, é o momento ideal para que se estabeleça essa cobrança. “A conferência climática em Durban nesse ano oferece a oportunidade ideal para um acordo global para a navegação”, indicou ele.

    - Um mecanismo para lidar com as emissões da navegação e ao mesmo tempo fornecer financiamento para países em desenvolvimento deveria ser um dos pilares de um pacote de resultados forte em Durban que podem colocar o mundo no caminho para evitar as mudanças climáticas - acrescentou Anderson.

    Mas alguns representantes da indústria da navegação, como David Balston, diretor de segurança e meio ambiente da Câmara de Navegação do Reino Unido, creem que tal imposto, juntamente com a possível inclusão do setor no esquema de comércio de carbono da União Europeia (EU ETS) em 2013, pode sobrecarregar e prejudicar a navegação.

    - Acreditamos que a navegação deveria pagar de acordo com seu nível de emissões de carbono [e] 3,3% de £100 bilhões é £3,3 bilhões, não £10 bilhões, então aquele nível parece desproporcional. E se alguém levar em conta a inclusão potencial no EU ETS e em outras medidas baseadas no mercado [sob a OMI], isso pode chegar a ser uma tarifa tripla -  esclareceu Balston.

    A imposição de taxas para o combustível também já foi proposta ao setor aéreo, cuja oposição à cobrança pela emissão de GEEs fez com que países como a China e os EUA se pronunciarem contra o imposto, e levou as empresas aéreas norte-americanas a moverem um processo contra o ETS europeu e os EUA a criarem o projeto de lei para impedir a participação das linhas americanas no esquema.

    - A princípio [uma taxa] poderia ser aplicada à aviação, [...] embora haja mais conscientização do potencial para que isso seja um ganho duplo nas negociações da OMI do que no setor da aviação. É tão relevante [para a aviação] quanto para a navegação, e de certa forma os efeitos da distribuição são menores já que tendem a ser as classes ricas ou de classe média as que voam -  alegou Keith Allott, diretor de mudanças climáticas do WWF-Reino Unido.

    De qualquer forma, Gore acha que não há uma maneira fácil de se ganhar com a redução das emissões. “Não acho que reste qualquer jeito fácil de ganhar. [A negociação de mudanças climáticas em] Cancún pôs de lado todas as formas mais fáceis. Tudo o que restou é mais difícil. Ainda há pessoas a conquistar, países a integrar”, justificou Gore.

    Apesar da crítica, a taxa para o combustível da navegação parece receber mais aceitação do que o imposto que a UE pretende impor ao setor aéreo. “Essa é uma das razões pelas quais pensamos que podemos fazer algum progresso”, concluiu Gore. ***

    Brasil é o maior 'exportador' de água do mundo – G1 - Ecoverde

    Ainda não existe um comércio formal ou uma bolsa de mercadorias. Também não dá para imaginar navios deixando o porto de Santos ou de Manaus lotados do produto. Mas para o pesquisador inglês Tony Allan e para o brasileiro Samuel Barreto, coordenador do programa de água do WWF Brasil, o país lidera o mercado mundial de água. Estamos falando de água virtual ou pegada hídrica, um conceito que já está saindo das universidades e entrando no planejamento estratégico das empresas.
    A expressão define o uso, direto ou indireto, de água ao longo de todo o processo produtivo. De acordo com a metodologia, são necessários 15,5 mil litros de água para produzir um quilo de carne. Ou três mil litros para conseguir um quilo de arroz. Uma simples xícara de café precisaria de 140 litros de água para ser produzida. O Brasil é um grande exportador de couro, café, carne, soja e algodão, produtos intensivos no uso deste recurso. Daí a colocação do país nesse ranking hipotético.

    Empresas como AmBev, Natura, Coca-Cola e Unilever, já estão usando o conceito de pegada hídrica nos seus cálculos de produtividade. No entanto, à medida que ganha adeptos, surgem também os críticos do método, criado pelo holandês Arjen Hoekstra, da Water Footprint Network. Samuel Barreto admite que os números ainda não são precisos, pois consideram médias globais e ignoram realidades locais. Mas diz que o grande mérito está em medir algo que sempre foi considerado gratuito e infinito.

    Das mais de 200 economias existentes no mundo, pelo menos 160 podem ser classificadas como importadoras de água virtual. Poucas têm um excedente significativo para estar na ponta exportadora. Entre elas estão os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália, a França e o Brasil, que tem pouco mais de 13% de toda a água doce do planeta. Os desafios são: reduzir o enorme desperdício domiciliar, industrial e agrícola; acabar com a contaminação dos rios e lagos e, quem sabe um dia, conseguir cobrar alguma coisa pelo item mais nobre da nossa balança comercial.***

    Fome na África é vergonha para o mundo – O Globo

    Há situações em que o mundo parece anestesiado, incapaz de reagir de forma adequada a situações catastróficas de miséria humana. Fazem parte delas as frequentes fomes na África. Parece haver acomodação diante de tristes fotos de seres humanos destituídos de toda a dignidade, como se prisioneiros fossem de campos de concentração nazistas.

    Sabe-se que, a cada nova tragédia, países doadores se reúnem para ajudar, organizações internacionais se mobilizam, ONGs assistenciais entram em ação e voluntários de muitos lugares do mundo formam batalhões humanitários. Com isso conseguem, no máximo, atenuar os efeitos da fome.

    Considere-se a situação do Chifre da África, onde 13 milhões de pessoas têm sua subsistência ameaçada em Somália, Quênia, Etiópia e Djibouti. O epicentro da crise é a Somália, onde a fome já atinge seis das oito regiões do país, e 750 mil estão na iminência de morrer por falta de alimentos. O cálculo é da ONU, segundo a qual centenas de somalianos perecem a cada dia - metade deles crianças - apesar do aumento da ajuda externa.

    A Somália, cujo estado praticamente desapareceu desde conflitos internos na década de 90, enfrenta uma terrível conjunção de fatores: seca e quebra de safras, preços da comida em alta acelerada, grupos em guerra que impedem a distribuição ou saqueiam os alimentos levados ao país. Quatro milhões de pessoas, mais da metade da população, estão em situação de crise alimentar, segundo a ONU.

    Leve-se em conta que os países ricos estão hoje em apuros, o que os leva a cortar justamente na ajuda externa à luta contra a miséria, a fome e a doença. O Congresso americano já brecou US$ 8 bilhões da verba pedida pelo Executivo para o Departamento de Estado e para a ajuda externa. Contribuições para a ONU foram reduzidas em centenas de milhões de dólares, atingindo missões de paz e o Programa Mundial de Alimentação.

    O mais grave é que os próprios líderes africanos viram as costas ao problema. Em visita ao campo de Dadaab, no Quênia, que aloja 400 mil refugiados alimentares da Somália, o músico Youssou N'Dour, do Senegal, um dos embaixadores do Unicef, criticou duramente esses líderes que, em grande parte, boicotaram uma conferência da União Africana para levantar fundos para enfrentar a crise. "Os africanos não estão dando o exemplo. Autoridades vivem como nababos. Precisam de mais dinheiro e poder para elas mesmas. Só pensam nelas e não na população de seus países", atacou N'Dour.

    À comunidade internacional não basta agir de forma tópica, nas crises. Em relação à Somália, por exemplo, ao lado do esforço humanitário, é necessário outro para ajudar o país a construir instituições que possam, futuramente, fazer frente de forma mais efetiva a situações como a atual.

    E parte do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a advertência tantas vezes ouvida, mas a cada dia mais pertinente. É preciso uma ação multilateral urgente contra o aquecimento global, causa importante das mudanças climáticas que tornam ainda mais dramáticas as secas em vastas regiões da África, e do mundo. *** (grifo nosso)

    Internet orienta população durante enchente em Santa Catarina – Techtudo – Rafael Silva

    Em épocas de desastres naturais, uma das maneiras que as pessoas encontram para se comunicar são as redes sociais. Dessa forma, é possível manter contato com amigos e parentes de uma região afetada e ao mesmo tempo ser avisado mais rapidamente de alertas de chuvas, tornados ou quaisquer mudanças climáticas bruscas que podem trazer problemas.

    Com a ocorrência de enchentes cada vez mais constantes no estado de Santa Catarina, órgãos do governo encontraram nesses sites um meio de alertar a população. Eles estão se esforçando para publicar o máximo de informações possível sobre as enchentes e ajudar moadores da região a se deslocarem com segurança.

    A prefeitura de Itajaí, por exemplo, alerta no seu perfil no Facebook os locais estáveis e onde ainda há chance de ilhamentos. Já a defesa civil de Santa Catarina, atualiza várias vezes ao dia uma planilha em Excel com dados da enchente, incluindo o número de pessoas desabrigadas, desaparecidas ou feridas.

    Além disso, membros de redes sociais também se esforçam individualmente para divulgar informações. Um dos moradores do estado, o catarinense Luiz Felipe Rahn de 23 anos, chegou a criar um tumblr para publicar informações sobre o nível da água no município de Rio do Sul. O prefeito da cidade decretou essa semana estado de calamidade pública.

    Uma situação similar aconteceu nos EUA nos últimos meses. O Twitter acabou avisando pessoas sobre um terremoto em vários estados americanos, antes mesmo que as pessoas pudessem sentir o tremor. Com a passagem do furacão Irene na costa leste do país, o próprio Twitter revelou que mais de 3 mil tweets por segundo eram postados sobre ele.***

    Estudantes das zonas urbana e ribeirinha de Manaus vão aprender sobre monitoramento de carbono – Acrítica – Cassandra Castro
    As medições de emissão e absorção de carbono devem iniciar em 2012 e vão contar com a participação de estudantes e alunos de escolas da Rede Municipal de Ensino

    Aprender mais sobre conceitos ainda desconhecidos, como emissão e seqüestro de carbono.  Esta oportunidade vai ser dada a jovens de escolas das Zonas urbana e ribeirinha de Manaus por meio do Projeto de Monitoramento do Carbono que será desenvolvido em conjunto pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidae (Semmas), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e  Secretaria Municipal de Educação (Semed).

    Nesta sexta (9), uma reunião realizada pela Semmas definiu quais escolas vão ser contempladas pelo projeto que vai medir semanalmente a emissão e absorção de carbono ocorridas em parcelas  demonstrativas de áreas verdes situadas no entorno do Igarapé do Passarinho e de quatro escolas municipais situadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé.  De acordo com a assistente técnica da Semmas e Coordenadora do Projeto, Angeline Ugarte Amorim, as medições devem começar em 2012 por conta da diferença no calendário escolar das escolas ribeirinhas. 

    As comunidades ribeirinhas beneficiadas vão ser Livramento, Julião, Agrovila Amazonino Mendes e São José do Tupé.  Em Manaus, foi escolhida uma área na Zona norte de Manaus localizada no entorno do igarapé do passarinho que recebeu o plantio de mudas em julho deste ano.

     A metodologia utilizada para a medição será a dos cálculos alométricos (aumento do diâmetro e altura da árvore), desenvolvidos pelo Laboratório de Manejo Florestal do Inpa, que é coordenado pelo pesquisador doutor Niro Higuchi, que vem dando aporte técnico ao projeto.

    O projeto conta com o apoio do Fundo Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (FNDMA) e deverá beneficiar, num primeiro momento, aproximadamente 180 alunos e 20 professores da rede municipal.  “Nós entendemos que os meninos da Amazônia deveriam ser um exemplo aos outros meninos e serem os primeiros a falar com conhecimento de causa sobre a importância da floresta para o planeta”, conta Angeline Amorim.  Os alunos vão ter a oportunidade de experimentar o conhecimento e o fazer científico dentro do contexto da floresta.  “O estudante vai poder conhecer quais são os outros serviços ambientais que são prestados pela floresta“, finaliza Angeline.

    Outra ação dentro do projeto de monitoramento do carbono é o desenvolvimento de um software interativo com jogos que vão tratar da temática  das mudanças climáticas globais. ***

    Mudanças climáticas já castigam a África – Agência Estado – Jamil Chade
    Seca prolongada atinge 13,4 milhões de pessoas e acelera desertificação
    "Agora posso morrer tranquilo", disse Faad. Ele conduziu sua família, seu irmão doente e mais de 20 pessoas de seu vilarejo na Somália em direção ao campo de refugiados de Dadaab, na fronteira com o Quênia. Com 62 anos, o agricultor que fugia da fome conta que não tinha mais forças para andar. "Caminhamos por três semanas", disse, sujo pela poeira, sentado em um canto do centro de acolhida da ONU e lamentando que dois de seus netos foram enterrados pelo caminho.
    Jamil Chade/AE
    Espera. Refugiados aguardam por autorização para entrar no campo da ONU
    O Estado acompanhou o desembarque da família de Faad ao maior campo de refugiados do mundo. Eles estavam entre as mais de mil pessoas que diariamente chegam ao local. A fuga ocorre por conta da seca que atinge 13,4 milhões de pessoas no Chifre da África e, segundo a ONU, pode matar 750 mil até o final do ano.
    Faad não sabe explicar por que a chuva não vem. E não sabe que o fenômeno havia sido previsto por cientistas, que avisaram a comunidade internacional. Ninguém imaginava que os sinais das mudanças climáticas viriam de forma tão antecipada.
    Em 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) publicou uma pesquisa de mais de sete anos que concluiu que a região viveria situações climáticas mais intensas. Agora, a crise traz dois desafios ao IPCC. Primeiro, as previsões poderão ter de ser antecipadas, já que alguns dos alertas começam a se tornar realidade. Mesmo as previsões mais pessimistas estão sendo superadas pela velocidade dos fenômenos climáticos.
    Outra constatação é de que o IPCC terá de ampliar as pesquisas para construir projeções mais exatas e localizadas. No caso do Chifre da África, os cientistas estimavam em 2007 que a seca poderia aumentar em alguns momentos do ano, mas que a predominância seria de um aumento também de chuvas torrenciais. Hoje é observado que a região, acima de tudo, tem sido alvo das secas. As chuvas, quando chegam, ampliam o desastre humanitário.
    Seja qual for o futuro da pesquisa, a constatação é de que a seca na Somália é um dos sinais mais fortes das mudanças climáticas. Segundo Friedrich-Wilhelm Gerstengarbe, do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, a seca é causada pela intensificação do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico.
    Esse fenômeno ocorreria de cada cinco a sete anos. Mas, nos últimos anos, tem se repetido com maior intensidade e num período menor de tempo. A última grande seca na região ocorreu em 2008 e se repetiu em 2011. Um dos resultados tem sido a desertificação acelerada na África. Segundo Gerstengarbe, as mudanças climáticas estariam intensificando tanto o La Niña como o El Niño, gerando um aumento de chuvas no Paquistão e na Austrália e secas na África.
    Jean-Cyril Dagorn, especialista da Oxfam, alerta para os prejuízos econômicos. "A produtividade agrícola no leste da África cairá em 20% em duas décadas", diz. Isso sem contar que muitos agricultores perderam entre 30% e 60% dos animais.
    Desespero. Nem todos concordam que a Somália pegou a comunidade internacional de surpresa. "Grande parte do conhecimento sobre secas foi acumulado nas organizações internacionais nos últimos anos", afirmou Mansour N"Diaye, chefe de gabinete da secretaria da Convenção da ONU para o Combate à Desertificação. Segundo ele, há nove meses cientistas alertaram que a Somália estava à beira de uma crise.
    De volta ao campo de refugiados, poucos entendem porque tanta informação sobre a potencial crise não gerou ações que evitassem o desastre humanitário. Com um número cada vez maior de refugiados, o alívio de desembarcar em Dadaab se transforma rapidamente em decepção, diante da constatação de que a luta pela sobrevivência não terminou e que a seca continua sendo uma ameaça.
    Eram 6 horas quando Faad e seu grupo avistaram as primeiras barracas de refugiados, que os indicaram onde estavam as dependências montadas pela ONU para o registro de novos refugiados. Se em sua mente o pior havia sido superado, Faad logo percebeu que o campo da ONU não seria a solução para os seus problemas. Conduzidos para dentro das dependências, sua família se surpreendeu com a primeira oferta da comunidade internacional. Não seria a distribuição de alimentos ou água, mas sim a oferta, pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, de que poderiam fazer uma ligação telefônica de graça.
    De fato, alguns refugiados tinham famílias no Quênia e o serviço os ajudou a encontrá-los. Mas a grande maioria apenas queria comer. "Vou ligar para quem?", questionava Faad. Só depois seriam registrados, receberiam uma tijela, um saco de alimentos e água. Dois de seus netos seriam encaminhados para um centro médico, diante da desnutrição que havia sido constatada. Ambos não comiam mais que folhas de árvores havia três dias.
    Mas a família receberia uma informação que os deixaria sem saber o que fazer: o campo estava lotado e não haveria novas barracas. Com 440 mil pessoas no local, teriam de construir suas próprias tendas para passar a noite e, provavelmente, meses.
    Os problemas não paravam por aí. Funcionárias da ONU informaram à família que não só não havia espaço como o local onde deveriam montar as barracas também já estava cheio. Eles teriam de negociar um espaço, justamente no que era até pouco tempo o lixão do campo de refugiados.
    Iussuf, irmão de Faad, não escondia a frustração. "Pensávamos que aqui ia ser tudo diferente", lamentou. Para chegar ao local onde acreditavam que haveria espaço para montar sua barraca, a família teve de voltar a andar. Desta vez, por mais 20 quilômetros. Levariam todo o dia para chegar ao lado oposto de Dadaab.
    Ao se despedir da reportagem e reiniciar a caminhada, Faad já não demonstrava o mesmo otimismo. "Você sabe quanto tempo ficaremos aqui antes de ir a uma cidade?", questionou o agricultor.
    Faad não tinha ideia de que muitos dos refugiados estão em Dadaab há 20 anos, sem receber a autorização de sair da área, sob o risco de serem deportados de volta para a Somália ou torturados pela polícia local. A realidade é que nem ele nem os cientistas previam que a seca o havia tornado um prisioneiro dentro de um campo de refugiados. ***