Eliza foi vista pela última vez entre 9 e 10 de junho de 2010 e a Justiça determinou que Bruno, Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", e Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, sejam levados a júri popular pelo assassinato da jovem, cujo corpo nunca foi encontrado. Até então, a defesa dos acusados nega que Eliza tenha morrido devido à falta de materialidade. "Tese de que ela não morreu porque não tem corpo é falta de leitura do Código Penal. E a turma (acusados) acreditou nos advogados", disparou Rui Pimenta. A mesma tese já havia levado o advogado Cláudio Dalledone Júnior, então defensor de Bruno, a deixar o caso sob a alegação de que este é "um argumento infantil e retórico".
Mas Pimenta vai adiante e, além de confirmar o assassinato, vai alegar à Justiça - provavelmente no julgamento pelo júri de Bruno - que quem matou Eliza foi Bola, como acusou a polícia, mas por ordem de Macarrão ao invés de Bruno. "Realmente o Macarrão levou Eliza para o Bola assassinar. E ocorreu como já foi narrado. Enforcaram e deram partes para cachorros comerem. Devem ter colocado o resto em um forno de pneus e acabou", disse.
Para o advogado, Macarrão, que tem tatuado nas costas a frase "Bruno e Maka. A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro", estava "se sentindo mal amado" porque o goleiro manteve relacionamento com Eliza. De acordo com Pimenta, apesar de o goleiro e Macarrão, que era seu braço-direito, se conhecerem desde criança, eles não conversam mais. "Eles brigaram na cela e o Bruno não fala mais com o Macarrão porque está pagando essa cadeia por causa dele", disse.
O advogado afirmou ainda que o atleta não denunciou o ex-amigo porque só soube do que ocorreu quando já estava preso e "não teve chance", além de seguir orientação dos advogados anteriores "Para ele (Bruno), havia dado dinheiro para Macarrão levá-la para viajar quando saiu do sítio", disse, referindo-se à propriedade do atleta onde a jovem foi vista pela última vez.

20:22
Jeferson da silva figueiredo
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